O Brasil ganhou neste mês, o primeiro jornal produzido exclusivamente para iPad, tecnologia digital de mercado de tablets que vem sendo vista pela classe empresarial do jornalismo impresso, como o futuro dos jornais e ‘salvação’ das empresas do ramo em torno do dilema que persiste na era da internet e que não quer calar: “qual o destino dos jornais diários?”.
Intitulado de Brasil247, o mais novo veículo jornalístico digital é fruto da Editora 247, tendo a frente os jornalistas Leonardo Attuch e Joaquim Castanheira. O jornal é gratuito e além de articulistas e da redação, formada por 20 pessoas, recebe colaboração de leitores, apostando na interativa como uma das ferramentas principais. Algo, vale dizer, já em voga no jornalismo contemporâneo e que tem recebido diversas designações, a exemplo de “jornalismo cidadão”, “jornalismo Participativo" Jornalismo público”.
Trata-se de uma inovação, em linhas gerais, como sempre, decorrente de mais uma adaptação de protótipo industrial norte-americano feito à moda brasileira. Nesse sentido, o Brasil247 nasce da experiência do jornal americano Daily, pertencente ao grupo News corporation, e que se configura como o primeiro na modalidade no mundo. A diferença para este, está na gratuidade do conteúdo, algo que, conforme defendem os responsáveis pela versão brasileira, é uma tendência promissora no meio digital.
O fato é que, o novo modelo do jornalismo diário vem sendo visto como uma mina de ouro pelos jornalistas empreendedores. Para Leonardo Attuch, ex-funcionário da Isto É – empresa que deixou para se dedicar a esse empreendimento-, se trata de uma empreitada que tem tudo para dar certo.
Em contrapartida, enquanto isso, no mundo do jornalismo tradicional, o jornal Metro –veículo de circulação gratuita presente em 24 países, celebra a ultrapassagem da milésima edição,desde que chegou ao Brasil, em 2007. Um contra-ponto na discussão bilateral em aberta que, de um lado aborda a sustentabilidade do jornal impresso na era da internet e, de outro, o formato da distribuição gratuita no contexto mercantilista cada vez mais avassalador. Questões que, mesmo em plena era do progresso dos meios digitais no universo jornalístico, ainda permanecem sem respostas conclusivas pelos profissionais e classe empresarial do ramo.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
terça-feira, 15 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
A onda de demissão na imprensa
O ano de 2011 vem se demonstrando nada promissor para a classe dos jornalistas profissionais brasileira. A categoria vem sofrendo o que se pode chamar de uma onda devastadora de demissão em massa. Só de janeiro para março já foi registrada a demissão de mais de 100 profissionais da imprensa de diversos veículos do país. Agora por último, foi a vez do Portal da Rede TV! que, segundo notícia veiculada em alguns sites, demitiu, de uma só ‘tacada’ 22 dos 23 jornalistas pertencente à equipe do canal online da emissora.
Algo idêntico ao jornal O Estado de São Paulo que, em fevereiro, anunciou a demissão de 22 profissionais, tanto da versão impressa, como no online. isso sem falar na TV Cultura que em fevereiro, demitiu cerca de 100 profissionais, dentre os quais, diversos jornalistas. Trata-se de algo cada vez mais comum no cenário da chamada grande mídia que, conforme já foi alvo de comentário aqui neste espaço, vem passando por uma grande transformação em seu quadro funcional.
Não obstante, apesar de se tratar de algo sempre lamentável uma vez que não há nada mais terrível para qualquer profissional que o desemprego, o que mais tem chamado a atenção nesses casos tem sido os motivos por trás dessa onda de demissão de jornalistas.
Na maioria dos casos, as demissões tem sido decorrentes da total falta de respeito dos donos dos grupos empresariais midiáticos aos profissionais da imprensa que, como acontece desde sempre, parecem estar cada vez mais longe da tão propagada liberdade de imprensa.
Pelo menos é o que tem sido posto pelos sites oficiais dos sindicatos profissionais e entidades representativas da categoria, segundo os quais, grande parte dos jornalistas tem sido demitida por reivindicar melhores condições de trabalho e, o pior, por trazerem á tona, por meio de matérias, certas verdades inconvenientes à classe patrocinadora dos veículos de comunicação.
Basta citar como exemplo dois dos casos mais recentes noticiados. Um deles assegura que a direção do Portal da Rede TV! preferiu tirar do seu quadro de funcionários as pessoas que questionaram o modo de trabalho da gerência do RedeTV.com.br. Conforme notícia publicada pelo site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJ-SP), e confirmada por fontes que estavam trabalhando no site da emissora, a demissão do grupo formado por 22 jornalistas aconteceu em decorrência de uma carta que a equipe enviou para a direção da empresa, expondo problemas de gestão
O outro caso, pra lá de lastimável, teve como protagonista o repórter de política Aguirre Peixoto, jornalista da sucursal do Estado de São Paulo. Segundo informações, sua demissão teria ocorrido por pressão de um poderoso grupo do mercado imobiliário de Salvador, após uma série de reportagens que teria desagradado a empresários da construção civil, tradicionalmente um setor crucial entre os maiores anunciantes do jornal baiano.
Aqui na Paraíba, a situação não é muito diferente. Ventila-se no meio jornalístico e até mesmo fora dele que essa tem sido uma postura freqüente adotada por determinadas diretorias de sistemas de comunicação, os quais recebem, vez por outra, lista com pedido do corte da ‘cabeça’ de repórteres e apresentadores, os quais parecem desrespeitar uma máxima do mundo capitalista:'manda quem pode, obedece quem tem juízo...'.
Algo que só empobrece cada vez mais o jornalismo, campo esse que já sofre demasiadamente com as mudanças tecnológicas e socioculturais emergentes na sociedade contemporânea.
Algo idêntico ao jornal O Estado de São Paulo que, em fevereiro, anunciou a demissão de 22 profissionais, tanto da versão impressa, como no online. isso sem falar na TV Cultura que em fevereiro, demitiu cerca de 100 profissionais, dentre os quais, diversos jornalistas. Trata-se de algo cada vez mais comum no cenário da chamada grande mídia que, conforme já foi alvo de comentário aqui neste espaço, vem passando por uma grande transformação em seu quadro funcional.
Não obstante, apesar de se tratar de algo sempre lamentável uma vez que não há nada mais terrível para qualquer profissional que o desemprego, o que mais tem chamado a atenção nesses casos tem sido os motivos por trás dessa onda de demissão de jornalistas.
Na maioria dos casos, as demissões tem sido decorrentes da total falta de respeito dos donos dos grupos empresariais midiáticos aos profissionais da imprensa que, como acontece desde sempre, parecem estar cada vez mais longe da tão propagada liberdade de imprensa.
Pelo menos é o que tem sido posto pelos sites oficiais dos sindicatos profissionais e entidades representativas da categoria, segundo os quais, grande parte dos jornalistas tem sido demitida por reivindicar melhores condições de trabalho e, o pior, por trazerem á tona, por meio de matérias, certas verdades inconvenientes à classe patrocinadora dos veículos de comunicação.
Basta citar como exemplo dois dos casos mais recentes noticiados. Um deles assegura que a direção do Portal da Rede TV! preferiu tirar do seu quadro de funcionários as pessoas que questionaram o modo de trabalho da gerência do RedeTV.com.br. Conforme notícia publicada pelo site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJ-SP), e confirmada por fontes que estavam trabalhando no site da emissora, a demissão do grupo formado por 22 jornalistas aconteceu em decorrência de uma carta que a equipe enviou para a direção da empresa, expondo problemas de gestão
O outro caso, pra lá de lastimável, teve como protagonista o repórter de política Aguirre Peixoto, jornalista da sucursal do Estado de São Paulo. Segundo informações, sua demissão teria ocorrido por pressão de um poderoso grupo do mercado imobiliário de Salvador, após uma série de reportagens que teria desagradado a empresários da construção civil, tradicionalmente um setor crucial entre os maiores anunciantes do jornal baiano.
Aqui na Paraíba, a situação não é muito diferente. Ventila-se no meio jornalístico e até mesmo fora dele que essa tem sido uma postura freqüente adotada por determinadas diretorias de sistemas de comunicação, os quais recebem, vez por outra, lista com pedido do corte da ‘cabeça’ de repórteres e apresentadores, os quais parecem desrespeitar uma máxima do mundo capitalista:'manda quem pode, obedece quem tem juízo...'.
Algo que só empobrece cada vez mais o jornalismo, campo esse que já sofre demasiadamente com as mudanças tecnológicas e socioculturais emergentes na sociedade contemporânea.
segunda-feira, 7 de março de 2011
O crescimento das midias alternativas
Cresce a cada dia, o número de notícias e artigos dando conta do crescimento das midias alternativas no mundo das comunicações. Em geral, as informações ressaltam a supremacia que as redes sociais vem obtendo em comparação à mídia tradicional que, conforme asseguram diversas pesquisas, vem perdendo terreno no cada vez mais plural e expansivo mundo cibernético.
Um dos últimos profissionais respeitavéis ao enfatizar essa realidade foi o jornalista CArlos CAstilho que, em artigo publicado recentemente no portal do Observatório da Imprensa, afirma que "Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários"
Como se sabe, se trata de uma tendência que vem sendo observada nos quatro cantos do mundo e, em especial nos paises desenvolvidos onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais.
Apesar de, aqui no Brasil não termos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
Ainda de acordo com o artigo do colega jornalista, uma pesquisa realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs com 19%, as mensagens por telefone celular, com 12%, e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional
Trata-se de um diagnóstico fiel de um cenário em plena mudanças no qual cada vez mais se questiona o papel dos meios de comunicação de massa bem como dos profissionais que atuam nesse e, em especial, dos profissionais da informação, cujos debates em torno, estão sendo fomentado torrencialmente a cada dia.
Um dos últimos profissionais respeitavéis ao enfatizar essa realidade foi o jornalista CArlos CAstilho que, em artigo publicado recentemente no portal do Observatório da Imprensa, afirma que "Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários"
Como se sabe, se trata de uma tendência que vem sendo observada nos quatro cantos do mundo e, em especial nos paises desenvolvidos onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais.
Apesar de, aqui no Brasil não termos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
Ainda de acordo com o artigo do colega jornalista, uma pesquisa realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs com 19%, as mensagens por telefone celular, com 12%, e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional
Trata-se de um diagnóstico fiel de um cenário em plena mudanças no qual cada vez mais se questiona o papel dos meios de comunicação de massa bem como dos profissionais que atuam nesse e, em especial, dos profissionais da informação, cujos debates em torno, estão sendo fomentado torrencialmente a cada dia.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O olhar feminino sobre as midias sociais
De acordo com resultado de pesquisa divulgado recentemente, as mulheres tem adotado uma postura mais crítica no que diz respeito às mídias sociais. Segundo a pesquisa, que veio a público através da agencia eCMetrics, o público feminino internauta, na faixa dos 18 a 24 anos, é quem mais critica, comenta e produz conteúdo nas mídias sociais.
Em contrapartida, notícia veiculada no portal do www.comuniquese.com.br dá conta de que o UOL, maior portal de notícias do Brasil, demitiu duas diretoras, Mara Gama e Tereza Rangel, as duas já foram ombudsman do veículo.
Mara, diretora de Qualidade, e Tereza, diretora de Planejamento de Conteúdo, teriam sido demitidas na segunda-feira (21/2). Apesar de uma delas negar a notícia, o fato é que as demissões nas redações jornalísticas em geral tem sido uma prática cada vez mais comum da política dos meios de comunicação em todo o mundo.
Trata-se do chamado ‘enxugamento’ do corpo funcional em detrimento da queda de qualidade informacional que os consumidores tem tido. Outro exemplo recente dessa realidade que atinge centenas de jornalistas em todo o país, ocorreu com o Estado de São Paulo que demitiu só esse ano, cerca de 30 profissionais de seu quadro funcional.
Não é a toa que cresce, numa escala ascendente o número de profissionais da comunicação a investir nas chamadas mídias sociais. Realidade essa que, conforme a pesquisa acima citada, as mulheres prometem sair na frente. E, nesse sentido, a sensibilidade feminina tem sido, certamente, a sensível diferença.
Em contrapartida, notícia veiculada no portal do www.comuniquese.com.br dá conta de que o UOL, maior portal de notícias do Brasil, demitiu duas diretoras, Mara Gama e Tereza Rangel, as duas já foram ombudsman do veículo.
Mara, diretora de Qualidade, e Tereza, diretora de Planejamento de Conteúdo, teriam sido demitidas na segunda-feira (21/2). Apesar de uma delas negar a notícia, o fato é que as demissões nas redações jornalísticas em geral tem sido uma prática cada vez mais comum da política dos meios de comunicação em todo o mundo.
Trata-se do chamado ‘enxugamento’ do corpo funcional em detrimento da queda de qualidade informacional que os consumidores tem tido. Outro exemplo recente dessa realidade que atinge centenas de jornalistas em todo o país, ocorreu com o Estado de São Paulo que demitiu só esse ano, cerca de 30 profissionais de seu quadro funcional.
Não é a toa que cresce, numa escala ascendente o número de profissionais da comunicação a investir nas chamadas mídias sociais. Realidade essa que, conforme a pesquisa acima citada, as mulheres prometem sair na frente. E, nesse sentido, a sensibilidade feminina tem sido, certamente, a sensível diferença.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O filtro necessário para o uso da net
Canal inesgotável de transmissão e socialização de informações de todo o tipo, a internet se revela um meio de comunicação fabuloso, mas também que requer uma alta dose de cautela por parte dos usuários que desta se valem para a troca de mensagens entre si. O cuidado maior, neste sentido, se verifica no dinâmico e contínuo processo de encaminhamento de conteúdo via caixa de e-mails.
Do contrário, como se tem constatado em grande incidência, o internauta termina caindo no pecado de acreditar e, pior que isso, repassar a diante, determinadas mensagens cujas autorias atribuídas são pra lá de duvidosas.
O exemplo mais recente tem sido um texto de crítica ao BBB 11 cuja autoria tem sido dada a Luis Fernando Veríssimo, um dos nomes prediletos dos ‘piratas’ de conteúdo literário. Intitulado de “ A vergonha”, o texto que tece uma crítica ao reality show mais popular do Brasil, tem enganado até mesmo jornalistas e blogueiros renomados de veículos de comunicação de renome nacional.
Trata-se de mais um alerta da necessidade do filtro da leitura crítica que todo usuário deve adotar no dia a dia ao receber mensagens de natureza similar. Coisa que pode ser facilmente evitado caso o internauta seja um leitor proeminente e que se vale de outras fontes mais confiáveis, sobretudo, o bom e velho livro, como canal de acesso ao conhecimento. Esse tesouro explorado excessivamente e, por vezes, de maneira vulgar no mundo dominado pelas chamadas novas mídias.
Do contrário, passaremos de uma nação de sujeitos desinformados terceiro mundista para uma nação de leitores cibernéticos mal informados e alienados. Nação essa que, Vale salientar, acaba de ser eleita centro de pesquisas global comScore como 0 8º país com maior número de pessoas conectadas aos serviços em rede, superando o Reino Unido. Uma clara demonstração de que, acessibilidade não implica necessariamente em avanço qualitativo. em solo brasileiro.
Do contrário, como se tem constatado em grande incidência, o internauta termina caindo no pecado de acreditar e, pior que isso, repassar a diante, determinadas mensagens cujas autorias atribuídas são pra lá de duvidosas.
O exemplo mais recente tem sido um texto de crítica ao BBB 11 cuja autoria tem sido dada a Luis Fernando Veríssimo, um dos nomes prediletos dos ‘piratas’ de conteúdo literário. Intitulado de “ A vergonha”, o texto que tece uma crítica ao reality show mais popular do Brasil, tem enganado até mesmo jornalistas e blogueiros renomados de veículos de comunicação de renome nacional.
Trata-se de mais um alerta da necessidade do filtro da leitura crítica que todo usuário deve adotar no dia a dia ao receber mensagens de natureza similar. Coisa que pode ser facilmente evitado caso o internauta seja um leitor proeminente e que se vale de outras fontes mais confiáveis, sobretudo, o bom e velho livro, como canal de acesso ao conhecimento. Esse tesouro explorado excessivamente e, por vezes, de maneira vulgar no mundo dominado pelas chamadas novas mídias.
Do contrário, passaremos de uma nação de sujeitos desinformados terceiro mundista para uma nação de leitores cibernéticos mal informados e alienados. Nação essa que, Vale salientar, acaba de ser eleita centro de pesquisas global comScore como 0 8º país com maior número de pessoas conectadas aos serviços em rede, superando o Reino Unido. Uma clara demonstração de que, acessibilidade não implica necessariamente em avanço qualitativo. em solo brasileiro.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
o fenômeno ameaçador da blogosfera
Uma matéria publicada recentemente no site http://www.comuniquese.com.br dá conta de que os blogs jornalísticos e de opinião já acompanham e até superam, em número de seguidores no Twitter, a popularidade dos 10 maiores jornais brasileiros. Entre os blogueiros representantes desse fenômeno no mundo cibernético estão o apresentador do CQC, Marcelo Tas, a economista Miriam Leitão e os jornalistas Rosana Hermam e Ricardo Nobalt, do Portal R7 e O Globo, respectivamente.
Para se ter idéia do nível de preferência dos leitores pelos blogueiros dentro da versão online de algus dos maiores jornais ainda em circulação, só o apresentador do "CQC" supera em número de seguidores os dez veículos, já blogueiros do R7 e o Globo têm mais seguidores que nove dos maiores periódicos do Brasil.
Trata-se de um fenômeno que não é mais novidade para nenhum internauta atento e que tem como foco central, o fortalecimento crescente das redes sociais no espaço antes dominado pelas indústria jornalística por meio das midias tradicionais.
O fenômeno em questão evidencia de maneira incontestável a valoração do chamado Jornalismo Opinativo na contemporaneidade em que, muito mais que notícias, os leitores estão a busca de compreensão dos fatos e não mais o simples e puro relato dos acontecimentos.
Neste sentido, a blogosfera continua dando claros sinais de uma formidável e revolucionária transformação que se encontra em pleno andamento no mundo contemporâneo em que as novas mídias estão cada vez mais reconfigurando o espaço até pouco tempo dominado pela midia tradicional.
Não é a toa que cresce, a cada ano, o número de internautas, jornalistas ou não, que vem investindo na blogosfera e tendo retornos pra lá de animadores, algo que, vale dizer, vem soando como um 'senhor' alerta para os grupos oligárquicos midiáticos que, sem perda de tempo, tratam logo de contratar os novos colunistas, agregando o nomes desses aos dos veículos tradicionais. Em tem
Para se ter idéia do nível de preferência dos leitores pelos blogueiros dentro da versão online de algus dos maiores jornais ainda em circulação, só o apresentador do "CQC" supera em número de seguidores os dez veículos, já blogueiros do R7 e o Globo têm mais seguidores que nove dos maiores periódicos do Brasil.
Trata-se de um fenômeno que não é mais novidade para nenhum internauta atento e que tem como foco central, o fortalecimento crescente das redes sociais no espaço antes dominado pelas indústria jornalística por meio das midias tradicionais.
O fenômeno em questão evidencia de maneira incontestável a valoração do chamado Jornalismo Opinativo na contemporaneidade em que, muito mais que notícias, os leitores estão a busca de compreensão dos fatos e não mais o simples e puro relato dos acontecimentos.
Neste sentido, a blogosfera continua dando claros sinais de uma formidável e revolucionária transformação que se encontra em pleno andamento no mundo contemporâneo em que as novas mídias estão cada vez mais reconfigurando o espaço até pouco tempo dominado pela midia tradicional.
Não é a toa que cresce, a cada ano, o número de internautas, jornalistas ou não, que vem investindo na blogosfera e tendo retornos pra lá de animadores, algo que, vale dizer, vem soando como um 'senhor' alerta para os grupos oligárquicos midiáticos que, sem perda de tempo, tratam logo de contratar os novos colunistas, agregando o nomes desses aos dos veículos tradicionais. Em tem
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A internet: da democracia à ditadura
Mais que qualquer outro meio de comunicação já inventado pelo homem, a internet vem se revelando um instrumento tecnológico de alcance global utilizado intensivamente pelas pessoas no mundo inteiro. E assim também como os demais veículos comunicacionais, e até bem mais que esses, a rede mundial de computadores é em si, uma ferramenta neutra, cujos efeitos bons ou maus são de caráter eminentemente humano.
Cientes dessa verdade e munidos de ‘segundos interesses’, políticos ditatoriais tem se valido da internet de forma estratégica para alcançarem os seus propósitos políticos e ideológicos, e assim, reforçarem aquilo que tem de pior. É assim que, por exemplo, na China, milhares de comentaristas são treinados e pagos pelo governo para postarem comentários a seu favor e afastarem as críticas online feitas ao Partido Comunista . Representantes do deominado "Partido dos 50 Centavos", tais internautas se dedicam ao uso do ciberespaço para assim, fortalecerem a tirania que se propaga na velha civilização.
Na Venezuela, como muito bem lembrou em artigo publicado recentemente no New York Time e reproduzido pela Folha de São Paulo, o jornalista Scott Shane, o presidente Hugo Chávez, após inicialmente denunciar comentários hostis no Twitter como "terrorismo", criou sua própria conta no Twitter – uma mistura divertida de política e autopromoção que tem hoje 1,2 milhão de seguidores.
E na Rússia, observou Morozov, o primeiro-ministro Vladimir Putin conseguiu cooptar vários empreendedores destacados em novas mídias, entre os quais Konstantin Rikov, cujos muitos sites agora se inclinam fortemente em seu favor e cujo documentário anti-Geórgia tornou-se viral na internet.
Trata-se de uma tendência e estratégia de comunicação política que vem ganhando força em todo o mundo, uma clara demonstração de que, assim como se revela um excelente instrumento em prol da democracia, a internet também pode ser um ‘senhor’ aliado da ditadura e da tirania de governos absolutistas.
Algo discutido no livro, The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom ("A ilusão da internet: o lado escuro da liberdade na internet", em tradução livre), de um jovem pesquisador americano de origem bielo-russa, Evgeny Morozov, no qual ele descreve exemplos e mais exemplos de ditadores que encontraram modos de usar a nova mídia em seu proveito.
Enfim, como se pode observar, nos vemos diante de mais uma demonstração de como o mal ou o bem não se concretiza na matéria em si, e sim, nas mãos que guiam e dão vida a essa. Assim tem sido com a internet e será com todas as invenções humanas...
Cientes dessa verdade e munidos de ‘segundos interesses’, políticos ditatoriais tem se valido da internet de forma estratégica para alcançarem os seus propósitos políticos e ideológicos, e assim, reforçarem aquilo que tem de pior. É assim que, por exemplo, na China, milhares de comentaristas são treinados e pagos pelo governo para postarem comentários a seu favor e afastarem as críticas online feitas ao Partido Comunista . Representantes do deominado "Partido dos 50 Centavos", tais internautas se dedicam ao uso do ciberespaço para assim, fortalecerem a tirania que se propaga na velha civilização.
Na Venezuela, como muito bem lembrou em artigo publicado recentemente no New York Time e reproduzido pela Folha de São Paulo, o jornalista Scott Shane, o presidente Hugo Chávez, após inicialmente denunciar comentários hostis no Twitter como "terrorismo", criou sua própria conta no Twitter – uma mistura divertida de política e autopromoção que tem hoje 1,2 milhão de seguidores.
E na Rússia, observou Morozov, o primeiro-ministro Vladimir Putin conseguiu cooptar vários empreendedores destacados em novas mídias, entre os quais Konstantin Rikov, cujos muitos sites agora se inclinam fortemente em seu favor e cujo documentário anti-Geórgia tornou-se viral na internet.
Trata-se de uma tendência e estratégia de comunicação política que vem ganhando força em todo o mundo, uma clara demonstração de que, assim como se revela um excelente instrumento em prol da democracia, a internet também pode ser um ‘senhor’ aliado da ditadura e da tirania de governos absolutistas.
Algo discutido no livro, The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom ("A ilusão da internet: o lado escuro da liberdade na internet", em tradução livre), de um jovem pesquisador americano de origem bielo-russa, Evgeny Morozov, no qual ele descreve exemplos e mais exemplos de ditadores que encontraram modos de usar a nova mídia em seu proveito.
Enfim, como se pode observar, nos vemos diante de mais uma demonstração de como o mal ou o bem não se concretiza na matéria em si, e sim, nas mãos que guiam e dão vida a essa. Assim tem sido com a internet e será com todas as invenções humanas...
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