Entrevistado nesta segunda-feira, 19, no programa Roda Viva da TV Cultura, ocasião especial em que completa 60 anos de carreira profissional, o jornalista Alberto Dines, fez - como é típico de seu perfil - uma série de reflexões acerca da práxi jornalística contemporânea, emitindo sua opinião sobre vários dos aspectos que considera como preocupantes sobre a imprensa brasileira.
Dentre as críticas feitas pelo experiente e um dos mais críticos costumaz da mídia, está o que ele denomina de tecnicismo reinante na imprensa atual e que, em suas palavras, encobre a paixão, o entusiasmo e a eferevescência do autêntico e bom jornalismo ou pelo menos do que se pode chamar da filosofia original do jornalismo. No bojo de suas considerações nesse sentido, Denis ressaltou como exemplo a falta de apuração detalhada das informações, algo cada vez mais comprometido na grande mídia pela avalanche de notícias que transborda a cada segundo dos mais diversos veículos de comunicação de massa, consolidando a cultura do fast food informacional.
Concordo plenamente com Dines. Vejo nesse fenômeno cada vez mais marcante da indústria informacional contemporânea, como costumo frisar em sala de aula, um dos aspectos mais danosos do jornalismo atual cuja função parece cada vez mais se restringir à publicização do 'new', do agora, ou seja, ao efemeridade da notícia. Não é preciso irmos muito longe para constatarmos que se faz necessário ir de encontro a esse processo de saturação da informação que, como atestam vários estudiodos da comunicação social, está provocando um dos fenômenos mais paradoxais da atualidade que é a desinformação funcional. Algo que, de maneira similar ao que conhecemos por analfabetismo funcional, aponta para uma ineficiência do cidadão diante da necessidade de compreensão do mundo.
Como nos demosntra sem nenhum excesso de saudosismo ou proselitismo ao passado, Leão Serva em seu livro "Jornalismo e desinformação", essa é uma realidade que deve ser combatida, sobretudo, se considerarmos estarmos todos vivendo sob a égide da sociedade da informação, quando em nenhuma outra época da história da humanidade o componente informacional foi valorizado com tanta intensidade. Do contrário, como nos aponta o artista uruguario Marco Maggi, estaremos todos inseridos numa eterna "sociedade da informação disfuncional em que a realidade se faz ilegível".
Portanto, como alertam vários autores e estudiosos e críticos da comunicação, essa nova geração de jornalistas e de demais profissionais preparados para lidar com a sociedade informacional precisa se posicionar acima dos maravilhosos recursos tecnológicos de captação, edição e publicização da informação, apoiando-se para tal no talento que é algo, como sabemos, independe em grande parte de tais recursos e que termina fazendo toda uma diferença...
Como declarou recentemente em entrevista concedida a um veículo de comunicação, o jornalista Roberto Cabrine - na minha modesta opinião, o melhor exemplo de repórter que temos ainda vivo na imprensa brasieira -, não se pode pensar em jornalismo sem se priorizar um dos cuidados básicos e essenciais para a construção de uma boa matéria que é a apuração. E para uma boa apuração, não há recurso mais eficiente que e o faro, a inteligência, astúcia e a sensibilidade humana. Fatores que, aliados às novas tecnologias, sem sombra de dúvida, podem fazer resgatar o bom jornalismo de que tanto necessita a sociedade em toda parte.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
terça-feira, 20 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
A avalanche de desempergo e mudanças radicais na midia brasileira
Depois da TV Cultura e a TV+, emissora pertencente a um dos grupos de mídia privados que atua na região Sul/Sudeste, agora foi a vez da Rede TV realizar uma demissão coletiva e colocar na rua de um dia para o outro 40 funcionários que integravam diversos programas jornalísticos da emissora. Juntas, só essas tres emissoras de TV demitiram nas últimas semanas, cerca de 150 profissionais da imprensa.
Como foi postado no comentário anterior, trata-se de mais um reflexo incontestável de uma crise que assola a mídia brasileira e começa a reformular um dos mercados que, vale salientar, em detrimento desse aparente caos, continua sendo um dos meios mais lucrativos no mundo.
A rotina de demissão dos profissionais da imprensa está se tornando um fato tão certo que tem amedrontado jornalistas de todo o país. Profissionais que, como se não bastassem as inúmeras precariedades que enfrentam no dia a dia no exercício da profissão, dentre eles a própria ameaça de vida, agora lidam com o clima de instabilidade cada vez mais ameaçador dentro das empresas.
O curioso é que quase não se vê manifesto dos sindicatos e demais órgãos representativos da categoria. Mais um sinal da precariedade do poder de mobilização destes que, vale salientar, executam um dos mais belos e imprescindíveis serviços cívicos à sociedade. Essa precariedade se reflete, sobretudo, naquilo que para muitos já consideram uma luta inglória, que é o resgate da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, algo que se arrasta há mais de dois anos sem nenhuma previsão otimista.
Por outro lado, essa onda de demissão que se arrasta há anos começa a chamar a atenção dos jornalistas para uma situação real e indiscutível que são as mudanças radicais porque passa o mercado midiático e as formas tradicionais de se fazer jornalismo. Uma realiadade que nos últimos anos já foi incorporada pelos cursos de jornalismo os quais começam a reformular suas grades curriculares no sentido de torná-las mais atuais e flexíveis, abertas às novas possibilidades de atuação no competitivo mercado da industrialização a informação.
E, nesse sentido, passam a se enxergar as diversas possibilidades de se trabalhar de maneira autônoma, ou seja, desvinculados dos contratos empregatícios com os grupos de comunicação para quem os jornalistas não passam de meros operários da informação. Nesse sentido, além do número cada vez maior de criação de agencias de assessoria de comunicação e das diversas outras formas de contratação para serviços de assessoramento, cresce o índice de profissionais que estão investindo nas chamadas novas mídias, reforçando o mercado da chamada comunicação alternativa.
Eis algo antes visto de forma totalmente utópica e inconsistente mas que com os avanços dos reflexos das novas mídias na sociedade em rede, começa a ser encarado de forma otimista. O fato é que é preciso perceber que a comunicação social é hoje um dos fenômenos em franca transformação no mundo contemporâneo e que tem exigido, além da competência técnica, criatividade e ousadia. E que, nessa nova conjuntura, o perfil que melhor se adequa ao novo profissional da mídia é o de gestor comunicacional.
Um campo extremamente amplo, diversificado e que aponta para as diversas novas necessidades de atuação de um profissional atualizado e antenado com as nuances do mundo moderno e atento às necessidades da sociedade civil organizada. Em meio a essa nova conjuntura está a amplitude dos serviços gerados no chamado terceiro setor para onde converge um número cada vez maior desses novos profissionais da mídia. De olho na mídia!
Como foi postado no comentário anterior, trata-se de mais um reflexo incontestável de uma crise que assola a mídia brasileira e começa a reformular um dos mercados que, vale salientar, em detrimento desse aparente caos, continua sendo um dos meios mais lucrativos no mundo.
A rotina de demissão dos profissionais da imprensa está se tornando um fato tão certo que tem amedrontado jornalistas de todo o país. Profissionais que, como se não bastassem as inúmeras precariedades que enfrentam no dia a dia no exercício da profissão, dentre eles a própria ameaça de vida, agora lidam com o clima de instabilidade cada vez mais ameaçador dentro das empresas.
O curioso é que quase não se vê manifesto dos sindicatos e demais órgãos representativos da categoria. Mais um sinal da precariedade do poder de mobilização destes que, vale salientar, executam um dos mais belos e imprescindíveis serviços cívicos à sociedade. Essa precariedade se reflete, sobretudo, naquilo que para muitos já consideram uma luta inglória, que é o resgate da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, algo que se arrasta há mais de dois anos sem nenhuma previsão otimista.
Por outro lado, essa onda de demissão que se arrasta há anos começa a chamar a atenção dos jornalistas para uma situação real e indiscutível que são as mudanças radicais porque passa o mercado midiático e as formas tradicionais de se fazer jornalismo. Uma realiadade que nos últimos anos já foi incorporada pelos cursos de jornalismo os quais começam a reformular suas grades curriculares no sentido de torná-las mais atuais e flexíveis, abertas às novas possibilidades de atuação no competitivo mercado da industrialização a informação.
E, nesse sentido, passam a se enxergar as diversas possibilidades de se trabalhar de maneira autônoma, ou seja, desvinculados dos contratos empregatícios com os grupos de comunicação para quem os jornalistas não passam de meros operários da informação. Nesse sentido, além do número cada vez maior de criação de agencias de assessoria de comunicação e das diversas outras formas de contratação para serviços de assessoramento, cresce o índice de profissionais que estão investindo nas chamadas novas mídias, reforçando o mercado da chamada comunicação alternativa.
Eis algo antes visto de forma totalmente utópica e inconsistente mas que com os avanços dos reflexos das novas mídias na sociedade em rede, começa a ser encarado de forma otimista. O fato é que é preciso perceber que a comunicação social é hoje um dos fenômenos em franca transformação no mundo contemporâneo e que tem exigido, além da competência técnica, criatividade e ousadia. E que, nessa nova conjuntura, o perfil que melhor se adequa ao novo profissional da mídia é o de gestor comunicacional.
Um campo extremamente amplo, diversificado e que aponta para as diversas novas necessidades de atuação de um profissional atualizado e antenado com as nuances do mundo moderno e atento às necessidades da sociedade civil organizada. Em meio a essa nova conjuntura está a amplitude dos serviços gerados no chamado terceiro setor para onde converge um número cada vez maior desses novos profissionais da mídia. De olho na mídia!
sexta-feira, 9 de março de 2012
O desemprego na mídia brasileira
A onda de desemprego continua varrendo as redações dos veículos de comunicação e revelando o grau da atual crise que abate os profissionais da chamada grande mídia do país. O último anúncio de demissão coletiva desta feita veio por parte da TV Cultura. Cerca de 60 pessoas, entre repórteres, editores e assistentes técnicos foram demitidos da Fundação Padre Anchieta aumentando para mais de 200 o número de demissões registrados nos últimos três meses em vários veículos de comunicação do país.
Infelizmente notícias dessa natureza têm se tornado comum e apontam para um dos piores momentos porque passa o jornalismo brasileiro e que atinge não apenas os grandes mas também os veículos de pequeno e médio porte. O Fechamento recente do Jornal Diário da Borborema, pertencente ao grupo Diários Associados na Paraíba foi um dos exemplos dessa realidade preocupante que recai sobre os jornalistas. Só neste, cerca de 20 profissionais, muitos deles com mais de 15 anos de casa, se encontram fora do mercado de trabalho.
Para alguns estudiosos do jornalismo, trata-se de uma crise do atual modelo em vigor da industria da informação que passa por transformações radicais e que, aliado ao despreparo do corpo executivo de muitas empresas de comunicação tem resultado numa onda de enxugamento do quadro profissional e até mesmo no fechamento de vários órgãos de imprensa. Algo que só torna ainda mais incerto o futuro do jornalista no Brasil. Profissão que, como se não bastasse a medida esdrúxula do STF em cassar o diploma em Jornalismo, sofre as intempéries do mercado.
Infelizmente notícias dessa natureza têm se tornado comum e apontam para um dos piores momentos porque passa o jornalismo brasileiro e que atinge não apenas os grandes mas também os veículos de pequeno e médio porte. O Fechamento recente do Jornal Diário da Borborema, pertencente ao grupo Diários Associados na Paraíba foi um dos exemplos dessa realidade preocupante que recai sobre os jornalistas. Só neste, cerca de 20 profissionais, muitos deles com mais de 15 anos de casa, se encontram fora do mercado de trabalho.
Para alguns estudiosos do jornalismo, trata-se de uma crise do atual modelo em vigor da industria da informação que passa por transformações radicais e que, aliado ao despreparo do corpo executivo de muitas empresas de comunicação tem resultado numa onda de enxugamento do quadro profissional e até mesmo no fechamento de vários órgãos de imprensa. Algo que só torna ainda mais incerto o futuro do jornalista no Brasil. Profissão que, como se não bastasse a medida esdrúxula do STF em cassar o diploma em Jornalismo, sofre as intempéries do mercado.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Adele e o obsoleto mundo novo
Lendo recentemente uma notícia veiculada na Internet e que dava conta da superação da mais recente celebridade lançada no efêmero mundo business, a inglesa Adele, em relação a astros como Michael Jackson e Whitney Houston, artistas de quem essa teria 'derrubado' seus recordes de vendas, passei a refletir sobre a obsolescência reinante na contemporaneidade. Fenômeno este compreendido como o processo de substituição de um produto ou serviço por outro que passa a ser considerado novidade, melhor e/ou mais útil que o anterior.
E nada melhor para nos fazer enxergar esse fenômeno – já considerado por muitos como a maldição da modernidade e que tem na geração high tech o seu apogeu -, do que a destoante sucessão de celebridades que surgem e que com a mesma intensidade desparecem instantaneamente. Tempo suficiente, entretanto, para provocar uma mudança no disputado ranking da lista dos ‘maiores astros e sucessos de todos os tempos’.
Obsolescência essa inteligentemente bem exposta no título de uma das canções da banda de rock brasileira, os Titãs: “A melhor banda de todos os tempos da última semana”, cujo enunciado sintetiza a fugacidade que muito bem caracteriza o universo business, hoje, mais do que nunca. Universo este regido em grande parte pela milionária indústria fonográfica e mantida por outra ainda mais poderosa que é a de entretenimento.
Uma indústria que ao lançar seus ‘produtos’ humanos pouco se importa com a qualidade moral e ética que esses trazem consigo. Ao contrário, parece deixar ser regida por modelos comportamentais deficientes e reprováveis, como é o caso do mais recente fenômeno musical. A mocinha da pele branca Adelle que recentemente fez um gesto obsceno à platéia que a assistia num evento, para quem estirou os dedos médios depois de haver sido interrompida pelo apresentador do mesmo.
O gesto, no mínimo, rude, da pop star internacional, entretanto, ao que parece não comprometeu em nada o seu sucesso que continua se demonstrando ascendente. Ao menos, até a próxima semana. Depois disso, será hora da cantora dona de uma bela voz e um mal comportamento, ceder o lugar para a próxima estrela ou astro, que como tal, também se apagará na poeira cósmica do universo de entretenimento.
E nada melhor para nos fazer enxergar esse fenômeno – já considerado por muitos como a maldição da modernidade e que tem na geração high tech o seu apogeu -, do que a destoante sucessão de celebridades que surgem e que com a mesma intensidade desparecem instantaneamente. Tempo suficiente, entretanto, para provocar uma mudança no disputado ranking da lista dos ‘maiores astros e sucessos de todos os tempos’.
Obsolescência essa inteligentemente bem exposta no título de uma das canções da banda de rock brasileira, os Titãs: “A melhor banda de todos os tempos da última semana”, cujo enunciado sintetiza a fugacidade que muito bem caracteriza o universo business, hoje, mais do que nunca. Universo este regido em grande parte pela milionária indústria fonográfica e mantida por outra ainda mais poderosa que é a de entretenimento.
Uma indústria que ao lançar seus ‘produtos’ humanos pouco se importa com a qualidade moral e ética que esses trazem consigo. Ao contrário, parece deixar ser regida por modelos comportamentais deficientes e reprováveis, como é o caso do mais recente fenômeno musical. A mocinha da pele branca Adelle que recentemente fez um gesto obsceno à platéia que a assistia num evento, para quem estirou os dedos médios depois de haver sido interrompida pelo apresentador do mesmo.
O gesto, no mínimo, rude, da pop star internacional, entretanto, ao que parece não comprometeu em nada o seu sucesso que continua se demonstrando ascendente. Ao menos, até a próxima semana. Depois disso, será hora da cantora dona de uma bela voz e um mal comportamento, ceder o lugar para a próxima estrela ou astro, que como tal, também se apagará na poeira cósmica do universo de entretenimento.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
A Paraíba sedia Fórum Latino-americano de TV Digital
Pesquisadores, professores, profissionais da mídia e estudantes de vários países da América latina se reunião em João Pessoa nos dias , nos dias 8 e 9 de março no Fórum Latino-Americano de TV Digital. O encontro terá como eixo central discutir as inovações em aplicações interativas para TV Digital desenvolvidas no Brasil e América do Sul.
Também serão discutidas as experiências do padrão brasileiro a ser adotado em todo o país.
O evento será realizado na Estação Ciência e é promovido pela UFPB em parceria com o Ministério das Comunicações e CNPQ. As inscrições já se encontram abertas.
Mais informações pelo site: http://www2.ufpb.br/content/ufpb-promove-f%C3%B3rum-latino-americano-de-tv-digital.
Eis um evento de interesse de toda a sociedade e, de maneira especial,dos cidadãos conscientes e antenados no que diz respeito ao futuro desse que continuará sendo ainda por muito tempo, em detrimento da internet, o meio de comunicação mais massivo do planeta: a TV.
Também serão discutidas as experiências do padrão brasileiro a ser adotado em todo o país.
O evento será realizado na Estação Ciência e é promovido pela UFPB em parceria com o Ministério das Comunicações e CNPQ. As inscrições já se encontram abertas.
Mais informações pelo site: http://www2.ufpb.br/content/ufpb-promove-f%C3%B3rum-latino-americano-de-tv-digital.
Eis um evento de interesse de toda a sociedade e, de maneira especial,dos cidadãos conscientes e antenados no que diz respeito ao futuro desse que continuará sendo ainda por muito tempo, em detrimento da internet, o meio de comunicação mais massivo do planeta: a TV.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
jornalista: profissão perigo
O Brasil coleciona mais um dado estatístico lastimável. O país aparece na lista das nações com maior índice de mortes entre profissionais da área de comunicação social. O registro é feito pela Federação Nacional dos Jornalistas que em nota repudia o assassinato dos jornalistas Mario Randolfo Marques Lopes, ocorrido na quinta-feira (9/02), em Barra do Piraí (RJ), e Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, nesta segunda-feira (13), em Ponta Porá (MS), as duas últimas vítimas da onda de crimes contra os profissionais da imprensa.
A luta da Fenaj é cobrar a punição dos responsáveis, por parte do governo e do parlamento federais medidas urgentes para que o Brasil não prossiga avançando no ranking internacional de violência contra jornalistas. Afinal de contas, um país que tem a imprensa sob a mira da violência é um país com a democracia em ameaça constante. Como se não bastasse a fragilidade da lei de liberdade de imprensa há anos em discussão no país e sem nenhum avanço até então...
A luta da Fenaj é cobrar a punição dos responsáveis, por parte do governo e do parlamento federais medidas urgentes para que o Brasil não prossiga avançando no ranking internacional de violência contra jornalistas. Afinal de contas, um país que tem a imprensa sob a mira da violência é um país com a democracia em ameaça constante. Como se não bastasse a fragilidade da lei de liberdade de imprensa há anos em discussão no país e sem nenhum avanço até então...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A luta pelo acervo do DB
Passada a lástima que foi o fechamento do DB, segmentos da sociedade campinense se unem para, de forma legítima e justa, lutarem pela permanência do acervo jornalístico desse que foi o último jornal diário da cidade. A mobilização começou a ser feita depois da ameaça do arquivo do veículo ser transferido para a sede dos Diários Associados, em Brasília, algo inaceitável para a cidade que lhe serviu de berço e que o abrigou por mais de seu meio século de vida.
Eis aqui uma luta não apenas de jornalistas, historiadores, intelectuais, mas de toda uma coletividade em nome de quem o Diário da Borborema, ou simplesmente, o nosso DB, preencheu ao longo das décadas de sua existência, suas páginas com notícias, reportagens, letras e imagens do cotidiano campinense.
Um veículo que, como muito bem definiu o multiculturalista Bráulio Tavares deve sua vida à Rainha da Borborema. Cidade que muito mais que berço de origem, lhe serviu de fonte de econômica rendendo ao grupo empresário dos Diários Associado, um bom rendimento material e imaterial, se levando em consideração, a imagem eternizada que o matinal campinense deixa registrado na história da imprensa paraibana e brasileira.
Além do mais, não é justo que, a essa altura do campeonato, a cidade seja penalizada pela incapacidade gestora que as últimas diretorias executivas do grupo D&A apresentaram culminando com a morte do jornal. Algo, aliás, que, diga-se de passagem, já era aguardado por muitos como mais uma crônica de uma morte anunciada. Uma morte retardada nos últimos anos, sobretudo, pela eficiente equipe de profissionais que se mantinha na redação os quais, vale ressaltar, conseguiu alavancar o DB para números e cifras otimistas nos últimos anos. Números esses, infelizmente, insuficientes para tirar o jornal da vala financeira em que se encontrava já anos.
E assim se foi mais um jornal campinense. O velho DB por onde tive a honra de trabalhar nos anos 1990 e lá assimilar as minhas primeiras lições práticas de jornalismo diário, e embevecido por essas, adentrar no mundo acadêmico da Comunicação Social. Uma experiência repleta de boas – e outras nem tanto -, lembranças, das quais fazem parte meu arquétipo mental amigos de longas datas, a exemplo de Dilvani, Chico, Luis Henrique, Lauricéia, Silvana, Ivonete e tantos outros.
O DB de inúmeros casos e causos. Escola das mais representativas fundadas por Assis Chateaubriand e por cuja redação passaram muito dos grandes jornalistas que hoje escrevem e registram em outras páginas, e por meio de outras tecnologias, a história da imprensa campinense, paraibana e de outras localidades da federação brasileira.
É por essas e tantas outras lembranças de reconhecimento que me uno a todos aqueles que estão na luta em nome desse estimado e genuíno bem campinense, para gritar e defender até a última instância a permanência daquilo que restou de si. Nesse sentido, parabenizo aos vereadores campinenses, em especial a Antonio Pereira, pela realização da sessão extraordinária para tratar desse que é, sem sombra de dúvidas, um assunto de interesse público.
Enfim e por fim, o destino do acervo do DB agora está por conta das ações a serem impetradas pela Comissão, fruto da respectiva assembléia, formada por vários nomes de representantes de segmentos distintos da sociedade campinense. Nas mãos de quem está o poder de mobilização e deliberação das medidas efetivas em nome da memória desse que um dia não apenas fez parte, mas ajudou a escrever a história de nossa estimada e grandiosa cidade querida.
Para concluir, não devemos nos esquecer que, se como já disse certa feita um grande poeta, uma nação se faz com homens e livros, um jornal se constrói muito mais que apenas homens, papel e máquinas. Faz-se de história e é essa história que não devemos nem podemos deixar se apagar de nossa memória local.
Eis aqui uma luta não apenas de jornalistas, historiadores, intelectuais, mas de toda uma coletividade em nome de quem o Diário da Borborema, ou simplesmente, o nosso DB, preencheu ao longo das décadas de sua existência, suas páginas com notícias, reportagens, letras e imagens do cotidiano campinense.
Um veículo que, como muito bem definiu o multiculturalista Bráulio Tavares deve sua vida à Rainha da Borborema. Cidade que muito mais que berço de origem, lhe serviu de fonte de econômica rendendo ao grupo empresário dos Diários Associado, um bom rendimento material e imaterial, se levando em consideração, a imagem eternizada que o matinal campinense deixa registrado na história da imprensa paraibana e brasileira.
Além do mais, não é justo que, a essa altura do campeonato, a cidade seja penalizada pela incapacidade gestora que as últimas diretorias executivas do grupo D&A apresentaram culminando com a morte do jornal. Algo, aliás, que, diga-se de passagem, já era aguardado por muitos como mais uma crônica de uma morte anunciada. Uma morte retardada nos últimos anos, sobretudo, pela eficiente equipe de profissionais que se mantinha na redação os quais, vale ressaltar, conseguiu alavancar o DB para números e cifras otimistas nos últimos anos. Números esses, infelizmente, insuficientes para tirar o jornal da vala financeira em que se encontrava já anos.
E assim se foi mais um jornal campinense. O velho DB por onde tive a honra de trabalhar nos anos 1990 e lá assimilar as minhas primeiras lições práticas de jornalismo diário, e embevecido por essas, adentrar no mundo acadêmico da Comunicação Social. Uma experiência repleta de boas – e outras nem tanto -, lembranças, das quais fazem parte meu arquétipo mental amigos de longas datas, a exemplo de Dilvani, Chico, Luis Henrique, Lauricéia, Silvana, Ivonete e tantos outros.
O DB de inúmeros casos e causos. Escola das mais representativas fundadas por Assis Chateaubriand e por cuja redação passaram muito dos grandes jornalistas que hoje escrevem e registram em outras páginas, e por meio de outras tecnologias, a história da imprensa campinense, paraibana e de outras localidades da federação brasileira.
É por essas e tantas outras lembranças de reconhecimento que me uno a todos aqueles que estão na luta em nome desse estimado e genuíno bem campinense, para gritar e defender até a última instância a permanência daquilo que restou de si. Nesse sentido, parabenizo aos vereadores campinenses, em especial a Antonio Pereira, pela realização da sessão extraordinária para tratar desse que é, sem sombra de dúvidas, um assunto de interesse público.
Enfim e por fim, o destino do acervo do DB agora está por conta das ações a serem impetradas pela Comissão, fruto da respectiva assembléia, formada por vários nomes de representantes de segmentos distintos da sociedade campinense. Nas mãos de quem está o poder de mobilização e deliberação das medidas efetivas em nome da memória desse que um dia não apenas fez parte, mas ajudou a escrever a história de nossa estimada e grandiosa cidade querida.
Para concluir, não devemos nos esquecer que, se como já disse certa feita um grande poeta, uma nação se faz com homens e livros, um jornal se constrói muito mais que apenas homens, papel e máquinas. Faz-se de história e é essa história que não devemos nem podemos deixar se apagar de nossa memória local.
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