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segunda-feira, 7 de março de 2011

O crescimento das midias alternativas

Cresce a cada dia, o número de notícias e artigos dando conta do crescimento das midias alternativas no mundo das comunicações. Em geral, as informações ressaltam a supremacia que as redes sociais vem obtendo em comparação à mídia tradicional que, conforme asseguram diversas pesquisas, vem perdendo terreno no cada vez mais plural e expansivo mundo cibernético.

Um dos últimos profissionais respeitavéis ao enfatizar essa realidade foi o jornalista CArlos CAstilho que, em artigo publicado recentemente no portal do Observatório da Imprensa, afirma que "Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários"

Como se sabe, se trata de uma tendência que vem sendo observada nos quatro cantos do mundo e, em especial nos paises desenvolvidos onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais.

Apesar de, aqui no Brasil não termos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.

Ainda de acordo com o artigo do colega jornalista, uma pesquisa realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs com 19%, as mensagens por telefone celular, com 12%, e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional

Trata-se de um diagnóstico fiel de um cenário em plena mudanças no qual cada vez mais se questiona o papel dos meios de comunicação de massa bem como dos profissionais que atuam nesse e, em especial, dos profissionais da informação, cujos debates em torno, estão sendo fomentado torrencialmente a cada dia.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O olhar feminino sobre as midias sociais

De acordo com resultado de pesquisa divulgado recentemente, as mulheres tem adotado uma postura mais crítica no que diz respeito às mídias sociais. Segundo a pesquisa, que veio a público através da agencia eCMetrics, o público feminino internauta, na faixa dos 18 a 24 anos, é quem mais critica, comenta e produz conteúdo nas mídias sociais.

Em contrapartida, notícia veiculada no portal do www.comuniquese.com.br dá conta de que o UOL, maior portal de notícias do Brasil, demitiu duas diretoras, Mara Gama e Tereza Rangel, as duas já foram ombudsman do veículo.

Mara, diretora de Qualidade, e Tereza, diretora de Planejamento de Conteúdo, teriam sido demitidas na segunda-feira (21/2). Apesar de uma delas negar a notícia, o fato é que as demissões nas redações jornalísticas em geral tem sido uma prática cada vez mais comum da política dos meios de comunicação em todo o mundo.

Trata-se do chamado ‘enxugamento’ do corpo funcional em detrimento da queda de qualidade informacional que os consumidores tem tido. Outro exemplo recente dessa realidade que atinge centenas de jornalistas em todo o país, ocorreu com o Estado de São Paulo que demitiu só esse ano, cerca de 30 profissionais de seu quadro funcional.

Não é a toa que cresce, numa escala ascendente o número de profissionais da comunicação a investir nas chamadas mídias sociais. Realidade essa que, conforme a pesquisa acima citada, as mulheres prometem sair na frente. E, nesse sentido, a sensibilidade feminina tem sido, certamente, a sensível diferença.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O filtro necessário para o uso da net

Canal inesgotável de transmissão e socialização de informações de todo o tipo, a internet se revela um meio de comunicação fabuloso, mas também que requer uma alta dose de cautela por parte dos usuários que desta se valem para a troca de mensagens entre si. O cuidado maior, neste sentido, se verifica no dinâmico e contínuo processo de encaminhamento de conteúdo via caixa de e-mails.

Do contrário, como se tem constatado em grande incidência, o internauta termina caindo no pecado de acreditar e, pior que isso, repassar a diante, determinadas mensagens cujas autorias atribuídas são pra lá de duvidosas.
O exemplo mais recente tem sido um texto de crítica ao BBB 11 cuja autoria tem sido dada a Luis Fernando Veríssimo, um dos nomes prediletos dos ‘piratas’ de conteúdo literário. Intitulado de “ A vergonha”, o texto que tece uma crítica ao reality show mais popular do Brasil, tem enganado até mesmo jornalistas e blogueiros renomados de veículos de comunicação de renome nacional.

Trata-se de mais um alerta da necessidade do filtro da leitura crítica que todo usuário deve adotar no dia a dia ao receber mensagens de natureza similar. Coisa que pode ser facilmente evitado caso o internauta seja um leitor proeminente e que se vale de outras fontes mais confiáveis, sobretudo, o bom e velho livro, como canal de acesso ao conhecimento. Esse tesouro explorado excessivamente e, por vezes, de maneira vulgar no mundo dominado pelas chamadas novas mídias.

Do contrário, passaremos de uma nação de sujeitos desinformados terceiro mundista para uma nação de leitores cibernéticos mal informados e alienados. Nação essa que, Vale salientar, acaba de ser eleita centro de pesquisas global comScore como 0 8º país com maior número de pessoas conectadas aos serviços em rede, superando o Reino Unido. Uma clara demonstração de que, acessibilidade não implica necessariamente em avanço qualitativo. em solo brasileiro.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

o fenômeno ameaçador da blogosfera

Uma matéria publicada recentemente no site http://www.comuniquese.com.br dá conta de que os blogs jornalísticos e de opinião já acompanham e até superam, em número de seguidores no Twitter, a popularidade dos 10 maiores jornais brasileiros. Entre os blogueiros representantes desse fenômeno no mundo cibernético estão o apresentador do CQC, Marcelo Tas, a economista Miriam Leitão e os jornalistas Rosana Hermam e Ricardo Nobalt, do Portal R7 e O Globo, respectivamente.

Para se ter idéia do nível de preferência dos leitores pelos blogueiros dentro da versão online de algus dos maiores jornais ainda em circulação, só o apresentador do "CQC" supera em número de seguidores os dez veículos, já blogueiros do R7 e o Globo têm mais seguidores que nove dos maiores periódicos do Brasil.

Trata-se de um fenômeno que não é mais novidade para nenhum internauta atento e que tem como foco central, o fortalecimento crescente das redes sociais no espaço antes dominado pelas indústria jornalística por meio das midias tradicionais.

O fenômeno em questão evidencia de maneira incontestável a valoração do chamado Jornalismo Opinativo na contemporaneidade em que, muito mais que notícias, os leitores estão a busca de compreensão dos fatos e não mais o simples e puro relato dos acontecimentos.

Neste sentido, a blogosfera continua dando claros sinais de uma formidável e revolucionária transformação que se encontra em pleno andamento no mundo contemporâneo em que as novas mídias estão cada vez mais reconfigurando o espaço até pouco tempo dominado pela midia tradicional.

Não é a toa que cresce, a cada ano, o número de internautas, jornalistas ou não, que vem investindo na blogosfera e tendo retornos pra lá de animadores, algo que, vale dizer, vem soando como um 'senhor' alerta para os grupos oligárquicos midiáticos que, sem perda de tempo, tratam logo de contratar os novos colunistas, agregando o nomes desses aos dos veículos tradicionais. Em tem

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A internet: da democracia à ditadura

Mais que qualquer outro meio de comunicação já inventado pelo homem, a internet vem se revelando um instrumento tecnológico de alcance global utilizado intensivamente pelas pessoas no mundo inteiro. E assim também como os demais veículos comunicacionais, e até bem mais que esses, a rede mundial de computadores é em si, uma ferramenta neutra, cujos efeitos bons ou maus são de caráter eminentemente humano.

Cientes dessa verdade e munidos de ‘segundos interesses’, políticos ditatoriais tem se valido da internet de forma estratégica para alcançarem os seus propósitos políticos e ideológicos, e assim, reforçarem aquilo que tem de pior. É assim que, por exemplo, na China, milhares de comentaristas são treinados e pagos pelo governo para postarem comentários a seu favor e afastarem as críticas online feitas ao Partido Comunista . Representantes do deominado "Partido dos 50 Centavos", tais internautas se dedicam ao uso do ciberespaço para assim, fortalecerem a tirania que se propaga na velha civilização.

Na Venezuela, como muito bem lembrou em artigo publicado recentemente no New York Time e reproduzido pela Folha de São Paulo, o jornalista Scott Shane, o presidente Hugo Chávez, após inicialmente denunciar comentários hostis no Twitter como "terrorismo", criou sua própria conta no Twitter – uma mistura divertida de política e autopromoção que tem hoje 1,2 milhão de seguidores.

E na Rússia, observou Morozov, o primeiro-ministro Vladimir Putin conseguiu cooptar vários empreendedores destacados em novas mídias, entre os quais Konstantin Rikov, cujos muitos sites agora se inclinam fortemente em seu favor e cujo documentário anti-Geórgia tornou-se viral na internet.

Trata-se de uma tendência e estratégia de comunicação política que vem ganhando força em todo o mundo, uma clara demonstração de que, assim como se revela um excelente instrumento em prol da democracia, a internet também pode ser um ‘senhor’ aliado da ditadura e da tirania de governos absolutistas.

Algo discutido no livro, The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom ("A ilusão da internet: o lado escuro da liberdade na internet", em tradução livre), de um jovem pesquisador americano de origem bielo-russa, Evgeny Morozov, no qual ele descreve exemplos e mais exemplos de ditadores que encontraram modos de usar a nova mídia em seu proveito.

Enfim, como se pode observar, nos vemos diante de mais uma demonstração de como o mal ou o bem não se concretiza na matéria em si, e sim, nas mãos que guiam e dão vida a essa. Assim tem sido com a internet e será com todas as invenções humanas...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A saturação informativa da era digital

A avalanche de informação que recai sobre as pessoas no mundo moderno é sem sombra de dúvidas um dos fenômenos mais expressivos do caos vivido pela humanidade na atual fase de transição. Neste sentido, é digno de leitura o artigo publicado recentemente no site do Observatório da Imprensa, de autoria de Carlos Castilho, no qual, o jornalista faz uma brilhante análise acerca da complexidade gerada em torno do acelerado processo de produção e difusão da informação no ciberespaço. Segue abaixo, na íntegra, o artigo.


O cidadão midiático e a era da confusão informativa
Postado por Carlos Castilho em 24/1/2011 às 17:45:22



O norte-americano Dan Gillmor acaba de publicar um livro que está dando o que falar. Depois de funcionar como o grande arauto da revolução informativa no seu livro We, the Media [1], lançado em 2004, Gillmor usa agora um tom bem mais cauteloso ao analisar o que ele chamou de “era da confusão informativa”.

O ex-cronista de tecnologia do jornal San José Mercury News e atual consultor da Fundação Knight para empreendedorismo jornalístico online, reconhece que a avalancha informativa na web ultrapassou todas as previsões e que o público começa a dar sinais de uma preocupante tendência: uma ressaca cognitiva.

As pesquisas consultadas por Gillmor em seu novo livro, intitulado MediaActive [2], mostram que os consumidores de informação começam a demonstrar crescente intolerância diante da enorme quantidade de notícias que circulam na web e na imprensa ao constatar que a maioria delas são meias verdades ou totalmente falsas.

Este é um comportamento que já havia sido previsto por vários autores mencionados aqui nos posts do Código, há algum tempo, como um desdobramento inevitável da avalancha de dados, informações e conhecimentos publicados na web. Os dados são impressionantes. Em 2002, todo o acervo [3] de documentos digitalizados na internet não passava de 5 bilhões de exabytes. Em 2009, este total disparou para 281 bilhões de exabytes [4].

As informações produzidas por indivíduos e publicadas na web sob forma de blogs, tweets, fóruns, chats, redes sociais, bancos de dados, páginas web, noticias etc aumentaram 15 vezes entre 2006 e 2009. Segundo Mark Hurd, presidente da empresa de informática Hewlett Packard, nos próximos quatro anos a quantidade de informações publicadas na web será maior do que tudo o que foi produzido pela humanidade até agora em matéria de conhecimento.

Estatísticas como essas causam impacto, mas as pessoas comuns estão se dando conta muito lentamente do que isso significa no nosso quotidiano. Elas só começam a sentir os efeitos da avalancha informativa quando percebem sua incapacidade de poder contextualizar as notícias diante da diversidade de versões.

Gillmor é um dos muitos estudiosos da informação online que depois de se deslumbrar com as incríveis potencialidades do mundo digital e da internet começa a agora a dar-se conta do potencial de incertezas e desorientação gerado pela democratização cada vez maior na produção de conteúdos noticiosos, tanto no formato escrito como no audiovisual.

Está ocorrendo um fenômeno curioso. Os deslumbrados com a revolução digital tornam-se agora mais céticos e desconfiados enquanto os tecnofóbicos, contrariando as expectativas, tornam-se cada vez mais presentes nos fóruns, comunidades virtuais, twitter e blogs, como mostram as pesquisas sobre participação crescente da terceira idade na internet.

Mas não é só isso. Não dá mais para voltar atrás e não nos resta outra alternativa senão enfrentar os dilemas da era da confusão informativa desenvolvendo os recursos necessários para tornar mais confortável a convivência com a dúvida e com a incerteza.

É o que propõe o exercício da leitura crítica, um recurso informativo que até agora era considerado privilégio dos intelectuais e acadêmicos, mas que começa a ser praticado até mesmo pelos leitores de jornais, revistas ou telespectadores. Sem a leitura crítica fica difícil conviver com o tiroteio informativo presenciado diariamente em nossos jornais, revistas e telejornais.

Quem não se dispuser a desenvolver o seu próprio kit de leitura critica, provavelmente será empurrado para duas opções, ambas igualmente arriscadas: a descrença total, o que equivale a um autismo informativo, e a credibilidade incondicional, similar a um ato de fé cega. Ambas muito próximas do fanatismo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O fim da paz midiática no RJ

O ataque ao Globocop, episódio ocorrido nesta ultima segunda-feira durante a cobertura da equipe de reportagem da TV Globo a uma ocorrência policial num dos morros do Rio de Janeiro, fez cair um pouco da maquiagem em torno da realidade de trégua da marginalidade na cidade maravilhosa, um cenário que vem sendo produzido pelo governo e publicizado pela mídia.

Essa mesma mídia que foi alvo de um recado pra lá de contudente por parte daqueles que, longe da pseuda paz que querem nos fazer acreditar reinar no Rio, continuam controlando o tráfico nos morros e dando as ordens, longe dos holofotes midiáticos. Uma realidade que, para todo carioca da gema, ao contrário do que é desenhado pela imprensa em pacto com o governo, está longe de mudar.

O episódio acima ressaltado é apenas um dos primeiros sinais de que o espetáculo midiático da paz na cidade maravilhosa está com os dias contados, numa clara demonstração de que não há mentira que perdure para sempre nem faz de conta que resista à dureza da realidade que apenas se esconde por trás das cortinas esperando o momento certo para se manifestar...

Enfim, mais uma clara demonstração de que a vida continua como sempre, do lado de fora do PROJAC e longe do Jardim Botânico. Parafraseando a letra de uma das célebres canções do Rappa, a alma continua armada e apontada para a cara do 'sossego' revelando uma paz que ninguem almeja. O sossego produzido pelas imagens de TV sob a tutela da publicidade governamental.