Diversas são as pesquisas divulgadas por meio de conteúdo online que constatam uma realidade já incontestável em todo o mundo: o crescimento ascendente do uso das redes sociais e a interferência destas junto à mídia tradicional.De acordo com dados extraídos de artigo publicado recentemente no observatório da imprensa, de autoria de Carlos Castilho, “A média de leitores que passaram a acessar notícias de jornais a partir do sistema Twitter de micro mensagens registrou um surpreendente crescimento de quase 60% nos últimos seis meses, nos Estados Unidos”.
Como diz esse mesmo pesquisador e jornalista, trata-se de uma tendência que evidencia o fato de que as pessoas além de não comprarem mais a edição impressa, simplesmente esperam que a noticia venha até ela por meio das redes sociais, a exemplo do Twitter e do Facebook. Este último, vale salientar, continua a se destacar como a maior rede social do planeta com mais de meio bilhão de usuários.
Aliás, é com base nessa realidade que a própria empresa de cunho cibernética lançou recentemente a página “jornalistas no Facebook”, um espaço exclusivo aos repórteres e editores que vem fazendo enorme sucesso.
Segundo dados do FAcebook, desde que o projeto teve início, em 2010, o tráfego de visitas na página dos jornalistas que aderiram aos novos recursos da rede social aumentou, em média, 300%.
Como se pode ver para crer, e como frisamos frequentemente aqui neste espaço, os efeitos das redes sociais na mídia tradicional, por intermédio da grande audiência destas junto aos internautas, está revolucionando o processo e a práxi de produção, circulação e consumo deste que continua sendo o mais valioso produto do mundo: a informação. Produto este que, cada vez mais, está saindo do domínio pleno da indústria jornalística.
Tratam-se, do que podemos chamar de as mídias das mídias, por meio das quais, é possível averiguar a sustentabilidade dos velhos modelos de comunicação social, ou mais ainda, da reivenção do que se chama de comunicação de massa.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Crítica à mídia brasileira
Em entrevista concedida recentemente ao apresentador do programa “Provocaçãoes” (TV Cultura), Antônio Abujamra, o jornalista Mino Carta fez uma série de críticas contundentes à imprensa brasileira.
Além de afirmar que a imprensa nacional produz um jornalismo de péssima qualidade, sobretudo, se comparado ao trabalho feito pela mídia de outros países, ele afirmou que os donos de veículo de comunicação do País apoiaram o golpe militar de 1964.
No bate-papo pra lá de despojado com Abamjura, o proprietário da Carta Capital jogou – como se diz no jargão popular- merda no ventilador,e não sobrou para ninguém da mídia brasileira. Críticas duras, contudo, respaldadas pelo bom senso e ousadia de um dos exemplos raros de empreendedores no campo da mídia alternativa e que, pelo que se tem observado, cada vez mais incomoda os veículos de comunicação de massa.
Além de afirmar que a imprensa nacional produz um jornalismo de péssima qualidade, sobretudo, se comparado ao trabalho feito pela mídia de outros países, ele afirmou que os donos de veículo de comunicação do País apoiaram o golpe militar de 1964.
No bate-papo pra lá de despojado com Abamjura, o proprietário da Carta Capital jogou – como se diz no jargão popular- merda no ventilador,e não sobrou para ninguém da mídia brasileira. Críticas duras, contudo, respaldadas pelo bom senso e ousadia de um dos exemplos raros de empreendedores no campo da mídia alternativa e que, pelo que se tem observado, cada vez mais incomoda os veículos de comunicação de massa.
terça-feira, 22 de março de 2011
A torrente informacional
A síndrome da torrente de informação provocada, sobretudo, pela avalanche de notícias advinda da indústria jornalística e que caracteriza a contemporaneidade continua sendo um tema provocante e divergente.
O tema é discutido frequentemente nos diversos eventos paralelos que acontecem nos mais diversos espaços sociais, no Brasil e fora dele, em que se discute o futuro da era da comunicação no mundo em que vivemos.
Um dos problemas enfocados, nesse contexto, tem sido o alto nível de estresse que a síndrome do excesso de informação tem provocado nos indivíduos contemporâneos que, pressionados pela torrente informacional, são tomados pela terrível impressão de estarem desinformados, por mais que estejam antenados com o fluxo de produção de mensagens a todo instante.
Nesse sentido, a quantidade e informação publicada nas páginas online se torna um problema para os internautas, conforme colocam muitos especialistas. De outro lado, estão aqueles mais tecnólogos para quem a pluralidade de canais e quantidade de conteúdo é algo positivo e salutar para a sociedade uma vez que reforça a democratização da informação, vista hoje, por ângulos e perspectivas cada vez mais diferentes.
Mas e você, caro amigo, o que acha disso? Costumas se sentir estressado ou aliviado e até mais otimista em relação a esse fenômeno?
O tema é discutido frequentemente nos diversos eventos paralelos que acontecem nos mais diversos espaços sociais, no Brasil e fora dele, em que se discute o futuro da era da comunicação no mundo em que vivemos.
Um dos problemas enfocados, nesse contexto, tem sido o alto nível de estresse que a síndrome do excesso de informação tem provocado nos indivíduos contemporâneos que, pressionados pela torrente informacional, são tomados pela terrível impressão de estarem desinformados, por mais que estejam antenados com o fluxo de produção de mensagens a todo instante.
Nesse sentido, a quantidade e informação publicada nas páginas online se torna um problema para os internautas, conforme colocam muitos especialistas. De outro lado, estão aqueles mais tecnólogos para quem a pluralidade de canais e quantidade de conteúdo é algo positivo e salutar para a sociedade uma vez que reforça a democratização da informação, vista hoje, por ângulos e perspectivas cada vez mais diferentes.
Mas e você, caro amigo, o que acha disso? Costumas se sentir estressado ou aliviado e até mais otimista em relação a esse fenômeno?
terça-feira, 15 de março de 2011
O novo jornal brasileiro
O Brasil ganhou neste mês, o primeiro jornal produzido exclusivamente para iPad, tecnologia digital de mercado de tablets que vem sendo vista pela classe empresarial do jornalismo impresso, como o futuro dos jornais e ‘salvação’ das empresas do ramo em torno do dilema que persiste na era da internet e que não quer calar: “qual o destino dos jornais diários?”.
Intitulado de Brasil247, o mais novo veículo jornalístico digital é fruto da Editora 247, tendo a frente os jornalistas Leonardo Attuch e Joaquim Castanheira. O jornal é gratuito e além de articulistas e da redação, formada por 20 pessoas, recebe colaboração de leitores, apostando na interativa como uma das ferramentas principais. Algo, vale dizer, já em voga no jornalismo contemporâneo e que tem recebido diversas designações, a exemplo de “jornalismo cidadão”, “jornalismo Participativo" Jornalismo público”.
Trata-se de uma inovação, em linhas gerais, como sempre, decorrente de mais uma adaptação de protótipo industrial norte-americano feito à moda brasileira. Nesse sentido, o Brasil247 nasce da experiência do jornal americano Daily, pertencente ao grupo News corporation, e que se configura como o primeiro na modalidade no mundo. A diferença para este, está na gratuidade do conteúdo, algo que, conforme defendem os responsáveis pela versão brasileira, é uma tendência promissora no meio digital.
O fato é que, o novo modelo do jornalismo diário vem sendo visto como uma mina de ouro pelos jornalistas empreendedores. Para Leonardo Attuch, ex-funcionário da Isto É – empresa que deixou para se dedicar a esse empreendimento-, se trata de uma empreitada que tem tudo para dar certo.
Em contrapartida, enquanto isso, no mundo do jornalismo tradicional, o jornal Metro –veículo de circulação gratuita presente em 24 países, celebra a ultrapassagem da milésima edição,desde que chegou ao Brasil, em 2007. Um contra-ponto na discussão bilateral em aberta que, de um lado aborda a sustentabilidade do jornal impresso na era da internet e, de outro, o formato da distribuição gratuita no contexto mercantilista cada vez mais avassalador. Questões que, mesmo em plena era do progresso dos meios digitais no universo jornalístico, ainda permanecem sem respostas conclusivas pelos profissionais e classe empresarial do ramo.
Intitulado de Brasil247, o mais novo veículo jornalístico digital é fruto da Editora 247, tendo a frente os jornalistas Leonardo Attuch e Joaquim Castanheira. O jornal é gratuito e além de articulistas e da redação, formada por 20 pessoas, recebe colaboração de leitores, apostando na interativa como uma das ferramentas principais. Algo, vale dizer, já em voga no jornalismo contemporâneo e que tem recebido diversas designações, a exemplo de “jornalismo cidadão”, “jornalismo Participativo" Jornalismo público”.
Trata-se de uma inovação, em linhas gerais, como sempre, decorrente de mais uma adaptação de protótipo industrial norte-americano feito à moda brasileira. Nesse sentido, o Brasil247 nasce da experiência do jornal americano Daily, pertencente ao grupo News corporation, e que se configura como o primeiro na modalidade no mundo. A diferença para este, está na gratuidade do conteúdo, algo que, conforme defendem os responsáveis pela versão brasileira, é uma tendência promissora no meio digital.
O fato é que, o novo modelo do jornalismo diário vem sendo visto como uma mina de ouro pelos jornalistas empreendedores. Para Leonardo Attuch, ex-funcionário da Isto É – empresa que deixou para se dedicar a esse empreendimento-, se trata de uma empreitada que tem tudo para dar certo.
Em contrapartida, enquanto isso, no mundo do jornalismo tradicional, o jornal Metro –veículo de circulação gratuita presente em 24 países, celebra a ultrapassagem da milésima edição,desde que chegou ao Brasil, em 2007. Um contra-ponto na discussão bilateral em aberta que, de um lado aborda a sustentabilidade do jornal impresso na era da internet e, de outro, o formato da distribuição gratuita no contexto mercantilista cada vez mais avassalador. Questões que, mesmo em plena era do progresso dos meios digitais no universo jornalístico, ainda permanecem sem respostas conclusivas pelos profissionais e classe empresarial do ramo.
domingo, 13 de março de 2011
A onda de demissão na imprensa
O ano de 2011 vem se demonstrando nada promissor para a classe dos jornalistas profissionais brasileira. A categoria vem sofrendo o que se pode chamar de uma onda devastadora de demissão em massa. Só de janeiro para março já foi registrada a demissão de mais de 100 profissionais da imprensa de diversos veículos do país. Agora por último, foi a vez do Portal da Rede TV! que, segundo notícia veiculada em alguns sites, demitiu, de uma só ‘tacada’ 22 dos 23 jornalistas pertencente à equipe do canal online da emissora.
Algo idêntico ao jornal O Estado de São Paulo que, em fevereiro, anunciou a demissão de 22 profissionais, tanto da versão impressa, como no online. isso sem falar na TV Cultura que em fevereiro, demitiu cerca de 100 profissionais, dentre os quais, diversos jornalistas. Trata-se de algo cada vez mais comum no cenário da chamada grande mídia que, conforme já foi alvo de comentário aqui neste espaço, vem passando por uma grande transformação em seu quadro funcional.
Não obstante, apesar de se tratar de algo sempre lamentável uma vez que não há nada mais terrível para qualquer profissional que o desemprego, o que mais tem chamado a atenção nesses casos tem sido os motivos por trás dessa onda de demissão de jornalistas.
Na maioria dos casos, as demissões tem sido decorrentes da total falta de respeito dos donos dos grupos empresariais midiáticos aos profissionais da imprensa que, como acontece desde sempre, parecem estar cada vez mais longe da tão propagada liberdade de imprensa.
Pelo menos é o que tem sido posto pelos sites oficiais dos sindicatos profissionais e entidades representativas da categoria, segundo os quais, grande parte dos jornalistas tem sido demitida por reivindicar melhores condições de trabalho e, o pior, por trazerem á tona, por meio de matérias, certas verdades inconvenientes à classe patrocinadora dos veículos de comunicação.
Basta citar como exemplo dois dos casos mais recentes noticiados. Um deles assegura que a direção do Portal da Rede TV! preferiu tirar do seu quadro de funcionários as pessoas que questionaram o modo de trabalho da gerência do RedeTV.com.br. Conforme notícia publicada pelo site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJ-SP), e confirmada por fontes que estavam trabalhando no site da emissora, a demissão do grupo formado por 22 jornalistas aconteceu em decorrência de uma carta que a equipe enviou para a direção da empresa, expondo problemas de gestão
O outro caso, pra lá de lastimável, teve como protagonista o repórter de política Aguirre Peixoto, jornalista da sucursal do Estado de São Paulo. Segundo informações, sua demissão teria ocorrido por pressão de um poderoso grupo do mercado imobiliário de Salvador, após uma série de reportagens que teria desagradado a empresários da construção civil, tradicionalmente um setor crucial entre os maiores anunciantes do jornal baiano.
Aqui na Paraíba, a situação não é muito diferente. Ventila-se no meio jornalístico e até mesmo fora dele que essa tem sido uma postura freqüente adotada por determinadas diretorias de sistemas de comunicação, os quais recebem, vez por outra, lista com pedido do corte da ‘cabeça’ de repórteres e apresentadores, os quais parecem desrespeitar uma máxima do mundo capitalista:'manda quem pode, obedece quem tem juízo...'.
Algo que só empobrece cada vez mais o jornalismo, campo esse que já sofre demasiadamente com as mudanças tecnológicas e socioculturais emergentes na sociedade contemporânea.
Algo idêntico ao jornal O Estado de São Paulo que, em fevereiro, anunciou a demissão de 22 profissionais, tanto da versão impressa, como no online. isso sem falar na TV Cultura que em fevereiro, demitiu cerca de 100 profissionais, dentre os quais, diversos jornalistas. Trata-se de algo cada vez mais comum no cenário da chamada grande mídia que, conforme já foi alvo de comentário aqui neste espaço, vem passando por uma grande transformação em seu quadro funcional.
Não obstante, apesar de se tratar de algo sempre lamentável uma vez que não há nada mais terrível para qualquer profissional que o desemprego, o que mais tem chamado a atenção nesses casos tem sido os motivos por trás dessa onda de demissão de jornalistas.
Na maioria dos casos, as demissões tem sido decorrentes da total falta de respeito dos donos dos grupos empresariais midiáticos aos profissionais da imprensa que, como acontece desde sempre, parecem estar cada vez mais longe da tão propagada liberdade de imprensa.
Pelo menos é o que tem sido posto pelos sites oficiais dos sindicatos profissionais e entidades representativas da categoria, segundo os quais, grande parte dos jornalistas tem sido demitida por reivindicar melhores condições de trabalho e, o pior, por trazerem á tona, por meio de matérias, certas verdades inconvenientes à classe patrocinadora dos veículos de comunicação.
Basta citar como exemplo dois dos casos mais recentes noticiados. Um deles assegura que a direção do Portal da Rede TV! preferiu tirar do seu quadro de funcionários as pessoas que questionaram o modo de trabalho da gerência do RedeTV.com.br. Conforme notícia publicada pelo site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJ-SP), e confirmada por fontes que estavam trabalhando no site da emissora, a demissão do grupo formado por 22 jornalistas aconteceu em decorrência de uma carta que a equipe enviou para a direção da empresa, expondo problemas de gestão
O outro caso, pra lá de lastimável, teve como protagonista o repórter de política Aguirre Peixoto, jornalista da sucursal do Estado de São Paulo. Segundo informações, sua demissão teria ocorrido por pressão de um poderoso grupo do mercado imobiliário de Salvador, após uma série de reportagens que teria desagradado a empresários da construção civil, tradicionalmente um setor crucial entre os maiores anunciantes do jornal baiano.
Aqui na Paraíba, a situação não é muito diferente. Ventila-se no meio jornalístico e até mesmo fora dele que essa tem sido uma postura freqüente adotada por determinadas diretorias de sistemas de comunicação, os quais recebem, vez por outra, lista com pedido do corte da ‘cabeça’ de repórteres e apresentadores, os quais parecem desrespeitar uma máxima do mundo capitalista:'manda quem pode, obedece quem tem juízo...'.
Algo que só empobrece cada vez mais o jornalismo, campo esse que já sofre demasiadamente com as mudanças tecnológicas e socioculturais emergentes na sociedade contemporânea.
segunda-feira, 7 de março de 2011
O crescimento das midias alternativas
Cresce a cada dia, o número de notícias e artigos dando conta do crescimento das midias alternativas no mundo das comunicações. Em geral, as informações ressaltam a supremacia que as redes sociais vem obtendo em comparação à mídia tradicional que, conforme asseguram diversas pesquisas, vem perdendo terreno no cada vez mais plural e expansivo mundo cibernético.
Um dos últimos profissionais respeitavéis ao enfatizar essa realidade foi o jornalista CArlos CAstilho que, em artigo publicado recentemente no portal do Observatório da Imprensa, afirma que "Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários"
Como se sabe, se trata de uma tendência que vem sendo observada nos quatro cantos do mundo e, em especial nos paises desenvolvidos onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais.
Apesar de, aqui no Brasil não termos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
Ainda de acordo com o artigo do colega jornalista, uma pesquisa realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs com 19%, as mensagens por telefone celular, com 12%, e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional
Trata-se de um diagnóstico fiel de um cenário em plena mudanças no qual cada vez mais se questiona o papel dos meios de comunicação de massa bem como dos profissionais que atuam nesse e, em especial, dos profissionais da informação, cujos debates em torno, estão sendo fomentado torrencialmente a cada dia.
Um dos últimos profissionais respeitavéis ao enfatizar essa realidade foi o jornalista CArlos CAstilho que, em artigo publicado recentemente no portal do Observatório da Imprensa, afirma que "Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários"
Como se sabe, se trata de uma tendência que vem sendo observada nos quatro cantos do mundo e, em especial nos paises desenvolvidos onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais.
Apesar de, aqui no Brasil não termos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
Ainda de acordo com o artigo do colega jornalista, uma pesquisa realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs com 19%, as mensagens por telefone celular, com 12%, e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional
Trata-se de um diagnóstico fiel de um cenário em plena mudanças no qual cada vez mais se questiona o papel dos meios de comunicação de massa bem como dos profissionais que atuam nesse e, em especial, dos profissionais da informação, cujos debates em torno, estão sendo fomentado torrencialmente a cada dia.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O olhar feminino sobre as midias sociais
De acordo com resultado de pesquisa divulgado recentemente, as mulheres tem adotado uma postura mais crítica no que diz respeito às mídias sociais. Segundo a pesquisa, que veio a público através da agencia eCMetrics, o público feminino internauta, na faixa dos 18 a 24 anos, é quem mais critica, comenta e produz conteúdo nas mídias sociais.
Em contrapartida, notícia veiculada no portal do www.comuniquese.com.br dá conta de que o UOL, maior portal de notícias do Brasil, demitiu duas diretoras, Mara Gama e Tereza Rangel, as duas já foram ombudsman do veículo.
Mara, diretora de Qualidade, e Tereza, diretora de Planejamento de Conteúdo, teriam sido demitidas na segunda-feira (21/2). Apesar de uma delas negar a notícia, o fato é que as demissões nas redações jornalísticas em geral tem sido uma prática cada vez mais comum da política dos meios de comunicação em todo o mundo.
Trata-se do chamado ‘enxugamento’ do corpo funcional em detrimento da queda de qualidade informacional que os consumidores tem tido. Outro exemplo recente dessa realidade que atinge centenas de jornalistas em todo o país, ocorreu com o Estado de São Paulo que demitiu só esse ano, cerca de 30 profissionais de seu quadro funcional.
Não é a toa que cresce, numa escala ascendente o número de profissionais da comunicação a investir nas chamadas mídias sociais. Realidade essa que, conforme a pesquisa acima citada, as mulheres prometem sair na frente. E, nesse sentido, a sensibilidade feminina tem sido, certamente, a sensível diferença.
Em contrapartida, notícia veiculada no portal do www.comuniquese.com.br dá conta de que o UOL, maior portal de notícias do Brasil, demitiu duas diretoras, Mara Gama e Tereza Rangel, as duas já foram ombudsman do veículo.
Mara, diretora de Qualidade, e Tereza, diretora de Planejamento de Conteúdo, teriam sido demitidas na segunda-feira (21/2). Apesar de uma delas negar a notícia, o fato é que as demissões nas redações jornalísticas em geral tem sido uma prática cada vez mais comum da política dos meios de comunicação em todo o mundo.
Trata-se do chamado ‘enxugamento’ do corpo funcional em detrimento da queda de qualidade informacional que os consumidores tem tido. Outro exemplo recente dessa realidade que atinge centenas de jornalistas em todo o país, ocorreu com o Estado de São Paulo que demitiu só esse ano, cerca de 30 profissionais de seu quadro funcional.
Não é a toa que cresce, numa escala ascendente o número de profissionais da comunicação a investir nas chamadas mídias sociais. Realidade essa que, conforme a pesquisa acima citada, as mulheres prometem sair na frente. E, nesse sentido, a sensibilidade feminina tem sido, certamente, a sensível diferença.
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