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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jornalistas e bandeira de luta da PEC

Jornalistas de todo o Brasil realizam, nesta quarta-feira, 4, mais um manifesto de mobilização a favor da A PEC que restitui a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, bandeira de luta levantada pela categoria nso ultimos dois anos. Tratam-se, na verdade de duas emendas constitucionais, a PEC 33/2009, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares e relatoria do senador Inácio Arruda, e a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands, por um lado resgatam a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuem para a garantia do jornalismo de qualidade, as quais serão apreciadas pelo Senado, nesta semana.

A mobilização desta feita junto aos parlamentares promete ser decisiva e visa a votação de ambas as propostas. A ideia dos jornalistas é fazer com que os senadores votem a favor das PEC´s e assim, devolva à categoria, um direito conquistado desde o século XX e que tem na formação qualificada do profissional da imprensa, um dos instrumentos de democracia e aprimoramento do exercício do jornalismo.

Veremos se desta feita, a mobilização resultará em alguma solução concreta para o problema enfrentado pelso jornalistas brasileiros ou se, mais uma vez, a petição será prorrogada por mais um período inexato. Enquanto isso, os jornalistas, por meio da FENAJ, continuam a defender a bandeira de luta em todos os estados da Federação e fortalecer a petição pública a favor da mesma, a qual pode ser acessada atraves do site: www.peticaopublica.com.br . ATé lá, as expectativas continuam grandes.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mídia e a segmentação do mundo

O mundo contemporâneo vive, indiscutivelmente, sob a égide das comunicações midiáticas. Uma realidade que solta aos olhos de todos, a cada dia, por meio, sobretudo, dos novos adventos do fantástico universo digital que, cada vez mais, segmenta a comunicação gerando, através desse processo, novas tribos de emissores e receptores modernos espalhados pelos cinco continentes do planeta Terra. Orbe esse que, como um muito bem previu, no início do século passado o pensador canadense Marshal McLuhan, se restringe a uma grande aldeia global. E que aldeia...

Apesar deste processo dinâmico de segmentação não ser algo novo (basta citar como exemplo a vertente criada há mais de dois séculos pela indústria jornalística, denominada de ‘jornalismo especializado’ e que, através dos diferentes veículos e linguagens específicas trabalha a segmentação de públicos receptores), é cada vez mais notório o poder de estratificação da população de comunicantes determinado pelas novas mídias.

E, nesse contexto, mais ainda da força de (re)configuração dos sujeitos comunicantes no espaço midiático advinda das denominadas e tão badaladas redes sociais. Basta citar como exemplo, o rápido processo de surgimento e multiplicação dos novos canais voltados às camadas específicas da sociedade onde se encontram sujeitos com afinidades entre si, sejam ideias, pensamentos, desejos e/ou comportamentos similares.

Algo que cada vez mais põe em xeque-mate a velha teoria da comunicação de massa nos moldes atuais de processo de comunicação digital. Mais do que isso, a explosão permanente de mídias sociais, por toda parte, abre um fantástico universo de possibilidades de exploração da informação, de maneira segmentada, como jamais vista na história da humanidade, formando redes de conexões entre sujeitos que, por muito tempo, ficaram a mercê do jornalismo especializado ou alternativo como únicas formas de consumo de determinados tipos de conteúdos e bens simbólicos de forma geral. E, isso tudo, vale ressaltar, de forma passiva, submetidos a um processo de comunicação unilateral.


A realidade hoje demonstra que, além de terem acesso a conteúdos específicos de seus interesses e de forma mais fácil, os sujeitos podem interagir de forma direta no processo de emissão e circulação desses conteúdos, tornando a comunicação mais democrática e interessante.

E, para ilustrar esse leque de possibilidades infinitas de segmentação da comunicação hodierna, basta citar como exemplos, as diversas novas mídias sociais que estão surgindo e, aos poucos, sendo agregadas ao cotidiano dos sujeitos. Fazem parte dessa nova aldeia de redes sociais, além das já conhecidas em todo o mundo: Orkut, Twitter e Facebook, as várias redes criadas para fãs de cinema, literatura ou línguas estrangeiras, das quais, como muito bem ilustrou uma matéria publicada recentemente no site www.comunique-se.com.br, já começam a se destacar as seguintes:

A rede Flixter(reúne perfis e comunidades de amantes do cinema, com discussões sobre filmes, atores e roteiros);
A brasileira O Livreiro (ponto de encontro para os internautas que adoram ler e compartilhar experiências sobre suas leituras);
A LiveMocha (rede que integra interessados em aprender línguas estrangeiras. No site, há lições para 38 idiomas diferentes. Além de acompanhar as lições, os internautas podem fazer exercícios de áudio para que sua pronúncia seja avaliada por usuários nativos no idioma escolhido. Os internautas também podem falar entre si e melhorar a conversação. O serviço é gratuito).

A Classmates.com, (canais para quem deseja encontrar amigos de escolas e faculdades e que dispõe de acervo de livros e vídeos de turmas de alunos de diferentes instituições).

Estamos todos diante, portanto, como se pode perceber, de um processo de segmentação em larga escala e numa velocidade jamais imaginada na história da comunicação social, universo este que, mais do que qualquer outro, passa por transformações gigantescas, formidáveis, mas também, de certo ponto, assustadoras e que atinge a vida de todos os seres sociais deste velho mundo que por força das novidades digitais se transforma cada vez mais no admirado mundo novo!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chico e a intolerância cultural na mídia radiofônica

A declaração feita há alguns dias pelo secretário de Cultura do Estado, Chico César, sobre a não contratação, por parte do Governo do Estado, das chamadas bandas de forró estilizo, estilo esse citado por ele mesmo de “forró de plástico’, trouxe a tona, mais uma vez, uma discussão que, há anos, divide opiniões e aponta para a polêmica dicotomia entre o forró autêntico x forró eletrônico.

Mais muito mais do que isso, ao emitir uma nota esclarecendo o seu ponto de vista sobre a questão e, assim, deixar mais claro a postura dele e do Governo Ricardo Coutinho sobre o fato em si, Chico teceu uma crítica à mídia radiofônica paraibana.
Para ele, que vem sendo classificado por intolerante por alguns pelo fato de não gostar e até repudiar esse tipo de estilo musical moderno, intolerância mesmo é “excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Não há dúvidas de que, não são poucos os paraibanos que, assim como o autor deste blog, coadunam em número, grau e gênero com o pensamento do compositor, cantor e militante político e cultural. Já está mais do que na hora de vozes de dentro da esfera política se levantar contra esse que é um dos maiores descasos para com a legítima expressão da nossa cultura.

Isso sem falar na discrepância dos valores dos cachês pagos às chamadas bandas de forró eletrônicos e duplas de ‘breganejos’ a que se dá o nome de sertanejo, uma outra agressão à legítima e riquíssima música e cultura sertaneja.

E, como se não bastasse esse fator de desnivelamento de valores financeiros, há ainda o longo atraso no pagamento dos denominados 'artistas da terra' que, assim como deixa a entender a própria designação, quase sempre ficam a rastejar, feito minhocas, a suplicar às secretarias de turismo e cultura municipais espalhadas pelo Estado, pelo pagamento de seus insignificantes cachês.

Que o diga a realidade dos trios de forró que tocam nos festejos juninos no interior do Estado durante, sobretudo, a festa de São João e que já se acostumaram a enfrentar essa triste realidade. Esses que permanecem fora dos padrões de consumo estipulado pela indústria contemporânea de entretenimento sustentada por uma lógica puramente mercadológica, da qual, as empresas radiofônica são as maiores parceiras no processo de difundir massivamente os tais novos produtos musicais. Uma lógica mercantil que, além de excluir os legítimos elementos de nossa identidade cultura, a exemplo do que era cantado por Luiz Gonzaga e tantos outros - fomenta a disseminação da vulgaridade e ridiculariza os sentimentos nobres, presentes em toda expressão da boa arte.

Por isso mesmo, parabenizo o nosso fiel e renomado representante da boa música popular brasileira (e nordestina) pelas declarações. E mais, ainda pela postura a frente da pasta em que lhe foi confiada e que, esperamos, agora na esfera estadual, possa levantar a moral dos nossos maiores representantes no cenário da legítima cultura musical local e regional.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O espaço da boa notícia na mídia...

Há muito tempo se questiona a ausência de boas notícias na imprensa que, de modo geral, vem se dedicando quase que totalmente a divulgação de fatos de natureza violento e chocante. De certo que, não há como a indústria jornalística se esquivar desse tipo de produção por dois motivos: primeiro porque se trata de um traço da realidade do mundo em que vivemos e, de outro, porque, historicamente, boa parte dos consumidores, clama por manchetes atreladas ao chamado ‘fait divers’, ou seja, sensacionalismo.

Não obstante, nada impede de os diletos amigos jornalistas produzirem relatos de fatos e acontecimentos com foco em realidade e ações positivas, ou seja, de que produzam simplesmente boas notícias. Embora, esteja fora da cultura predominante em praticamente todas as sociedades midiáticas, certamente esse tipo de produto haveria de ser consumido e, mais do que isso, com um certo tempo, quem sabe, começar a alterar a cultura aberrante e de violência que ainda predomina no espaço midiático.

Foi assim que, por exemplo, o fez o site do paraiba1 recentemente quando trouxe como manchete o seguinte enunciado: “Em 66 cidades da PB não foram registrados homicídios por dois anos”. Revelando uma outra face de uma mesma realidade vivida por todos os paraibanos que, assim como os demais brasileiros, já se habituaram – e ao que parece, mais ainda nos últimos meses – a só testemunharem desgraças de todos os tipos (crimes, catástrofes, golpes, acidentes, etc.).

Mais do que atestar, em detrimento de toda a onda de violência que se espalha na Paraíba, a existência do clima de tranqüilidade e paz em diversas localidades do Estado, o veículo atestou a possibilidade real de a mídia noticiar coisas boas. Algo fora do padrão aberrante. Mostrar que a antítese do que nos costumamos a ver nos jornais, ouvirmos nos rádios e assistirmos nos telejornais, também rende manchete. Essa possibilidade, aliás, já é ventilada por diversos profissionais da imprensa e estudiosos da comunicação a exemplo de Ricardo Noblat que em seu livro intitulado "A arte de fazer um jornal diário", defende essa ideia, vista como algo perfeitamente possível de atrair audiência.

Que bom será o dia em que esse tipo de pauta tomar conta de todas as redações jornalísticas dos veículos de comunicação e assim, propiciarem um equilíbrio no processo de difusão de notícias, assegurando que, apesar do mal, o bem continua fazendo parte desse mundo tão complicado e que também é digno de ser pautado e socializado via indústria jornalística.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Redes sociais: as mídias das mídias

Diversas são as pesquisas divulgadas por meio de conteúdo online que constatam uma realidade já incontestável em todo o mundo: o crescimento ascendente do uso das redes sociais e a interferência destas junto à mídia tradicional.De acordo com dados extraídos de artigo publicado recentemente no observatório da imprensa, de autoria de Carlos Castilho, “A média de leitores que passaram a acessar notícias de jornais a partir do sistema Twitter de micro mensagens registrou um surpreendente crescimento de quase 60% nos últimos seis meses, nos Estados Unidos”.

Como diz esse mesmo pesquisador e jornalista, trata-se de uma tendência que evidencia o fato de que as pessoas além de não comprarem mais a edição impressa, simplesmente esperam que a noticia venha até ela por meio das redes sociais, a exemplo do Twitter e do Facebook. Este último, vale salientar, continua a se destacar como a maior rede social do planeta com mais de meio bilhão de usuários.
Aliás, é com base nessa realidade que a própria empresa de cunho cibernética lançou recentemente a página “jornalistas no Facebook”, um espaço exclusivo aos repórteres e editores que vem fazendo enorme sucesso.

Segundo dados do FAcebook, desde que o projeto teve início, em 2010, o tráfego de visitas na página dos jornalistas que aderiram aos novos recursos da rede social aumentou, em média, 300%.

Como se pode ver para crer, e como frisamos frequentemente aqui neste espaço, os efeitos das redes sociais na mídia tradicional, por intermédio da grande audiência destas junto aos internautas, está revolucionando o processo e a práxi de produção, circulação e consumo deste que continua sendo o mais valioso produto do mundo: a informação. Produto este que, cada vez mais, está saindo do domínio pleno da indústria jornalística.

Tratam-se, do que podemos chamar de as mídias das mídias, por meio das quais, é possível averiguar a sustentabilidade dos velhos modelos de comunicação social, ou mais ainda, da reivenção do que se chama de comunicação de massa.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Crítica à mídia brasileira

Em entrevista concedida recentemente ao apresentador do programa “Provocaçãoes” (TV Cultura), Antônio Abujamra, o jornalista Mino Carta fez uma série de críticas contundentes à imprensa brasileira.

Além de afirmar que a imprensa nacional produz um jornalismo de péssima qualidade, sobretudo, se comparado ao trabalho feito pela mídia de outros países, ele afirmou que os donos de veículo de comunicação do País apoiaram o golpe militar de 1964.

No bate-papo pra lá de despojado com Abamjura, o proprietário da Carta Capital jogou – como se diz no jargão popular- merda no ventilador,e não sobrou para ninguém da mídia brasileira. Críticas duras, contudo, respaldadas pelo bom senso e ousadia de um dos exemplos raros de empreendedores no campo da mídia alternativa e que, pelo que se tem observado, cada vez mais incomoda os veículos de comunicação de massa.

terça-feira, 22 de março de 2011

A torrente informacional

A síndrome da torrente de informação provocada, sobretudo, pela avalanche de notícias advinda da indústria jornalística e que caracteriza a contemporaneidade continua sendo um tema provocante e divergente.

O tema é discutido frequentemente nos diversos eventos paralelos que acontecem nos mais diversos espaços sociais, no Brasil e fora dele, em que se discute o futuro da era da comunicação no mundo em que vivemos.

Um dos problemas enfocados, nesse contexto, tem sido o alto nível de estresse que a síndrome do excesso de informação tem provocado nos indivíduos contemporâneos que, pressionados pela torrente informacional, são tomados pela terrível impressão de estarem desinformados, por mais que estejam antenados com o fluxo de produção de mensagens a todo instante.

Nesse sentido, a quantidade e informação publicada nas páginas online se torna um problema para os internautas, conforme colocam muitos especialistas. De outro lado, estão aqueles mais tecnólogos para quem a pluralidade de canais e quantidade de conteúdo é algo positivo e salutar para a sociedade uma vez que reforça a democratização da informação, vista hoje, por ângulos e perspectivas cada vez mais diferentes.

Mas e você, caro amigo, o que acha disso? Costumas se sentir estressado ou aliviado e até mais otimista em relação a esse fenômeno?