Criado em 1991, o Forum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) celebrou nesse dia 14 de dezembro, seus 20 anos de história. Surgido na década de 1990, apontada como a época significativa para o avanço da luta pela democratização da comunicação no país, o FNDC é hoje uma das principais entidades da sociedade civil organizada a sustentar essa bandeira de luta.
Ao comemorar as suas duas décadas de existência, a entidade mudou de direção geral, antes sob a responsabilidade da FENAJ e agora sob a tutela da CUT. A mudança causou um certo mal estar entre os membros integrantes da entidade, muitos dos quais não aprovaram a escolha da atual entidade para presidir os rumos do FNDC. Contudo, como a democracia é o principal lema da entidade, a decisão terminou sendo comemorado por todos em Plenária promovida na mesma data acima citada.
Só resta saber até que ponto essa discordância não gere, nos bastidores da luta pelo poder, conflitos maiores os quais possam comprometer o propósito e rumo deste que ainda é, se não o principal, um dos mais significantes grupos civis a sustentar a bandeira de luta por esse que é um dos direitos mais fundamentais da sociedade moderna, o direito à comunicação livre e democrática.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
MÍDIA, AUDIÊNCIA E VIOLÊNCIA NA PB
Como é do conhecimento de todos, as pesquisas de audiência têm alimentado os meios de comunicação de massa e, em especial, as emissoras de TV´s de todo o país e, a exemplo do que vem acontecendo na Paraíba, estimulam as empresas de comunicação a investirem no conteúdo da violência em suas grades de programação. Dos telejornais aos tradicionais programas policiais, a onda de crimes, mortes e acidentes, ganham destaque nos veículos em nome da acirrada concorrência entre os veículos líderes de audiência no Estado, assim como acontece no país.
Líder de audiência no horário, o programa Correio Verdade, que vai ao ar todos os dias pela TV Correio e que tem no sensacionalismo exacerbado e desrespeitoso – já que segundo Alberto Dines, tornar um fato sensacional é uma característica natural da praxi jornalística, porém, não necessariamente descambando no apelativo -, é um retrato fiel dessa realidade espelhada pelas pesquisas.
Entretanto, a permanente liderança de audiência do Correio Verdade que, vale salientar, vem incomodando seriamente a TV Cabo Branco – até então líder em todos os horários-, se restringe à Capital. Em Campina Grande, apesar de ter uma grande penetração, o programa perde para o telejornal JPB 1ª edição, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Ibope.
Aqui está, portanto, um elemento instigante e válido para algumas reflexões, sobretudo, dentro da perspectiva dos estudos da recepção, os quais trazem à tona toda complexidade que envolve a relação dos receptores com a produção midiática. Dentre os possíveis questionamentos a serem levantados e investigados estão os seguintes:
1 – Em que a audiência de João Pessoa se difere da audiência do público receptor de Campina Grande?
2 – Em que o formato do telejornal apresentado pela TV Cabo Branco se difere do que é apresentado em Campina Grande e ao que parece, agrada melhor aos campinenses que o programa considerado por alguns como um ‘show de horrores’?
Em , síntese, acreditamos que aqui está um valioso fenômeno a ser melhor esmiuçado pelos institutos de pesquisa e em especial pelos estudos acadêmicos de análise de recepção os quais apontam para uma mudança considerável no complexo processo de emissão e recepção contemporâneo. Algo que, como foi averiguado por meio do seminário “Mídia, agendamento social e qualidade de audiência”, realizado recentemente pelos estudantes do bacharelado em Educomunicação da UFCG, traz à tona elementos ainda ignorados pelas pesquisas de audiências quantitativas, as quais superestimam os números e subestimam os interesses e a autonomia dos receptores diante da TV que esses querem assistir.
Líder de audiência no horário, o programa Correio Verdade, que vai ao ar todos os dias pela TV Correio e que tem no sensacionalismo exacerbado e desrespeitoso – já que segundo Alberto Dines, tornar um fato sensacional é uma característica natural da praxi jornalística, porém, não necessariamente descambando no apelativo -, é um retrato fiel dessa realidade espelhada pelas pesquisas.
Entretanto, a permanente liderança de audiência do Correio Verdade que, vale salientar, vem incomodando seriamente a TV Cabo Branco – até então líder em todos os horários-, se restringe à Capital. Em Campina Grande, apesar de ter uma grande penetração, o programa perde para o telejornal JPB 1ª edição, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Ibope.
Aqui está, portanto, um elemento instigante e válido para algumas reflexões, sobretudo, dentro da perspectiva dos estudos da recepção, os quais trazem à tona toda complexidade que envolve a relação dos receptores com a produção midiática. Dentre os possíveis questionamentos a serem levantados e investigados estão os seguintes:
1 – Em que a audiência de João Pessoa se difere da audiência do público receptor de Campina Grande?
2 – Em que o formato do telejornal apresentado pela TV Cabo Branco se difere do que é apresentado em Campina Grande e ao que parece, agrada melhor aos campinenses que o programa considerado por alguns como um ‘show de horrores’?
Em , síntese, acreditamos que aqui está um valioso fenômeno a ser melhor esmiuçado pelos institutos de pesquisa e em especial pelos estudos acadêmicos de análise de recepção os quais apontam para uma mudança considerável no complexo processo de emissão e recepção contemporâneo. Algo que, como foi averiguado por meio do seminário “Mídia, agendamento social e qualidade de audiência”, realizado recentemente pelos estudantes do bacharelado em Educomunicação da UFCG, traz à tona elementos ainda ignorados pelas pesquisas de audiências quantitativas, as quais superestimam os números e subestimam os interesses e a autonomia dos receptores diante da TV que esses querem assistir.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
De olho na Câmara....
Depois de longos dois anos a espera de um posicionamento por parte do Congresso Nacional frente à medida descabida do STF em derrubar a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo, os jornalistas brasileiros obtiveram, enfim, uma resposta positiva que foi a aprovação , com 65 votos favoráveis e 7 contrários, da PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), que restitui a exigência do diploma para o exercício da profissão.
Não obstante, a categoria continua aguardando o parecer final que será a votação da PEC na Câmara dos Deputados, para onde o burocrático processo e papelada seguiram. A pergunta agora é: serão necessários mais dois longos anos para que os parlamentares se posicionem a respeito da propositura pra lá de fundamentada a favor não só da categoria, mas de toda a sociedade que prima por uma qualidade na formação dos profissionais da imprensa?.
Veremos. Até lá, de olho na Câmara!
Não obstante, a categoria continua aguardando o parecer final que será a votação da PEC na Câmara dos Deputados, para onde o burocrático processo e papelada seguiram. A pergunta agora é: serão necessários mais dois longos anos para que os parlamentares se posicionem a respeito da propositura pra lá de fundamentada a favor não só da categoria, mas de toda a sociedade que prima por uma qualidade na formação dos profissionais da imprensa?.
Veremos. Até lá, de olho na Câmara!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Demissão na Folha e os sinais de mudanças na mídia
A notícia veiculada recentemente na mídia dando conta da demissão de aproximadamente 40 jornalistas do maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e, do outro lado, do aumento do espaço para os chamados 'free lancers' no veículo, parece corroborar com as transformações radicais anunciadas, desde o final do século passado, por estudiosos e previstas por profissionais mais experientes do segmento.
Trata-se, como se pode perceber, de uma mudança de logística de mercado no segmento jornalístico respaldada em grande parte nas mudanças que vem afetando em cheio a mídia de um modo geral - aquelas mesmas que se convencional chamar de efeitos da globalização.. -e cujas conseqüências só agora começam a se manifestar de maneira mais abrangente.
Como também é evidenciado por estudos, trata-se aqui de uma onda de mudanças que afeta e promete mudar significamente os vários outros segmentos da grande mídia, a exemplo da indústria de entretenimento e o mercado editorial de livros, isso sem falar no lucrativo mercado das TV`s que mal começaram a sentir os impactos da inovação do revolucionário e ainda incógnito processo de digitalização da comunicação no país.
E, um dos efeitos diretos dessa realidade é a conseqüente mudança no perfil e modos operandi dos profissionais que vivem da comunicação social, essa grande, fascinante e desafiadora área responsável em grande parte pela manutenção do capitalismo em sua forma mais essencial e brutal.
Nesse contexto, portanto, a redução do quadro profissional do jornal Folha de São Paulo, muito mais que uma merca crise financeira, representa verdadeiramente, um dos mais fortes sinais dos tempos de mudanças desse maravilhoso mundo velho, para as quais todos e, em especial, os profissionais da mídia, precisam estar de olho bem abertos!
Trata-se, como se pode perceber, de uma mudança de logística de mercado no segmento jornalístico respaldada em grande parte nas mudanças que vem afetando em cheio a mídia de um modo geral - aquelas mesmas que se convencional chamar de efeitos da globalização.. -e cujas conseqüências só agora começam a se manifestar de maneira mais abrangente.
Como também é evidenciado por estudos, trata-se aqui de uma onda de mudanças que afeta e promete mudar significamente os vários outros segmentos da grande mídia, a exemplo da indústria de entretenimento e o mercado editorial de livros, isso sem falar no lucrativo mercado das TV`s que mal começaram a sentir os impactos da inovação do revolucionário e ainda incógnito processo de digitalização da comunicação no país.
E, um dos efeitos diretos dessa realidade é a conseqüente mudança no perfil e modos operandi dos profissionais que vivem da comunicação social, essa grande, fascinante e desafiadora área responsável em grande parte pela manutenção do capitalismo em sua forma mais essencial e brutal.
Nesse contexto, portanto, a redução do quadro profissional do jornal Folha de São Paulo, muito mais que uma merca crise financeira, representa verdadeiramente, um dos mais fortes sinais dos tempos de mudanças desse maravilhoso mundo velho, para as quais todos e, em especial, os profissionais da mídia, precisam estar de olho bem abertos!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
a polêmica política de regulação da mídia brasileira
Em continuidade à sua filosofia editorial que inclui, dentre outras, a proposta de colocar a mídia em debate, a revista Carta Capital traz em sua última edição, uma excelente reportagem acerca deste que tem sido um dos temas mais polêmicos que é a política de regulação da mídia brasileira.
Trata-se de mais uma importante contribuiçaõ para que a sociedade não apenas fique melhor informada acerca dos avanços das discussões em torno de tal questão ameaçadora para a grande mídia, mas também se conscientize sobre as estratégias que levam os grupos midiáticos oligárquicos a se posicionarem dessa maneira mediante a questão aqui destacada.
Geralmente denominada de censura pelas grandes empresas de comunicação que dominam o mercado midiático no país, a regulação da mídia vem mobilizando a sociedade civil organizada por meio de várias ações que fizeram de 2011, um ano importante no tocante ao avanço dessa discussão no Brasil.
Para se certificar dessa realidade, recomendo o amigo (a) leitor (a) a uma passagem pelo site da Carta Capital para uma leitura bastante esclarecedora sobre a temática em questão. O endereço é: www.cartamaior.com.br
Trata-se de mais uma importante contribuiçaõ para que a sociedade não apenas fique melhor informada acerca dos avanços das discussões em torno de tal questão ameaçadora para a grande mídia, mas também se conscientize sobre as estratégias que levam os grupos midiáticos oligárquicos a se posicionarem dessa maneira mediante a questão aqui destacada.
Geralmente denominada de censura pelas grandes empresas de comunicação que dominam o mercado midiático no país, a regulação da mídia vem mobilizando a sociedade civil organizada por meio de várias ações que fizeram de 2011, um ano importante no tocante ao avanço dessa discussão no Brasil.
Para se certificar dessa realidade, recomendo o amigo (a) leitor (a) a uma passagem pelo site da Carta Capital para uma leitura bastante esclarecedora sobre a temática em questão. O endereço é: www.cartamaior.com.br
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Aniversário do Conselho de Comunicação Social
Apesar das várias inserções em diversos espaços da sociedade ocorridas este ano, a exemplo das mesas de debate nas diversas universidades brasileiras e vários eventos promovidos pelo país afora – muitos dos quais registrados aqui neste espaço -, a discussão acerca da democratização da comunicação e regulamentação do sistema de comunicação social no Brasil ainda está longe de render os resultados almejados pela sociedade civil organizada.
Um dos maiores exemplos disso é o aniversário de cinco anos da negligência dos poderes constituídos e em especial, do Congresso Nacional no que diz respeito ao funcionamento oficial do Conselho de Comunicação Social (CCS) em, cumprimento, vale ressaltar, a uma lei da Constituição Federal ( lei 8.389/1991).
E assim, no próximo domingo, 20, como nos lembra oportunamente o pesquisador e escritor Veniciu Lima, serão cinco anos que o Conselho de Comunicação Social (CCS), criado pela Constituição de 1988 (artigo 224) e regulamentado por lei em 1991, se reuniu pela última vez. De lá para cá a Mesa Diretora se recusa a convocar a sessão conjunta para eleição dos novos membros, como manda o § 2º do artigo 4º da Lei 8.389/91.
O CCS, é bom lembrar, uma vez que este ainda é desconhecido pela grande maioria dos brasileiros e desconfio que até mesmo da categoria de jornalistas brasileiros, é um órgão auxiliar do Congresso, o único espaço institucionalizado de debate sobre o setor de comunicações no nosso país, com representação da sociedade civil. No entanto, não funciona há cinco anos por deliberada omissão do Congresso.
Enquanto isso, aqui na Paraíba, a imprensa faz festa em torno da posse do senador Cássio Cunha Lima, destacado na mídia estadual como um dos fatos mais importante deste ano que se encerra. Só para contextualizar a nossa situação no cenário nacional em torno de tal dilema e, claro, para sugerir aos colegas jornalistas paraibanos, solicitarem ao nosso tão aclamado novo senador, uma mãozinha no processo de aprovação do CCS....
Um dos maiores exemplos disso é o aniversário de cinco anos da negligência dos poderes constituídos e em especial, do Congresso Nacional no que diz respeito ao funcionamento oficial do Conselho de Comunicação Social (CCS) em, cumprimento, vale ressaltar, a uma lei da Constituição Federal ( lei 8.389/1991).
E assim, no próximo domingo, 20, como nos lembra oportunamente o pesquisador e escritor Veniciu Lima, serão cinco anos que o Conselho de Comunicação Social (CCS), criado pela Constituição de 1988 (artigo 224) e regulamentado por lei em 1991, se reuniu pela última vez. De lá para cá a Mesa Diretora se recusa a convocar a sessão conjunta para eleição dos novos membros, como manda o § 2º do artigo 4º da Lei 8.389/91.
O CCS, é bom lembrar, uma vez que este ainda é desconhecido pela grande maioria dos brasileiros e desconfio que até mesmo da categoria de jornalistas brasileiros, é um órgão auxiliar do Congresso, o único espaço institucionalizado de debate sobre o setor de comunicações no nosso país, com representação da sociedade civil. No entanto, não funciona há cinco anos por deliberada omissão do Congresso.
Enquanto isso, aqui na Paraíba, a imprensa faz festa em torno da posse do senador Cássio Cunha Lima, destacado na mídia estadual como um dos fatos mais importante deste ano que se encerra. Só para contextualizar a nossa situação no cenário nacional em torno de tal dilema e, claro, para sugerir aos colegas jornalistas paraibanos, solicitarem ao nosso tão aclamado novo senador, uma mãozinha no processo de aprovação do CCS....
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