Sejam Bem Vindo (a)!

Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Demissão na Folha e os sinais de mudanças na mídia

A notícia veiculada recentemente na mídia dando conta da demissão de aproximadamente 40 jornalistas do maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e, do outro lado, do aumento do espaço para os chamados 'free lancers' no veículo, parece corroborar com as transformações radicais anunciadas, desde o final do século passado, por estudiosos e previstas por profissionais mais experientes do segmento.

Trata-se, como se pode perceber, de uma mudança de logística de mercado no segmento jornalístico respaldada em grande parte nas mudanças que vem afetando em cheio a mídia de um modo geral - aquelas mesmas que se convencional chamar de efeitos da globalização.. -e cujas conseqüências só agora começam a se manifestar de maneira mais abrangente.

Como também é evidenciado por estudos, trata-se aqui de uma onda de mudanças que afeta e promete mudar significamente os vários outros segmentos da grande mídia, a exemplo da indústria de entretenimento e o mercado editorial de livros, isso sem falar no lucrativo mercado das TV`s que mal começaram a sentir os impactos da inovação do revolucionário e ainda incógnito processo de digitalização da comunicação no país.

E, um dos efeitos diretos dessa realidade é a conseqüente mudança no perfil e modos operandi dos profissionais que vivem da comunicação social, essa grande, fascinante e desafiadora área responsável em grande parte pela manutenção do capitalismo em sua forma mais essencial e brutal.
Nesse contexto, portanto, a redução do quadro profissional do jornal Folha de São Paulo, muito mais que uma merca crise financeira, representa verdadeiramente, um dos mais fortes sinais dos tempos de mudanças desse maravilhoso mundo velho, para as quais todos e, em especial, os profissionais da mídia, precisam estar de olho bem abertos!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

a polêmica política de regulação da mídia brasileira

Em continuidade à sua filosofia editorial que inclui, dentre outras, a proposta de colocar a mídia em debate, a revista Carta Capital traz em sua última edição, uma excelente reportagem acerca deste que tem sido um dos temas mais polêmicos que é a política de regulação da mídia brasileira.

Trata-se de mais uma importante contribuiçaõ para que a sociedade não apenas fique melhor informada acerca dos avanços das discussões em torno de tal questão ameaçadora para a grande mídia, mas também se conscientize sobre as estratégias que levam os grupos midiáticos oligárquicos a se posicionarem dessa maneira mediante a questão aqui destacada.

Geralmente denominada de censura pelas grandes empresas de comunicação que dominam o mercado midiático no país, a regulação da mídia vem mobilizando a sociedade civil organizada por meio de várias ações que fizeram de 2011, um ano importante no tocante ao avanço dessa discussão no Brasil.

Para se certificar dessa realidade, recomendo o amigo (a) leitor (a) a uma passagem pelo site da Carta Capital para uma leitura bastante esclarecedora sobre a temática em questão. O endereço é: www.cartamaior.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aniversário do Conselho de Comunicação Social

Apesar das várias inserções em diversos espaços da sociedade ocorridas este ano, a exemplo das mesas de debate nas diversas universidades brasileiras e vários eventos promovidos pelo país afora – muitos dos quais registrados aqui neste espaço -, a discussão acerca da democratização da comunicação e regulamentação do sistema de comunicação social no Brasil ainda está longe de render os resultados almejados pela sociedade civil organizada.

Um dos maiores exemplos disso é o aniversário de cinco anos da negligência dos poderes constituídos e em especial, do Congresso Nacional no que diz respeito ao funcionamento oficial do Conselho de Comunicação Social (CCS) em, cumprimento, vale ressaltar, a uma lei da Constituição Federal ( lei 8.389/1991).

E assim, no próximo domingo, 20, como nos lembra oportunamente o pesquisador e escritor Veniciu Lima, serão cinco anos que o Conselho de Comunicação Social (CCS), criado pela Constituição de 1988 (artigo 224) e regulamentado por lei em 1991, se reuniu pela última vez. De lá para cá a Mesa Diretora se recusa a convocar a sessão conjunta para eleição dos novos membros, como manda o § 2º do artigo 4º da Lei 8.389/91.

O CCS, é bom lembrar, uma vez que este ainda é desconhecido pela grande maioria dos brasileiros e desconfio que até mesmo da categoria de jornalistas brasileiros, é um órgão auxiliar do Congresso, o único espaço institucionalizado de debate sobre o setor de comunicações no nosso país, com representação da sociedade civil. No entanto, não funciona há cinco anos por deliberada omissão do Congresso.

Enquanto isso, aqui na Paraíba, a imprensa faz festa em torno da posse do senador Cássio Cunha Lima, destacado na mídia estadual como um dos fatos mais importante deste ano que se encerra. Só para contextualizar a nossa situação no cenário nacional em torno de tal dilema e, claro, para sugerir aos colegas jornalistas paraibanos, solicitarem ao nosso tão aclamado novo senador, uma mãozinha no processo de aprovação do CCS....

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Evento discutirá democracia e liberdade de imprensa

Em continuidade à luta por este que é um dos direitos humanos fundamentais e essenciais ao desenvolvimento da humanidade, o direito à comunicação livre e plural, entidades civis se reúnem para a realização de mais um evento colocando em pauta a democratização da comunicação. Trata-se do seminário Democracia e Liberdade de Imprensa, evento que acontecerá no dia 3 de novembro em Porto Alegre.

A iniciativa desta feita vem de uma parceria entre a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS), Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Mídia, democracia, regulação, liberdade de imprensa e de expressão: estes serão os temas centrais do seminário e que serão discutidos por jornalistas, professores, magistrados e militantes sociais.

Dentre os convidados para participar do evento estão Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim, Luiza Erundina e Venício Lima. Mais informações sobre o evento, pelo site: www.cartamaior.com.br


Mídia, democracia, regulação, liberdade de imprensa e de expressão: estes serão os temas centrais do seminário promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS), Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, no dia 3 de novembro, em Porto Alegre. O evento será na Escola Superior da Magistratura (rua Celeste Gobbato, nº 229, bairro Praia de Belas).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PB GANHARÁ SUA PRIMEIRA TV UNIVERSITÁRIA ABERTA

Em breve a Paraíba terá o seu primeiro canal de TV universitária aberto. A novidade vem do Pólo Multimídia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), referência nacional em desenvolvimento tecnológico na área das telecomunicações.

A TV UFPB segue padrão de qualidade da TV Brasil – único canal de TV pública vigente no país - , e funcionará por meio de um novo centro exibidor. Trata-se de um equipamento digital, instalado no prédio do Pólo Multimídia, obtido com recursos próprios da instituição. Este equipamento segue o padrão técnico utilizado pela TV Brasil, operando com tecnologia SD – SDI, que atende aos formatos Standard Definition e High Definition (HDTV).

Os dispositivos foram adquiridos, segundo relise publicado pela instituição, junto à Floripa Tecnologia, de Santa Catarina, uma das maiores empresas do setor no Brasil. A nova tecnologia, que utiliza sistemas tapeless (que dispensa fitas), substituiu os antigos videotapes e switches, simplificando, com grande eficácia, o trabalho dos operadores de controle mestre, pois reduz a quantidade de equipamentos da cadeia de transmissão ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades técnicas.

Conforme informações divulgadas pela instituição, o novo centro exibidor proporciona ainda vantagens que vão além da qualidade e da fácil operacionalidade. Segundo o coordenador de programação da TV UFPB, Júnior Pinheiro, o sistema gerencia conteúdo e o armazenamento da produção de tal forma que facilita a organização da grade de exibição. Traduzindo melhor, conforme explicou Pinheiro, isso permitirá o uso racional do espaço reservado pela TV Brasil à programação local, o que significa, na prática, mais espaço de fato para a produção local.

Esta, vale dizer, é uma das principais novidades aguardadas ansiosamente não apenas pela UFPB, mas por toda a comunidade paraibana e, em especial, pelos diversos segmentos sociais que se empenham na luta pela democratização da comunicação. É por meio de iniciativas iguais a esta que, certamente, num curto ou – sendo um pouco mais franco otimista – num médio prazo de tempo, nós paraibanos podermos assistir a uma programação de TV diferenciada, voltada à veiculação de um conteúdo midiático mais plural, multicultural e politicamente democrático. Assim se espera!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

mídia, exclusividade e democracia

A compra da exclusividade dos direitos de transmissão dos jogos Pan-Americanos pela TV Record, como já era de se esperar, acirrou ainda mais o clima de concorrência com sua maior rival, a Rede Globo, instigando a quebra de braços e medição de forças entre as duas maiores redes de televisão do país.

O estupim para esse novo capítulo do duelo midiático Rede Globo x Rede Record foi o uso de alguns segundos de imagens do Pan durante o programa dominical Fantástico. Acusada pela Record de uso indevido de imagens, a TV dos Marinhos saiu em defesa acusando a Associated Press (APTN), agência de notícias contratada pela emissora, que teria errado ao repassar para o canal imagens restritas dos jogos Pani-Americanos. ,

Indo um pouco além do jogo retórico de com quem está a razão, cabe aqui uma reflexão em torno desse tal direito exclusivo de uso de magens que, em casos, como esse, abre margem para alguns questionamentos. Afinal de contas, até que ponto essa prerrogativa legal respaldada num contrato meramente comercial não fere o direito maior de acesso à informação plural e democrática a que todo cidadão, em tese, deveria estar contemplado?.

Algo que pesa ainda mais em se tratando da divulgação de um evento esportivo - e, portanto, cultural, ou seja de caráter universal - de proporção continental cuja propagação fica regida por clásulas contratuais mercadológicas. Até quanto nós receptores cidadãos ficaremos reféns desse monopólio que tem nos grandes eventos esportivos a exemplo dos jogos Pan-Americanos, um dos casos mais explícitos do desrepeito ao caráter público que constitucionalmente, rege o processo de funcionamento das TV`s e emissoras de rádio abertas no país?. Pensemos nisso!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um bom exemplo na mídia

Nem só de má notícia, violência, sensacionalismo e espetacularização vive a mídia. Vez por outra nos deparamos com projetos editoriais interessantes que fogem do comum e reforçam a esperança em folhearmos páginas recheadas apenas de matérias humanizadas, otimistas. Melhor ainda: nos vemos diante de projeto focado não no lucro mercadológico mas sim na solidariedade.

É o caso da revista "Por Exemplo". Recém lançada no mercado, pela editoria Mol, a publicação - fruto de uma parceria com a rede Extra - traz exemplos de vida, com casos de superação e atitude. O valor da capa do veículo será inteiramente revertido para ONG’s com foco na qualidade da Educação.

A expectativa é reverter aproximadamente R$4,9 milhões para a causa, no período de um ano. Entidades beneficiárias de todo o País serão selecionadas por meio de um edital publicado na revista. A “Por Exemplo” tem tiragem de 280 mil exemplares e prevê a publicação de oito edições no ano. Ela vem acompanhada de uma publicação infantil chamada “Por Exemplo para Crianças”, que tem como objetivo democratizar o acesso à informação e à cultura, com orientações práticas e situações do cotidiano .

Na condição de leitores ávidos por exemplos dessa natureza, façamos a nossa parte, comprando os exemplares dessa publicação. Vida longa para essa publicação e que sirva de bom exemplo para o mercado editorial brasileiro.

OBS: dados extraídos de texto do site http://wwweuvocetodospelaeducacao.org.br