O texto introdutório do livro “Comunicação & Recepção” de autoria das pesquisadoras Nilda Jacks e Ana C. Escosteguy (Hacker Editora, 2005), no qual ambas apresentam um mapeamento e retrospecto histórico evolutivo dos estudos da audiência dos meios, se apresenta como uma leitura bastante instigante e elucidativa. Indo um pouco além da proposta pedagógica principal da obra, na discussão introdutória, as autoras levantam, de maneira didática, questões que extrapolam a problematização em torno da comunicação e recepção, indo ao encontro do que, particularmente, considero como ponto de partida para qualquer que seja a perspectiva de estudo em torno da comunicação, termo este que, como não é mais novidade, vem sendo exaustivamente propagado dentro e fora do âmbito acadêmico, tornando-se um dos, isto é, se não o maior, signo mais marcantes da modernidade.
Revestidas por uma postura vigilante epistemológica e conceitual, as autoras tratam, inicialmente, das noções sobre cada um dos termos justapostos (comunicação/recepção), para em seguida, se inserirem no universo da chamada corrente de estudos da audiência dos meios, ou simplesmente, recepção, como preferem alguns autores. Neste sentido, ao separar os termos-chave da problematização em destaque, respaldadas nas considerações de Francisco Rüddiger, elas destacam primeiramente a pluralidade e ambivalência que caracteriza o campo semântico e conceitual da comunicação, colocando este como um fenômeno extremamente abrangente e que extrapola o universo midiático propriamente dito, para logo em seguida demonstrar que, portanto, ao tratarmos de recepção, estamos nos referindo especificamente, a uma parte do processo comunicacional desenvolvido com e através das mídias. Assim, deixam claro que “ o processo da comunicação engloba a recepção e que este, é parte constitutiva, intrínseca do primeiro”.
Portanto, falar de recepção é falar especificamente de um momento específico desse complexo processo - embora essa especificidade momentânea seja combatida por alguns autores - do qual somos todos agentes partícipes. Momento este que, vale salientar, embora há décadas vem sendo um dos principais nortes investigativo do campo acadêmico das pesquisas em comunicação, só mais recentemente, ganhou uma nova perspectiva, um prisma característicamente mais plural e dialético.
É nesse sentido que Jacks e Escosteguy destacam que “[...] é longa a discussão sobre a adequação ou não do termo recepção para nomear as relações das pessoas com os meios de comunicação, principalmente no âmbito da pesquisa de comunicação, que tem forte ligação com modelos teóricos que consideram os membros da audiência como receptáculos passivos das mensagens midiáticas”. (Pg.14). Trata-se, aqui, como se pode observar, de uma clara alusão à visão defendida pela tradicional Escola de Frankfurt, através dos primeiros estudos levantados em torno das análises do fenômeno da audiência, desenvolvidos no início do século XX.
Só depois de fazer esse preâmbulo elucidativo é que as autoras passam a apresentar aquilo que é a proposta da obra em questão aqui já mencionada. É seguindo essa estratégia retórica que elas destacam as recentes linhas de pesquisas centradas numa perspectiva diferenciada centrada na figura de um sujeito receptor ativo, cuja relação com os meios de comunicação é entendida de maneira diferenciada.
Feito isso, o texto trata em seguida de apresentar a diversidade de termos surgidos no transcorrer das últimas décadas que apontam para as diversas nuances e perspectivas crítico-analíticas em torno dessa vasta problematização que, como podemos perceber, tratam os estudos da recepção.
Dentre esses se destacam “estudos qualitativos da audiência”, “estudo das mediações”, “uso social dos meios”, “Educação para os meios”, e outros. Também é especificado que, embora estejam todos dentro de um mesmo campo de estudo e focados num mesmo fenômeno, essas denominações apontam para perspectivas diferencias, tais como ‘o processo de relação com meios’, ‘os receptores’, ‘o momento de interação ou até mesmo todos esses aspectos reunidos’. Tal diversidade também se justifica através da variedade de elementos a serem estudados dentro dessa linha de pesquisa que, por exemplo, pode vir a ser um tipo de mídia, um tipo de conteúdo midiático (programa, novela, noticiário, etc), ou mesmo a relação com os meios a partir de questões de gêneros (homem, mulher, criança, etc).
Em outro momento extremamente significativo do texto, as autoras apresentam algumas noções conceituais a fim de fazer-nos compreender o que de fato podemos chamar de recepção que, de maneira restrita, segundo as autoras, pode ser compreendida como um estudo da “relação das pessoas como os meios ou veículos de comunicação, com programas, gêneros, mensagens, ou momentos particulares, abarcando a complexa configuração de elementos e fatores que caracterizam o fenômeno como um todo” (pg.15). Aqui está, portanto, uma síntese em que se destaca o momento da recepção
e também da produção, especificando-se os elementos concretos de (pré) ocupação das pesquisas da audiência.
Essa noção, entretanto, não contempla, é importante frisar, aquilo que pode ser considerado como o efeito principal da audiência contemplado por essa perspectiva que é o processo de produção de sentido e de (re) significação ocorrido no desencadeamento do relacionamento dos sujeitos receptores com os meios. Aqui está, sem sombra de dúvidas, como apontam alguns outros autores, o elemento problematizante maior da questão envolvendo essa parte do processo comunicacional de que trata a recepção e para a qual, nossos olhares devem se voltar para nos mantermos mais vigilantes e críticos enquanto sujeitos receptores ativos.
Acredito que só, a partir de tais elucidações aqui destacadas por meio do texto mencionado é que podemos seguir mais firmes na jornada em busca por uma melhor compreensão da comunicação e sua multiplicidade fenomenológica, bem como, dar conta das relações de concluências entre essa e diversos outros fenômenos, a exemplo da educação e da cultura, como trataremos mais adiante.
Até a próxima recepção!
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O sujeito emissor-receptor
Configuração histórica de origem aristotélica que serviu de padrão para o desenvolvimento dos estudos das teorias da comunicação, o modelo triádico da comunicação constituído pelos elementos: emissor-mensagem-receptor, continua referenciando em grande parte, a compreensão básica da comunicação enquanto fenômeno processual. Nesse sentido, em detrimento dos diversos outros elementos já acrescidos a este modelo por vários estudiosos no transcorrer das últimas décadas (canal, contexto, ruído, etc), a relação entre esses elementos e, de maneira ainda mais especial, entre os dois pólos extremos da comunicação (emissor/receptor) é algo que vem suscitando novas e importantes reflexões.
Nesse contexto, uma das mais correntes e que vem sendo provocada pela Escola dos Estudos Culturais foca a atenção na figura do receptor-ativo, ou seja, o sujeito que não apenas recebe a mensagem mas que se apropria dessa, ressignificando-a, dando-lhe um sentido diferente.
Trata-se aqui, de uma característica que tem no fenômeno da subjetividade, o cerne central e que faz com que olhemos para o receptor de maneira diferente do que apregoa, por exemplo, a visão linear e simétrica da comunicação (emissor-mensagem-receptor). Faz com que visemos a figura do receptor não mais como uma tábua rasa, um mero receptáculo, ou seja, alguém que apenas acolhe, guarda aquilo que lhe é ‘depositado’, mas sim, passemos a vê-lo como um sujeito-emissor.
Alguém que, longe de ser o fim do processo comunicacional, é também um agente emissor de ideias, pensamentos e capaz de reagir de maneira autônoma e crítica frente às mensagens que lhes são dirigidas.
Não obstante, para que o sujeito passe de receptor passivo à condição de receptor ativo, é necessário que esse alcance um certo nível de interatividade dialética no processo comunicacional. Faz-se necessário que esse assuma a sua condição de ser pensante e socialmente habilitado a superar as amarras ideológicas que se sobrepõem à sua consciência crítica.
Trata-se aqui, portanto, de uma mudança de postura intelectual e sociocultural por meio da qual esse sujeito se torne um autêntico cidadão. Para tanto, uma das premissas básicas que propulsiona essa alteração é a leitura reflexiva.
Algo que pode ser feito com o auxílio de livros e mediação das diversas instâncias do saber escolar, mas que também, vale ressaltar, se desenvolve por meio do simples olhar criterioso de um sujeito situado num mundo diverso e cuja ordem de funcionamento este deseja conhecer para interagir dinamicamente, fugindo da passividade. Passividade esta que, afora os limites intelectuais e de natureza mental que porventura esse sujeito possa ser agente, é, em geral, algo produzido pelas diversas instâncias ideológicas de poder a exemplo da política, religião e, hoje, mais do que nunca, o sistema midiático.
É sobre esse em especial que voltaremos a falar, em continuidade ao desenvolvimento desse raciocínio, apontando em especial, para algo aqui já mencionado no texto anterior que é a cultura midiática. Até lá !.
Nesse contexto, uma das mais correntes e que vem sendo provocada pela Escola dos Estudos Culturais foca a atenção na figura do receptor-ativo, ou seja, o sujeito que não apenas recebe a mensagem mas que se apropria dessa, ressignificando-a, dando-lhe um sentido diferente.
Trata-se aqui, de uma característica que tem no fenômeno da subjetividade, o cerne central e que faz com que olhemos para o receptor de maneira diferente do que apregoa, por exemplo, a visão linear e simétrica da comunicação (emissor-mensagem-receptor). Faz com que visemos a figura do receptor não mais como uma tábua rasa, um mero receptáculo, ou seja, alguém que apenas acolhe, guarda aquilo que lhe é ‘depositado’, mas sim, passemos a vê-lo como um sujeito-emissor.
Alguém que, longe de ser o fim do processo comunicacional, é também um agente emissor de ideias, pensamentos e capaz de reagir de maneira autônoma e crítica frente às mensagens que lhes são dirigidas.
Não obstante, para que o sujeito passe de receptor passivo à condição de receptor ativo, é necessário que esse alcance um certo nível de interatividade dialética no processo comunicacional. Faz-se necessário que esse assuma a sua condição de ser pensante e socialmente habilitado a superar as amarras ideológicas que se sobrepõem à sua consciência crítica.
Trata-se aqui, portanto, de uma mudança de postura intelectual e sociocultural por meio da qual esse sujeito se torne um autêntico cidadão. Para tanto, uma das premissas básicas que propulsiona essa alteração é a leitura reflexiva.
Algo que pode ser feito com o auxílio de livros e mediação das diversas instâncias do saber escolar, mas que também, vale ressaltar, se desenvolve por meio do simples olhar criterioso de um sujeito situado num mundo diverso e cuja ordem de funcionamento este deseja conhecer para interagir dinamicamente, fugindo da passividade. Passividade esta que, afora os limites intelectuais e de natureza mental que porventura esse sujeito possa ser agente, é, em geral, algo produzido pelas diversas instâncias ideológicas de poder a exemplo da política, religião e, hoje, mais do que nunca, o sistema midiático.
É sobre esse em especial que voltaremos a falar, em continuidade ao desenvolvimento desse raciocínio, apontando em especial, para algo aqui já mencionado no texto anterior que é a cultura midiática. Até lá !.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
As mídias: uma nova matriz cultural
Amplamente discutido dentro e fora do universo acadêmico, o fenômeno midiático continua despertando um misto de atenção, preocupação, fascínio e desafio na contemporaneidade. Como não é mais novidade para ninguém, muito mais que um sistema de comunicação de transmissão de informação e promoção de entretenimento, as mídias desempenham, hoje, o mais significativo papel de agentes de socialização, mediando as relações do indivíduo com o mundo a sua volta e deste para consigo mesmo.
Trata-se aqui, portanto, de uma nova modalidade de cultura, ou seja, de modo de ser e estar no mundo, a qual tem recebido diversas denominações tais como cultura da mídia, cultura das mídias, cultura midiática, e midiacentrismo. Diferenças conceituais a parte, essas denominações trazem em comum o consenso de que as mídia constituem uma nova matriz cultural, de onde emergem uma série de modos de configurações da realidade, do cotidiano.
É o que defende, por exemplo, em seu livro que trata da relação entre mídia e educação, a socióloga Maria da Graça Setton. Ao destacar o conceito mais amplo de cultura, enquanto um produto da atividade material e simbólica dos humanos, a educadora ressalta a distinção desta para as demais matrizes de cultura existentes e que compõem o universo socializador do indivíduo contemporâneo, dentre as quais podemos destacar a religião e a política.
A partir dessa conjuntura, não é preciso irmos muito longe para concluirmos que, portanto, para compreendermos o tempo em que vivemos e a nós mesmos, faz-se necessário aprofundarmos a nossa visão sobre o fenômeno midiático e em torno daqueles que estão associados diretamente a este, a exemplo da própria cultura, bem como da relação imbricada entre comunicação e educação, como já foi destacado nesse blog em diversos outros artigos aqui postados.
Nesse sentido, indicamos aos interessados nesse paradigma e viés de discussão, algumas leituras instigantes e de fácil assimilação, a exemplo da própria obra mencionada de autoria de Setton, intitulada “Mídia e Educação”, bem como também: “Família, escola e mídia:um campo com novas configurações”, da mesma autora, e “Alienígenas em sala de aula: uma introdução aos estudos culturais”, de Tadeu Tomaz Silva.
Trata-se aqui, portanto, de uma nova modalidade de cultura, ou seja, de modo de ser e estar no mundo, a qual tem recebido diversas denominações tais como cultura da mídia, cultura das mídias, cultura midiática, e midiacentrismo. Diferenças conceituais a parte, essas denominações trazem em comum o consenso de que as mídia constituem uma nova matriz cultural, de onde emergem uma série de modos de configurações da realidade, do cotidiano.
É o que defende, por exemplo, em seu livro que trata da relação entre mídia e educação, a socióloga Maria da Graça Setton. Ao destacar o conceito mais amplo de cultura, enquanto um produto da atividade material e simbólica dos humanos, a educadora ressalta a distinção desta para as demais matrizes de cultura existentes e que compõem o universo socializador do indivíduo contemporâneo, dentre as quais podemos destacar a religião e a política.
A partir dessa conjuntura, não é preciso irmos muito longe para concluirmos que, portanto, para compreendermos o tempo em que vivemos e a nós mesmos, faz-se necessário aprofundarmos a nossa visão sobre o fenômeno midiático e em torno daqueles que estão associados diretamente a este, a exemplo da própria cultura, bem como da relação imbricada entre comunicação e educação, como já foi destacado nesse blog em diversos outros artigos aqui postados.
Nesse sentido, indicamos aos interessados nesse paradigma e viés de discussão, algumas leituras instigantes e de fácil assimilação, a exemplo da própria obra mencionada de autoria de Setton, intitulada “Mídia e Educação”, bem como também: “Família, escola e mídia:um campo com novas configurações”, da mesma autora, e “Alienígenas em sala de aula: uma introdução aos estudos culturais”, de Tadeu Tomaz Silva.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Jornalismo deficiente
“Curso vai preparar jornalistas para a cobertura de gênero, raça e etnia”, noticiava uma matéria publicada recentemente no site do comuniquese. Nas entrelinhas do enunciado que falava de uma iniciativa da ONU em parceria com a FENAJ, podia-se ler, claramente, mais um diagnóstico da deficiência da imprensa brasileira no tocante a uma cobertura de qualidade, sobretudo, em se tratando de problemáticas sociais envolvendo realidades vivenciadas por grupos sociais específicos a exemplo dos mencionados no título da matéria.
Trata-se, como não é mais novidade para nenhum brasileiro, de um traço característicos do jornalismo brasileiro que, cada vez mais demonstra-se superficial e, em alguns casos, totalmente despreparado ao tratar de determinados assuntos.
Atentos a essa realidade que há décadas vem sendo objeto de estudos acadêmicos e denunciadas por pesquisas, entidades civis das mais diversas apresentam iniciativas voltadas a uma melhor qualificação do trabalho de cobertura jornalística no sentido de, não apenas capacitar melhor os profissionais da imprensa que, vale ressaltar, em sua maioria, não dispõem de recursos e condições de apresentar um trabalho devidamente qualificado, mas também contribuir com a tão propagada democratização da informação.
Informação essa que, na qualidade de produto midiático master, mesmo se tratando da mercadoria mais valiosa e vital ao desenvolvimento da sociedade contemporânea, ainda é explorado de forma muitas vezes sem nenhum esmero e, menos ainda com a profundidade necessária.
Trata-se aqui de um combate a um tipo de tratamento que compromete aquilo que é mais propagado como máxima e, por vezes, slogan pela indústria do noticiário que é o comprometimento com a cidadania. É assim que, cresce pelo país a fora, os cursos de capacitação voltadas a temáticas específicas, a exemplo dos gêneros, educação e meio ambiente.
Algo que vem sendo também combatido dentro das universidades e, sobretudo, através de cursos de comunicação social com ênfase no viés crítico na formação do comunicólogo, a exemplo dos cursos de Educomunicação que começam a surgir no Brasil.
Em outras palavras, muito mais que os cursos de jornalismo, a qualificação do processo de produção e circulação da informação é hoje um desafio de várias outras vertentes acadêmico-científicas que surgem como reflexo da ansiedade que brota do seio social por uma mídia mais eficiente e comprometida com a educação.
Trata-se, como não é mais novidade para nenhum brasileiro, de um traço característicos do jornalismo brasileiro que, cada vez mais demonstra-se superficial e, em alguns casos, totalmente despreparado ao tratar de determinados assuntos.
Atentos a essa realidade que há décadas vem sendo objeto de estudos acadêmicos e denunciadas por pesquisas, entidades civis das mais diversas apresentam iniciativas voltadas a uma melhor qualificação do trabalho de cobertura jornalística no sentido de, não apenas capacitar melhor os profissionais da imprensa que, vale ressaltar, em sua maioria, não dispõem de recursos e condições de apresentar um trabalho devidamente qualificado, mas também contribuir com a tão propagada democratização da informação.
Informação essa que, na qualidade de produto midiático master, mesmo se tratando da mercadoria mais valiosa e vital ao desenvolvimento da sociedade contemporânea, ainda é explorado de forma muitas vezes sem nenhum esmero e, menos ainda com a profundidade necessária.
Trata-se aqui de um combate a um tipo de tratamento que compromete aquilo que é mais propagado como máxima e, por vezes, slogan pela indústria do noticiário que é o comprometimento com a cidadania. É assim que, cresce pelo país a fora, os cursos de capacitação voltadas a temáticas específicas, a exemplo dos gêneros, educação e meio ambiente.
Algo que vem sendo também combatido dentro das universidades e, sobretudo, através de cursos de comunicação social com ênfase no viés crítico na formação do comunicólogo, a exemplo dos cursos de Educomunicação que começam a surgir no Brasil.
Em outras palavras, muito mais que os cursos de jornalismo, a qualificação do processo de produção e circulação da informação é hoje um desafio de várias outras vertentes acadêmico-científicas que surgem como reflexo da ansiedade que brota do seio social por uma mídia mais eficiente e comprometida com a educação.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Encontro mundial de blogueiros
A alta audiência dos blogs espalhados pela rede mundial de computadores tem motivado a mobilização de blogueiros em todo o mundo, os quais vêm se organizando e realizando uma série de eventos voltados à discussão de interesse desta modalidade de rede social que não pára de crescer.
O evento mais recente a ser realizado e que reunirá blogueiros de várias partes do mundo é 1º Encontro Internacional de Blogueiros é o 1º Encontro Internacional de Blogueiros, que acontecerá de 28 a 30 de outubro, em Foz do Iguaçu. O evento vai discutir "O papel da globosfera na construção da democracia".
São esperados internautas dos Estados Unidos, Europa, Ásia, África e América Latina.
Dentre os convidados internacionais estão o francês Ignácio Ramonet, criador do jornal Le Monde Diplomatique; o espanhol Manuel Castells, autor de diversos livros sobre a cultural digital; a norte-americana Amy Gooldmann, responsável pela rede "Democracy Now"; o espanhol Pascual Serrano, blogueiro e fundador do sítio Rebelion; o blogueiro cubano Iroel Sanches; o coordenador da campanha de Ollanta Humala (Peru), Elvis Moris; o argentino Pedro Bringler, blogueiro e diretor da TV Pública da Argentina.
Há grande expectativa mundial sobre o Encontro Internacional de Blogueiros, uma vez que um dos principais convidados internacionais é o Julian Assange, criador do Wikileaks.
Wikileaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos que publica em seu site posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. Pela importância e repercussão que teve no mundo nos últimos meses, o Wikileaks e a forma como os governos e empresas de comunicação tratam as informações, devem ser alguns dos principais temas a serem debatidos no Encontro Internacional de Blogueiros.
Sobre o papel da "Globosfera no Brasil" deverão dividir mesa de debate: Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada); Luís Nassif (Blog do Nassif); Hidegard Angel (blogueira carioca); Esmael Morais (blogueiro paranaense).
Nesta semana, o blog oficial do 1º Encontro Internacional de Blogueiros deverá entrar no ar com a programação e dicas de hospedagens em Foz do Iguaçu.
Para mais informações http://participacaosocial.wordpress.com/
O evento mais recente a ser realizado e que reunirá blogueiros de várias partes do mundo é 1º Encontro Internacional de Blogueiros é o 1º Encontro Internacional de Blogueiros, que acontecerá de 28 a 30 de outubro, em Foz do Iguaçu. O evento vai discutir "O papel da globosfera na construção da democracia".
São esperados internautas dos Estados Unidos, Europa, Ásia, África e América Latina.
Dentre os convidados internacionais estão o francês Ignácio Ramonet, criador do jornal Le Monde Diplomatique; o espanhol Manuel Castells, autor de diversos livros sobre a cultural digital; a norte-americana Amy Gooldmann, responsável pela rede "Democracy Now"; o espanhol Pascual Serrano, blogueiro e fundador do sítio Rebelion; o blogueiro cubano Iroel Sanches; o coordenador da campanha de Ollanta Humala (Peru), Elvis Moris; o argentino Pedro Bringler, blogueiro e diretor da TV Pública da Argentina.
Há grande expectativa mundial sobre o Encontro Internacional de Blogueiros, uma vez que um dos principais convidados internacionais é o Julian Assange, criador do Wikileaks.
Wikileaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos que publica em seu site posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. Pela importância e repercussão que teve no mundo nos últimos meses, o Wikileaks e a forma como os governos e empresas de comunicação tratam as informações, devem ser alguns dos principais temas a serem debatidos no Encontro Internacional de Blogueiros.
Sobre o papel da "Globosfera no Brasil" deverão dividir mesa de debate: Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada); Luís Nassif (Blog do Nassif); Hidegard Angel (blogueira carioca); Esmael Morais (blogueiro paranaense).
Nesta semana, o blog oficial do 1º Encontro Internacional de Blogueiros deverá entrar no ar com a programação e dicas de hospedagens em Foz do Iguaçu.
Para mais informações http://participacaosocial.wordpress.com/
quarta-feira, 20 de julho de 2011
blogosfera e audiência
Mesmo em meio ao vertiginoso surgimetno de novas mídias, a blogosfera continua ocupando um espaço especial no universo das redes sociais. Mais que isso, se trata de uma das mídias que mais concorre diretamente com os meios jornalísticos tradicionais. Em mais uma pesquisa, divulgada esta semana, o blog aparece como um dos meios de maior audiência na atualidade se comparado com os veículos que compõem a grande imprensa.
De acordo com os dados, divulgados no site www.comuniquese.com.br, a abrangência da blogosfera, ao que tudo indica, é maior que a dos jornais impressos. Trata-se de uma mídia que conquista um número cada vez maior de leitores no universo dos 73 milhões de internautas no Brasil.
Dentre os blogueiros com maior índice de audiência estão Juca Kfouri (UOL), Patrícia Kogut, Fernando Moreira, Ricardo Noblat (O Globo), e Marcelo Tas (Terra). A maioria deles supera a circulação dos dez maiores jornais brasileiros, que variam entre 295 e 125 mil exemplares diários, de acordo com dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ), conforme explicita matéria divulgada no portal do Comuniquese.
Entre as receitas de sucesso da audiência, comparado com os veículos de mídia tradicionais, descrita pelos blogueiros bem sucedidos estão:
a) A facilidade de acesso
b) Rapidez e fluidez da informação
c) Dedicação exclusiva e maior por parte dos jornalistas
d) Abordagem de temas inusitados e excluídos da mídia tradicional
Acrescente-se a esses fatores, a queda de credibilidade que a imprensa vem sofrendo nos últimos anos em todo o mundo.
Fora da perspectiva das grandes audiências, onde se incluem centenas de milhares de blogs, a exemplo deste, considero o blog, particularmente,como um dos espaços midiáticos virtuais mais fantásticos que permite com que nos expressemos de forma espontânea e com profundidade.
De acordo com os dados, divulgados no site www.comuniquese.com.br, a abrangência da blogosfera, ao que tudo indica, é maior que a dos jornais impressos. Trata-se de uma mídia que conquista um número cada vez maior de leitores no universo dos 73 milhões de internautas no Brasil.
Dentre os blogueiros com maior índice de audiência estão Juca Kfouri (UOL), Patrícia Kogut, Fernando Moreira, Ricardo Noblat (O Globo), e Marcelo Tas (Terra). A maioria deles supera a circulação dos dez maiores jornais brasileiros, que variam entre 295 e 125 mil exemplares diários, de acordo com dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ), conforme explicita matéria divulgada no portal do Comuniquese.
Entre as receitas de sucesso da audiência, comparado com os veículos de mídia tradicionais, descrita pelos blogueiros bem sucedidos estão:
a) A facilidade de acesso
b) Rapidez e fluidez da informação
c) Dedicação exclusiva e maior por parte dos jornalistas
d) Abordagem de temas inusitados e excluídos da mídia tradicional
Acrescente-se a esses fatores, a queda de credibilidade que a imprensa vem sofrendo nos últimos anos em todo o mundo.
Fora da perspectiva das grandes audiências, onde se incluem centenas de milhares de blogs, a exemplo deste, considero o blog, particularmente,como um dos espaços midiáticos virtuais mais fantásticos que permite com que nos expressemos de forma espontânea e com profundidade.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Regulação da mídia em discussão
Como foi abordado no último comentário aqui postado, o direito à comunicação social com dignidade perpassa necessariamente por uma mobilização da sociedade civil com o propósito de garantir esse que é um dos direitos mais essenciais na vida em sociedade. Dentro deste contexto, várias iniciativas começam a ser adotadas pelas unidades federativas do país e às quais este espaço estará atento e a disposição para uma maior difusão dessa bandeira de luta que tem na democratização real e efetiva, o anseio maior.
Nesse sentido, divulgamos um dos eventos voltados à essa discussão e que reunirá representantes de diversos segmentos sociais já engajados na luta. Trata-se do seminário MArco Regulatório e Políticas locais de comunicação, que irá ocorrer em Salvador, conforme texto transcrito abaixo:
SEMINÁRIO MARCO REGULATÓRIO E POLÍTICAS LOCAIS DE COMUNICAÇÃO
Preparar a sociedade civil baiana para novo panorama das comunicações é o objetivo do Seminário Marco Regulatório e Políticas Locais de Comunicação. A atividade ocorrerá nos dias 21 e 22 de julho, a partir das 9h ocorrerá, no Hotel Pestana, localizado no bairro do Rio Vermelho em Salvador.
Quase quarenta anos depois o Brasil retorna a discussão sobre revisão completa da revisão do setor numa conjuntura de convergência tecnológica, novos modelos de negócios e também de reivindicações da sociedade civil para a pauta ser tratada como direito humano. Neste cenário, a Bahia e as organizações sociais locais e nacionais cumprem papel destacável a ser reforçado pelo Seminário.
No ano de 2008 a Bahia realizou a I Conferência Estadual de Comunicação, uma parceria entre governo e sociedade civil. Tal mecanismo estimulou o aprofundamento das políticas públicas no setor no estado, em particular, a regulamentação do Conselho Estadual de Comunicação pela Assembleia Legislativa da Bahia, em 2011, que tomará posse em agosto do mesmo ano. Em nível nacional, as ações locais também cumpriram papel impulsionador da democratização da área no país, em especial da I Conferência Nacional (Confecom) e o corrente debate sobre a renovação do marco regulatório.
Durante a atividade parlamentares federais e estaduais, acadêmicos, organizações sociais e gestores públicos vão se colocar sobre temas fundamentais na agenda política, por via de cinco mesas: A Confecom e o Marco Regulatório; Mídia e Direitos Humanos; a Bahia no Plano Nacional de Banda Larga; Radiodifusão Pública; e Participação Social e Conselhos de Comunicação
A atividade é uma realização da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação e tem como apoiador a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. A Fretne é formada por cerca de 30 entidades que atuam de forma conjunta para o Estado avançar na políticas públicas para o setor.
Algumas entidades da Frente: CUT-BA, CTB, Intervozes, Cipó Comunicação, Barão de Itararé, Sinjorba, Sintterp, Sintel, Fórum de Comunicação da Região Sisaleira, Conselho Regional de Psicologia, ARPUB, FNDC, Abraço, Articulação Mulher e Mídia, ABCV-BA, Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da UFBA, Instituto de Mídia Étnica, ARCA, Fórum de Comunicação do São Franscisco, Portal Vermelho.
O quê: Seminário Marco Regulatório e Políticas Locais de Comunicação
Onde: Hote Pestana, Rio Vermelho.
Quando 21 e 22 e julho, a partir das 9h
Inscrição: Gratuita
Mais informações: www.softwarelivre.org/direitoacomunicacaobahia/blog
Contatos: Pedro Caribé – Intervozes – 92611026 /Julieta Palmeira – Barão de Itararé – 99834335 / Nilton Lopes – Cipó – 81444513
Programação
Quinta-feira, dia 21 de julho
9:00h -Abertura - Presença de parlamentares estaduais federais, representantes da Frente e do governo do estado.
10:00h –Mesa 1 - Confecom e Marco Regulatório – Representantes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e Ministério das Comunicações (Minicom)
12:00h – Almoço
1400h –Mesa 2 - A Bahia no Plano Nacional de Banda Larga – Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, Paulo Câmera; Prof. Faculdade de Educação da UFBA, Maria Bonilla; e Diretor da Empresa de Tecnologias da Informação do Ceará, Fernando Carvalho.
16:00h –Mesa 3 – Mídia e Direitos Humanos – Prof. da Faculdade de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos; Secretário de Justiça e Direito Humanos do Estado da Bahia, Almiro Senna; e Prof. Do departamento de Psicologia da UFSC, Marcos Ferreira.
Sexta-feira, dia 22 de julho
10:00h –Mesa 4 – Participação Social e Conselhos de Comunicação – Secretário de Comunicação do Governo da Bahia, Robinson Almeida; Doutora em Ciências Sociais e Políticas pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso-México),Gislene Moreira; e Prof. Da Universidade de Brasília, Venício Lima.
12:00h – Almoço
14:00h –Mesa 5 – Radiodifusão Pública – Presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais, Póla Ribeiro; João Jorge, membro o Conselho Curado da Empresa Brasil de Comunicação; e Luiz Felipe Stevanin, mestre pela Faculdade de Comunicação da UFRJ.
16:00h – Plenária da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação
Para mais informações, visite o endereço eletrônico: www.softwarelivre.org/direitoacomunicacaobahia/blog
Nesse sentido, divulgamos um dos eventos voltados à essa discussão e que reunirá representantes de diversos segmentos sociais já engajados na luta. Trata-se do seminário MArco Regulatório e Políticas locais de comunicação, que irá ocorrer em Salvador, conforme texto transcrito abaixo:
SEMINÁRIO MARCO REGULATÓRIO E POLÍTICAS LOCAIS DE COMUNICAÇÃO
Preparar a sociedade civil baiana para novo panorama das comunicações é o objetivo do Seminário Marco Regulatório e Políticas Locais de Comunicação. A atividade ocorrerá nos dias 21 e 22 de julho, a partir das 9h ocorrerá, no Hotel Pestana, localizado no bairro do Rio Vermelho em Salvador.
Quase quarenta anos depois o Brasil retorna a discussão sobre revisão completa da revisão do setor numa conjuntura de convergência tecnológica, novos modelos de negócios e também de reivindicações da sociedade civil para a pauta ser tratada como direito humano. Neste cenário, a Bahia e as organizações sociais locais e nacionais cumprem papel destacável a ser reforçado pelo Seminário.
No ano de 2008 a Bahia realizou a I Conferência Estadual de Comunicação, uma parceria entre governo e sociedade civil. Tal mecanismo estimulou o aprofundamento das políticas públicas no setor no estado, em particular, a regulamentação do Conselho Estadual de Comunicação pela Assembleia Legislativa da Bahia, em 2011, que tomará posse em agosto do mesmo ano. Em nível nacional, as ações locais também cumpriram papel impulsionador da democratização da área no país, em especial da I Conferência Nacional (Confecom) e o corrente debate sobre a renovação do marco regulatório.
Durante a atividade parlamentares federais e estaduais, acadêmicos, organizações sociais e gestores públicos vão se colocar sobre temas fundamentais na agenda política, por via de cinco mesas: A Confecom e o Marco Regulatório; Mídia e Direitos Humanos; a Bahia no Plano Nacional de Banda Larga; Radiodifusão Pública; e Participação Social e Conselhos de Comunicação
A atividade é uma realização da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação e tem como apoiador a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. A Fretne é formada por cerca de 30 entidades que atuam de forma conjunta para o Estado avançar na políticas públicas para o setor.
Algumas entidades da Frente: CUT-BA, CTB, Intervozes, Cipó Comunicação, Barão de Itararé, Sinjorba, Sintterp, Sintel, Fórum de Comunicação da Região Sisaleira, Conselho Regional de Psicologia, ARPUB, FNDC, Abraço, Articulação Mulher e Mídia, ABCV-BA, Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da UFBA, Instituto de Mídia Étnica, ARCA, Fórum de Comunicação do São Franscisco, Portal Vermelho.
O quê: Seminário Marco Regulatório e Políticas Locais de Comunicação
Onde: Hote Pestana, Rio Vermelho.
Quando 21 e 22 e julho, a partir das 9h
Inscrição: Gratuita
Mais informações: www.softwarelivre.org/direitoacomunicacaobahia/blog
Contatos: Pedro Caribé – Intervozes – 92611026 /Julieta Palmeira – Barão de Itararé – 99834335 / Nilton Lopes – Cipó – 81444513
Programação
Quinta-feira, dia 21 de julho
9:00h -Abertura - Presença de parlamentares estaduais federais, representantes da Frente e do governo do estado.
10:00h –Mesa 1 - Confecom e Marco Regulatório – Representantes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e Ministério das Comunicações (Minicom)
12:00h – Almoço
1400h –Mesa 2 - A Bahia no Plano Nacional de Banda Larga – Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, Paulo Câmera; Prof. Faculdade de Educação da UFBA, Maria Bonilla; e Diretor da Empresa de Tecnologias da Informação do Ceará, Fernando Carvalho.
16:00h –Mesa 3 – Mídia e Direitos Humanos – Prof. da Faculdade de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos; Secretário de Justiça e Direito Humanos do Estado da Bahia, Almiro Senna; e Prof. Do departamento de Psicologia da UFSC, Marcos Ferreira.
Sexta-feira, dia 22 de julho
10:00h –Mesa 4 – Participação Social e Conselhos de Comunicação – Secretário de Comunicação do Governo da Bahia, Robinson Almeida; Doutora em Ciências Sociais e Políticas pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso-México),Gislene Moreira; e Prof. Da Universidade de Brasília, Venício Lima.
12:00h – Almoço
14:00h –Mesa 5 – Radiodifusão Pública – Presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais, Póla Ribeiro; João Jorge, membro o Conselho Curado da Empresa Brasil de Comunicação; e Luiz Felipe Stevanin, mestre pela Faculdade de Comunicação da UFRJ.
16:00h – Plenária da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação
Para mais informações, visite o endereço eletrônico: www.softwarelivre.org/direitoacomunicacaobahia/blog
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