Encontra-se em exibição nas salas de cinemas de todo país, o filme “Nosso Lar”. Inspirado na obra homônima psicografada por Chico Xavier, o longa-metragem estréia com uma grande expectativa, acreditando-se que irá arrastar milhares de pessoas ao cinema, dando continuidade ao sucesso surpreendente que vem sendo revelado por meio das produções cinematográficas brasileiras produzidas anteriormente dentro da linha espiritualista.
Fazem parte dessa série bem sucedida: “Bezerra de Menezes: o diário de um espírito” (2009) e “Chico Xavier” (2010), da qual, Nosso Lar, ao que se espera, irá completar a trilogia espiritualista, consolidando definitivamente essa nova e promissora fase da produção cinematográfica brasileira, cuja linha de abordagem temática começa a sair do ciclo da comédia e da violência urbana que historicamente vem sendo os traços marcantes das narrativas do cinema nacional.
Dirigido por Wagner Assis, “Nosso Lar” já é considerado uma das maiores produções da história do cinema nacional. Orçado em mais de R$ 20 milhões, o longa conta a trajetória do médico André Luiz após sua morte. O foco central do filme está na cidade espiritual em que o personagem principal vive uma fascinante experiência pós-morte.
Mesmo baseado numa obra espírita, os produtores do filme defendem a idéia de que se trata de uma longa espiritualista que extrapola o sentido religioso, além de se apresentar como uma das mais belas produções já realizadas no país. Para isso, foram feitas diversas parcerias entre a Cinética Filmes e Produções – empresa responsável pela produção do filme -, e várias empresas da indústria cinematográfica do país e fora dele, a exemplo da Fox Filme, Globo Filmes e a empresa canadense Intelligent Creatures.
No elenco, Renato Prieto, como André Luiz. E ainda: Othon Bastos, Rosanne Mulholland, Fernando Alves Pinto, Inez Viana, Rodrigo dos Santos, Clemente Viscaíno, além de participações especiais de atores globais como Paulo Goulart e Ana Rosa. Contudo, a principal atração do filme, tecnicamente falando, são os efeitos especiais utilizados e que o tornam um diferencial dentro da história da cinematogafia brasileira. Vale a pena conferir: em exibição nos melhores cinemas do país!
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O fim do JB e os novos rumos do jornalismo impresso..
31 de agosto de 2010. Mais uma data a ser registrada nos anais da história da imprensa brasileira. Trata-se do dia da última edição impressa do Jornal do Brasil, o histórico JB. A partir de setembro, um dos maiores ícones do jornalismo brasileiro passa a ser lido exclusivamente na versão digital, trocando definitivamente, as bancas de jornais pelo ciberespaço.
Mesmo se tratando de mais uma crônica da morte anunciada cuja causa está atrelada diretamente às sucessivas crises financeiras porque a empresa atravessa há décadas, o fim do JB no formato tradicional causou e, certamente, continuará causando, por um certo tempo, um sentimento de inquietude no âmbito jornalístico, muito embora, em maior ou menor grau, também fora dele. Não é para menos. Mais que um veículo centenário (fundado em 9 de abril de 1891), o JB representa uma das bandeiras de glória do jornalismo brasileiro, por onde passou a maioria dos profissionais da imprensa de renome nacional e que hoje, lamentam profundamente a parada das rotativas que levavam, diariamente, a centenas de milhares de leitores, os exemplares do lendário órgão de imprensa carioca.
Por outro lado, mais que um acontecimento de caráter saudosista, o episódio aumenta ainda mais as incertezas acerca do destino do jornalismo tradicional e que tem nos jornais impressos, o maior símbolo representativo. Será mesmo este o futuro dos demais jornais impressos do país, como, aliás, apostam diversos autores e estudiosos do jornalismo em várias partes do mundo?. Ou seria apenas mais um exemplo de empresa mal administrada cujo desfecho final foi o mesmo que acontece rotineiramente em qualquer outro ramo comercial?. Há anos, essa tem sido uma das temáticas mais polêmicas discutidas no meio jornalístico e nas faculdades de Jornalismo e que até agora não apontam para nenhum consenso.
Para os apocalípticos do jornalismo tradicional, se trata de um caminho sem volta para os jornais. De outro lado, estão os mais otimistas para quem os fechamentos da versão impressa de órgãos tradicionais como o JB,O Dia, Gazeta Mercantil, não passa de uma mudança natural imposta pelas novas regras de um mercado cada vez mais competitivo e do qual só sobrevivem as empresas melhor administradas, apontando como um argumento a favor dessa visão, o surgimento de outros jornais em todo o país.
Divergência a parte, o interessante a se observar no episódio referente ao veículo aqui destacado é que ironicamente se trata do órgão de imprensa que tem como slogan “O primeiro jornal brasileiro na internet” e que agora, deverá mudar para “O primeiro jornal brasileiro totalmente digital”... Mais do que isso, não se pode ignorar que, certamente, o advento da mudança radical porque passa o diário carioca, será, por um longo tempo, o principal e mais significante elemento ilustrativo das discussões sem fim em torno do destino da imprensa brasileira e, porque não dizer, mundial, cujo epicentro gira em torno, de um lado das novas práticas jornalísticas no processo de produção da informação e, de outro, da nova conjuntura mercadológica de sustentabilidade das empresas jornalísticas. E no meio desse cenário polêmico-discursivo, algo ainda mais abrangente que é a formatação do perfil do novo profissional da imprensa. Ou seja, um cenário cercado de crises e incertezas por todos os lados e do qual, a sobrevida das empresas jornalísticas é apenas uma das diversas facetas conjunturais.
Mesmo se tratando de mais uma crônica da morte anunciada cuja causa está atrelada diretamente às sucessivas crises financeiras porque a empresa atravessa há décadas, o fim do JB no formato tradicional causou e, certamente, continuará causando, por um certo tempo, um sentimento de inquietude no âmbito jornalístico, muito embora, em maior ou menor grau, também fora dele. Não é para menos. Mais que um veículo centenário (fundado em 9 de abril de 1891), o JB representa uma das bandeiras de glória do jornalismo brasileiro, por onde passou a maioria dos profissionais da imprensa de renome nacional e que hoje, lamentam profundamente a parada das rotativas que levavam, diariamente, a centenas de milhares de leitores, os exemplares do lendário órgão de imprensa carioca.
Por outro lado, mais que um acontecimento de caráter saudosista, o episódio aumenta ainda mais as incertezas acerca do destino do jornalismo tradicional e que tem nos jornais impressos, o maior símbolo representativo. Será mesmo este o futuro dos demais jornais impressos do país, como, aliás, apostam diversos autores e estudiosos do jornalismo em várias partes do mundo?. Ou seria apenas mais um exemplo de empresa mal administrada cujo desfecho final foi o mesmo que acontece rotineiramente em qualquer outro ramo comercial?. Há anos, essa tem sido uma das temáticas mais polêmicas discutidas no meio jornalístico e nas faculdades de Jornalismo e que até agora não apontam para nenhum consenso.
Para os apocalípticos do jornalismo tradicional, se trata de um caminho sem volta para os jornais. De outro lado, estão os mais otimistas para quem os fechamentos da versão impressa de órgãos tradicionais como o JB,O Dia, Gazeta Mercantil, não passa de uma mudança natural imposta pelas novas regras de um mercado cada vez mais competitivo e do qual só sobrevivem as empresas melhor administradas, apontando como um argumento a favor dessa visão, o surgimento de outros jornais em todo o país.
Divergência a parte, o interessante a se observar no episódio referente ao veículo aqui destacado é que ironicamente se trata do órgão de imprensa que tem como slogan “O primeiro jornal brasileiro na internet” e que agora, deverá mudar para “O primeiro jornal brasileiro totalmente digital”... Mais do que isso, não se pode ignorar que, certamente, o advento da mudança radical porque passa o diário carioca, será, por um longo tempo, o principal e mais significante elemento ilustrativo das discussões sem fim em torno do destino da imprensa brasileira e, porque não dizer, mundial, cujo epicentro gira em torno, de um lado das novas práticas jornalísticas no processo de produção da informação e, de outro, da nova conjuntura mercadológica de sustentabilidade das empresas jornalísticas. E no meio desse cenário polêmico-discursivo, algo ainda mais abrangente que é a formatação do perfil do novo profissional da imprensa. Ou seja, um cenário cercado de crises e incertezas por todos os lados e do qual, a sobrevida das empresas jornalísticas é apenas uma das diversas facetas conjunturais.
domingo, 29 de agosto de 2010
As análises e previsões equivocadas de Veja
Os números das pesquisas eleitorais divulgadas recentemente pela imprensa e que dão conta do cenário de disputa eleitoral à Presidência da República, após o início da Propaganda Eleitoral Gratuita no rádio e na TV, vem surpreendendo muita gente e instituições pelo país afora. Mais do que isso, os dados que apresentam um crescimento da candidata Dilma a frente dos demais concorrentes ao cargo da Presidência da República está pondo abaixo, muitas análises feitas por cientistas políticos e, sobretudo, veículos midiáticos para quem, a petista iria apresentar uma queda com o início da disputa via meios de comunicação de massa.
Foi o caso, por exemplo, da Revista Veja, cuja matéria de capa, de edição publicada há duas semanas, apresentava um prognóstico totalmente desfavorável à candidatura do presidente Lula, chegando a afirmar que os petistas iriam sofrer uma surpresa negativa com o advento da campanha via Horário Político Gratuito, quando os candidatos costumam fisgar os votos dos indecisos.
Como se vê, ao contrário do que defendiam os ‘experientes’ jornalistas interpretativos da revista explicitamente anti-petista, a preferência do eleitorado brasileiro, durante as últimas semanas, está demonstrando um crescimento a favor da candidata do presidente Lula. Ao que parece, além de apontar para mais um dos inúmeros erros de análises jornalísticas que o veículo vem apresentando ao longo das últimas campanhas eleitorais presidenciáveis ocorridas no país, os números apresentados pelos institutos de pesquisas reforçam o desgaste do prestígio do órgão de imprensa que até pouco tempo era considerado como a ‘revista mais influente do país’.
Bem, sigamos em frente de olho nas previsões apresentadas pelo ilustre veículo midiático que, como é do conhecimento de todo brasileiro leitor, há anos trabalha de maneira explícita – contrariando, inclusive, a filosofia de imparcialidade ainda defendida pela imprensa brasileira – dentro de uma postura de direita, investindo pesado em campanha contra o PT....
Foi o caso, por exemplo, da Revista Veja, cuja matéria de capa, de edição publicada há duas semanas, apresentava um prognóstico totalmente desfavorável à candidatura do presidente Lula, chegando a afirmar que os petistas iriam sofrer uma surpresa negativa com o advento da campanha via Horário Político Gratuito, quando os candidatos costumam fisgar os votos dos indecisos.
Como se vê, ao contrário do que defendiam os ‘experientes’ jornalistas interpretativos da revista explicitamente anti-petista, a preferência do eleitorado brasileiro, durante as últimas semanas, está demonstrando um crescimento a favor da candidata do presidente Lula. Ao que parece, além de apontar para mais um dos inúmeros erros de análises jornalísticas que o veículo vem apresentando ao longo das últimas campanhas eleitorais presidenciáveis ocorridas no país, os números apresentados pelos institutos de pesquisas reforçam o desgaste do prestígio do órgão de imprensa que até pouco tempo era considerado como a ‘revista mais influente do país’.
Bem, sigamos em frente de olho nas previsões apresentadas pelo ilustre veículo midiático que, como é do conhecimento de todo brasileiro leitor, há anos trabalha de maneira explícita – contrariando, inclusive, a filosofia de imparcialidade ainda defendida pela imprensa brasileira – dentro de uma postura de direita, investindo pesado em campanha contra o PT....
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A crise conjuntural do jornalismo em discussão
A crise conjuntural do atual modelo de jornalismo praticado no Brasil e fora dele foi a principal temática discutida no 34º Congressos dos Jornalistas, realizado no período de 18 a 21 de agosto em Porto Alegre e contou com a presença de diversas autoridades e personalidades de vários segmentos da sociedade, além da representatividade de 15 países, por meio de delegações.
Em sua fala , na ocasião da abertura do congresso, o presidente da FENAJ, Sérgio Murilo criticou a postura dos empresários de comunicação que insistem em um modelo mercantilista e falido de jornalismo e na postura empresarial de promover demissões em massa a cada indício de dificuldades financeiras. “A culpa dessas crises não é dos trabalhadores e dos jornalistas, mas sim dos que sacrificam a função pública do jornalismo em detrimento de seus lucros”, disse ele, conforme trecho publicado no site da entidade.
Além desse, vários outros assuntos de interesse da categoria foram tratados no evento, cujas discussões continuarame, alguns momentos de forma apimentada. Uma das finalidades das discussões mantidas era a de, claramente, provocar uma reflexão em torno do processo de mudança porque passa o jornalismo em todo o mundo, chamando a atenção das diversas categorias que constituem esse importante campo de atuação social, com ênfase para os donos dos conglomerados de comunicação e os profissionais da imprensa, os quais, como foi colocado por diversos palestrantes, estão cada vez mais, sofrendo perdas em vários aspectos no exercício da profissão.
Como não poderia ser diferente, um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi a suspensão da obrigatoriedade do diploma em Jornalismo que, separa essas duas categorias, colocando-as em pontos extremos na luta em defesa dos interesses que imperam por motivos pra lá de óbvios, em cada uma delas. Sérgio Murilo enfatizou o fortalecimento da luta dos jornalistas em torno do retorno da exigência do diploma, ressaltando que a esperança está nas duas PEC´s que tramitam na Câmara dos Senado a espera de votação.
Enfim, sem sombra de dúvida, o congresso se constituiu como, se não um momento de tomadas de decisões significativas para ambas as partes interessadas, ao menos, como um relevante termômetro acerca do cenário atual do jornalismo brasileiro e internacional que, como foi colocado no início da abertura do evento, atravessa por um momento de crise conjuntural para o qual se faz necessário uma atenção especial, correndo-se o risco de ambas as partes sairem prejudicadas em meio às transformações radicais porque atravessa o mundo das comunicações na contemporaneidade.
Aguardemos, portanto, a repercussão e os resultados concretos das discussões levantadas pelos donos e empregados dos meios de comunicação, cujo conflito de interesses, no momento atual, parece exigir um entendimento em nome da própria sobrevivência da instituição jornalística dentro da sociedade contemporânea, cujo processo de produção e consumo da informaçaõ- produto básico do jornalismo, obedece a um novo paradigma em curso.
Em sua fala , na ocasião da abertura do congresso, o presidente da FENAJ, Sérgio Murilo criticou a postura dos empresários de comunicação que insistem em um modelo mercantilista e falido de jornalismo e na postura empresarial de promover demissões em massa a cada indício de dificuldades financeiras. “A culpa dessas crises não é dos trabalhadores e dos jornalistas, mas sim dos que sacrificam a função pública do jornalismo em detrimento de seus lucros”, disse ele, conforme trecho publicado no site da entidade.
Além desse, vários outros assuntos de interesse da categoria foram tratados no evento, cujas discussões continuarame, alguns momentos de forma apimentada. Uma das finalidades das discussões mantidas era a de, claramente, provocar uma reflexão em torno do processo de mudança porque passa o jornalismo em todo o mundo, chamando a atenção das diversas categorias que constituem esse importante campo de atuação social, com ênfase para os donos dos conglomerados de comunicação e os profissionais da imprensa, os quais, como foi colocado por diversos palestrantes, estão cada vez mais, sofrendo perdas em vários aspectos no exercício da profissão.
Como não poderia ser diferente, um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi a suspensão da obrigatoriedade do diploma em Jornalismo que, separa essas duas categorias, colocando-as em pontos extremos na luta em defesa dos interesses que imperam por motivos pra lá de óbvios, em cada uma delas. Sérgio Murilo enfatizou o fortalecimento da luta dos jornalistas em torno do retorno da exigência do diploma, ressaltando que a esperança está nas duas PEC´s que tramitam na Câmara dos Senado a espera de votação.
Enfim, sem sombra de dúvida, o congresso se constituiu como, se não um momento de tomadas de decisões significativas para ambas as partes interessadas, ao menos, como um relevante termômetro acerca do cenário atual do jornalismo brasileiro e internacional que, como foi colocado no início da abertura do evento, atravessa por um momento de crise conjuntural para o qual se faz necessário uma atenção especial, correndo-se o risco de ambas as partes sairem prejudicadas em meio às transformações radicais porque atravessa o mundo das comunicações na contemporaneidade.
Aguardemos, portanto, a repercussão e os resultados concretos das discussões levantadas pelos donos e empregados dos meios de comunicação, cujo conflito de interesses, no momento atual, parece exigir um entendimento em nome da própria sobrevivência da instituição jornalística dentro da sociedade contemporânea, cujo processo de produção e consumo da informaçaõ- produto básico do jornalismo, obedece a um novo paradigma em curso.
domingo, 15 de agosto de 2010
Globo, eleição e você: tudo a ver!
As entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão aos candidatos à Presidência da República e que foram ao ar recentemente, continuam repercutindo no universo da imprensa e na sociedade civil. A exemplo do que sempre acontece a cada período de campanha eleitoral dessa natureza, a atuação do departamento de jornalismo da TV Globo é acompanhada atentamente por jornalistas, telespectadores e, sobretudo, candidados e militantes dos partidos políticos, se tornando alvo de uma série de críticas.
Trata-se de um exercício de certa forma até natural, não fosse a desigualdade da forma como isso acontece em relação às demais emissoras de TV do país. Além de se tratar da emissora com maior índice de audiência e, portanto, maior poder de influência junto aos telespectadores, diversos outros fatores contribuem para essa vigilância acirrada em relação à "Vênus Platinada". Dentre esses está a postura politico-ideológica no mínimo suspeita que essa vem adotando na prática da cobertura das campanhas político-eleitorais, cujo episódio mais emblemático e que manchou para todo sempre a imagem da emissora dos Marinho, continua sendo a polêmica exibição do debate entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989.
Por outro lado, não se pode ignorar o fato de que, boa parte das críticas e levante de 'teorias de conspiração' contra a Globo advém do fato dessa se tratar da maior e principal vitrine do telejornalismo Brasileiro, e consequentemente, inspira uma gama de olhares e interpretações, nem sempre sustentáveis. O que não se pode perder de vista também são as demais concorrentes, sobretudo, a sua principal concorrente, a Rede Record cuja representação junto aos poderes legislativos constituídos na esfera estadual e federal continua crescendo. Vale lembrar que tanto essas como as demais emissoras de TV são fruto de um conflituoso jogos de interesses que configuram o contrastante e nem um pouco democrático processo de concessão pública que rege o nascimento e funcionamentos dos grandes grupos de emissoras de TV´s comerciais.
Por tanto, o ideal é manter o olho na TV dos MArinho, mas o olhar expandido para todas as demais, afinal não é só com a Globo que o telespectador tem a ver, como tenta convencer o slogan dessa, e sim, com todas as demais!
Trata-se de um exercício de certa forma até natural, não fosse a desigualdade da forma como isso acontece em relação às demais emissoras de TV do país. Além de se tratar da emissora com maior índice de audiência e, portanto, maior poder de influência junto aos telespectadores, diversos outros fatores contribuem para essa vigilância acirrada em relação à "Vênus Platinada". Dentre esses está a postura politico-ideológica no mínimo suspeita que essa vem adotando na prática da cobertura das campanhas político-eleitorais, cujo episódio mais emblemático e que manchou para todo sempre a imagem da emissora dos Marinho, continua sendo a polêmica exibição do debate entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989.
Por outro lado, não se pode ignorar o fato de que, boa parte das críticas e levante de 'teorias de conspiração' contra a Globo advém do fato dessa se tratar da maior e principal vitrine do telejornalismo Brasileiro, e consequentemente, inspira uma gama de olhares e interpretações, nem sempre sustentáveis. O que não se pode perder de vista também são as demais concorrentes, sobretudo, a sua principal concorrente, a Rede Record cuja representação junto aos poderes legislativos constituídos na esfera estadual e federal continua crescendo. Vale lembrar que tanto essas como as demais emissoras de TV são fruto de um conflituoso jogos de interesses que configuram o contrastante e nem um pouco democrático processo de concessão pública que rege o nascimento e funcionamentos dos grandes grupos de emissoras de TV´s comerciais.
Por tanto, o ideal é manter o olho na TV dos MArinho, mas o olhar expandido para todas as demais, afinal não é só com a Globo que o telespectador tem a ver, como tenta convencer o slogan dessa, e sim, com todas as demais!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A Cultura em crise!
Em crise financeira há vários anos, a TV Cultura vem passando atualmente, por um dos momentos mais nefrálgicos de sua existência e que acarreta na demissão em massa de funcionários, mudança radical da grade de programação e ameaça de a estatal ser vendida a grupos privados.
A situação caótica em que se encontra a, diga-se de passagem, melhor TV pública brasileira, está descrita no blog do jornalista Daniel Castro. Segundo ele, em nota divulgada recentemente, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, afirma que a TV “precisa se renovar”, pois “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente”. Palavras do presidente da entidade, João Sayad que, conforme nos informa o jornalista em seu blog, pretende transformar a emissora da atual produtora de conteúdo em uma co-produtora, enchendo a grade com programas comprados.
Também cita mudanças que seriam implementadas no jornalismo, que deixaria a cobertura do factual para investir em debates. As propostas estão sendo discutidas pelo Conselho da Fundação Padre Anchieta e em breve, deveremos ter uma posição dos membros acerca do futuro da TV que, indiscutivelmente, é a única emissora de TV em que os pais podem confiar de deixar seus filhos de todas as idades, conectados a ela, sem maiores prejuízos morais e ideológicos.
Trata-se de mais um nítido espelho de como funciona o mercado que rege os meios de comunicação de massa no Brasil e no mundo, em que prevalece, o poder comercial e os interesses meramente mercantis. Conteúdo e forma de conteúdo, fica para o segundo plano!. Trata-se da crise da cultura em todos os aspectos em nosso pobre país. Lastimável!.
A situação caótica em que se encontra a, diga-se de passagem, melhor TV pública brasileira, está descrita no blog do jornalista Daniel Castro. Segundo ele, em nota divulgada recentemente, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, afirma que a TV “precisa se renovar”, pois “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente”. Palavras do presidente da entidade, João Sayad que, conforme nos informa o jornalista em seu blog, pretende transformar a emissora da atual produtora de conteúdo em uma co-produtora, enchendo a grade com programas comprados.
Também cita mudanças que seriam implementadas no jornalismo, que deixaria a cobertura do factual para investir em debates. As propostas estão sendo discutidas pelo Conselho da Fundação Padre Anchieta e em breve, deveremos ter uma posição dos membros acerca do futuro da TV que, indiscutivelmente, é a única emissora de TV em que os pais podem confiar de deixar seus filhos de todas as idades, conectados a ela, sem maiores prejuízos morais e ideológicos.
Trata-se de mais um nítido espelho de como funciona o mercado que rege os meios de comunicação de massa no Brasil e no mundo, em que prevalece, o poder comercial e os interesses meramente mercantis. Conteúdo e forma de conteúdo, fica para o segundo plano!. Trata-se da crise da cultura em todos os aspectos em nosso pobre país. Lastimável!.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A PEC dos jornalistas: a luta continua!
Em andamento no Brasil há pouco mais de um ano, a luta da classe dos jornalistas pela restituição à obrigatoriedade do diploma acadêmico como exigência para o exercício da profissão alcança um dos momentos mais aguardados. Conforme texto divulgado no site da FEderação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, "As atenções dos jornalistas brasileiros se voltam para o Congresso Nacional nesta semana, quando serão retomadas as atividades legislativas após o recesso parlamentar de julho".
Trata-se da decisão em cima da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), uma das matérias que podem ir à votação em plenário neste período de esforço concentrado. Tramitando em regime especial de votações, a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão é uma das matérias apontadas como prioritárias por acordo entre as lideranças partidárias antes do início do recesso. Mas não foi à votação no esforço concentrado realizado no dia 7 de julho.
Não obstante, é bom lembrar que a pedra, no caso, poderíamos chamar de verdadeira 'rocha' que se encontra travada no caminho dos jornalistas para a vitória no Senado, é o seu próprio representante maior, o senador José Sarney, proprietários de um dos maiores grupos de comunicação do país e cujo cargo exercido no SEnado, certamente, está longe de qualquer isenção, ou mesmo, 'boas intenções' para com os 'proletariados da indústria da informação'.
Contudo, como a esperança é a última que morre e o brasileiro não desiste nunca. Confiemos na força credível dos jargões e aguardemos o próximo capítulo dessa novela que, a julgar pelos trâmites até aqui registrados, está mais para uma mini-série com um número de episódios indeterminado...
Trata-se da decisão em cima da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), uma das matérias que podem ir à votação em plenário neste período de esforço concentrado. Tramitando em regime especial de votações, a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão é uma das matérias apontadas como prioritárias por acordo entre as lideranças partidárias antes do início do recesso. Mas não foi à votação no esforço concentrado realizado no dia 7 de julho.
Não obstante, é bom lembrar que a pedra, no caso, poderíamos chamar de verdadeira 'rocha' que se encontra travada no caminho dos jornalistas para a vitória no Senado, é o seu próprio representante maior, o senador José Sarney, proprietários de um dos maiores grupos de comunicação do país e cujo cargo exercido no SEnado, certamente, está longe de qualquer isenção, ou mesmo, 'boas intenções' para com os 'proletariados da indústria da informação'.
Contudo, como a esperança é a última que morre e o brasileiro não desiste nunca. Confiemos na força credível dos jargões e aguardemos o próximo capítulo dessa novela que, a julgar pelos trâmites até aqui registrados, está mais para uma mini-série com um número de episódios indeterminado...
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