Sejam Bem Vindo (a)!

Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL DE FÉ!

A você caro (a) amigo (a), meus votos de um natal em família feliz. Que possamos ter uma experiência natalina centrados na essência dos sentimentos originais deste período do ano, os quais ultrapassam as irradiações do que é propagado pela mídia a serviço do mercado de consumo e que tem na figura do papai noel, o sentido maior. Enfim, um natal cristão alimentando a nossa fé na pessoa de Jesus, o Cristo.

FELIZ NATAL !!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Wiki-Leaks e a liberdade de expressão

Retomando um assunto já comentado neste espaço, continua repercutindo em todo o mundo o episódio da prisão do idealizador do polêmico site WikiLeaks, Julian Assange. Capa das principais publicações jornalísticas de várias nações, dentre elas, da revista Veja, no Brasil, Julian conseguiu formar, involutariamente, um verdadeiro exército de hackers espalhado por todo o mundo, o qual saiu em defesa deste que se tornou bandido para alguns e herói para outros, dividino opiniões a cada dia que se passa.

Julgamento a parte, o fato indiscutível é que, como já destacam diversos veículos de comunicação, a exemplo da própria revista Veja, o WikiLeaks se tornou uma das maiores demonstrações incontestáveis da força e poder devastador da internet enquanto instrumento de comunicação informacional. Poucos dias antes de sua prisão, o eminente líder da polêmica rede de quebra de sigilos e documentos diplomáticos revelou, mesmo que indiretamente, em entrevista concedida a um canal de TV (ver:http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1754), o novo rumo vislumbrado num mundo onde a informaçaõ vem deixando de ser o produto exclusivo da indústria jornalística.

Indo um pouco mais além, como já dissemos no nosso comentário anteiror sobre o acontecimento em questão, a ação desencadeada pelo WikiLEaks aponta para uma das primeiras grandes demonstrações do poder revolucionário que a internet está a provocar no, cada vez mais complexo, dinâmico e incontrolável fluxo informacional que rege o mundo contemporâneo, mundo esse reduzido à velha máxima McLuhiana de 'aldeia global'. Uma aldeia onde os segredos, não importa se de estado, particular ou qualquer que seja o tipo, seja violado e propagado aos aldeãs, sem nenhum controle ou segredo!.

Neste caso, o controle, como está sendo acompanhado é via o modos operandi mais primitivo que é a prisão e amordaçamento do acusado. Algo que, como também está sendo observado, é tarde demais uma vez que no mundo virtual/real Julian está livre, leve e solto, continuando a causar os 'estragos' aos poderosos.

Por outro lado, o episódio está reforçando o apelo à discussão democrática sobre a polêmica questão da liberdade de expressão, algo que os monopólios de veículos de comunicação continuam a empurrar para debaixo do tapete, sabotando todas as iniciativas por parte da sociedade civil. Tudo em nome do jogo mercenário que continua regendo a cadeia capitalista de produção e circulação da informação. Algo com os dias contados, certamente!.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A guerra no Rio e o espetáculo no vídeo

A "Guerra no Rio", como ficou conhecido o confronto entre os policiais e os traficantes no Estado do Rio de Janeiro, vem provocando uma série de comentários no mundo virtual. O episódio, como não é mais novidade para nenhum brasileiro, sobretudo, para aqueles que lançam um olhar mais crítico sobre o enquadramento jornalístico do cotidiano, se revelou em mais uma nítida demonstração do poder de espetacularização da mídia.

Como não poderia deixar de ser, o episódio serviu como um prato cheio para os veículos de comunicação e, de maneira especial, para as emissoras de TV´s que deram novos contornos, cores e, como sempre, uma boa pintada de dramatização ao fato em destaque.

O destaque maior, nesse contexto, ficou para a TV Globo que, como foi acompanhado por todos os telespectadores brasileiros, chegou a tornar o ex-capitão do BOPE, Rodirgo Pimentel, em repórter e apresentador. Além de ressaltar o aspecto de espetáculo dado ao episódio, ao utilizar de tal expediente, a emissora deixou claro o seu posicionamento quanto a polêmica queda da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

O fato provocou uma indignação por parte do Sindicatol dos Jornalistas Profissionais do Município de Rio de Janeiro que divulgou uma nota de repúdio à ação da Tv dos Marinho. Na nota, a entidade afirmava que "A figura de um policial com a de repórteres, expõe a riscos ainda maiores os profissionais da imprensa em geral que cobrem a violência na cidade, e não apenas os daquela emissora, tornando-os alvos em potencial de bandidos".

O excesso de manipulação e espetacularização por parte das TV´s mediante o caso, fato este obervado já apartir do próprio título que foi dado ao episódio: 'A Guerra no Rio', é pontuado por vários estudiosos. Na avaliação do antropólogo Edilson Almeida da Silva, autor do livro Notícias da violência urbana: um estudo antropológico (Editora UFF), a cobertura jornalística cometeu excessos e tratou o assunto de uma forma simplista.

Em matéria assinalada pela jornalista Izabela Vasconcelos e publicada recentemente no site do www.comuniquese.com.br“, o especialista e pesquisador do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-InEAC), da Universidade Federal Fluminenserevelou que "Apesar de ser um grande conflito, há certa espetacularização do problema. É tratado de uma maneira maniqueísta, como mocinhos e bandidos. Apenas dois lados se contrapondo é uma forma simplista”.

Em breve retornaremos a esse tema que certamente ainda renderá muitos comentários no espaço cibernético....

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sensacionalismo x retratação

O Ministério Público continua aguardando a retratação por parte do apresentador José Luiz Datena e da TV Bandeirantes, emissora em que este apresenta diariamente o programa policial "Brasil Urgente", por meio do qual ele agrediu verbalmente a classe dos ateus se referindo a esses como pessoas do mal.

Extrapolando o episódio em questão, cuja atitude do protagonista dispensa maiores comentários se classificando como algo pra lá de repugnável, e retomando o conteúdo do último comentário aqui postado sobre a classificação indicativa, acreditamos que está mais do que na hora de o Ministério da Justiça, Ministério Público e demais órgãos similares, adotarem medidas urgentes e efetivas contra esse tipo de despropósito na televisão brasileira.

A atitude de Datenna revela, como não é segredo para ninguém, um estilo sensacionalista de se fazer jornalismo totalmente anti-ético que se repete, vale ressaltar, por apresentadores que estão a frente de programas de rádio e TV em todo o país. Trata-se de um grupo de indivíduos que parecem não ter o mínimo de consciência do tamanho da responsabilidade do espaço que ocupam diariamente nos meios de comunicação de massa, os quais fazem questão de massacrar, através da fala, de forma permanente e totalmente desumana, diversas pessoas com quem costumam não concordar.

É inegável que é por causa de comunicólogos desses tipos que hoje se discute a questão do direito da liberdade de expressão, um direito que, infelizmente, tem sido muito mal utilizado por boa parte dos profissionais que atuam na chamada grande mídia, profissionais esses que, é bom frisar, terminam sendo modelo repetido por centenas de radialistas e tele apresentadores em todo o país.

Muito mais que retratação, o que o Ministério Públicos e demais órgãos competentes já deviam ter feito era interditar a atuação de programas baseados nesse tipo de estilo sensacionalista que continua se proliferando pelas redes de rádio e TV em todo o Brasil. Só assim, se evitaria o trabalho constante de apagamento de incêndio, passando para a prevenção destes. Ou seja, poríamos um fim a esse duelo sem fim entre o sensacionalismo x retratação. O que não se pode nem deve mais, é se ligar a TV a qualquer horário do dia e nos depararmos com tamanhos absurdos e desrespeito ao bom senso e aos direitos humanos...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A classificação indicativa audiovisual no Brasil

Numa iniciativa, até então inédita no país, o Ministério da Justiça promove uma consulta pública permitindo à sociedade civil participar do processo de definição das normas de classificação inidicativa dos produtos midiáticos audiovisuais exibidos no país, a exemplo de filmes e novelas que chegam diariamente a milhares de telespectadores em todo o país.

Trata-se, sem sombra de dúvidas, de um importante espaço para que deixemos de lado, um pouco que seja da passividade que sempre caracterizou a participação dos receptores no processo de comunicação e exerçamos uma conduta ativa mediante o que nos é apresentado diariamente nas telas de TV´s e cinemas sem nenhuma chance de discutirmos ou ao menos, conhecermos melhor o processo de definição de classificação indicativa, a maioria das vezes, pra lá de questionável.

O debate público sobre o atual modelo de Classificação Indicativa está sendo realizdo on-line através do preenchimento de um pequeno cadastro. Através do endereço http://culturadigital.br/classind, qualquer cidadão poderá opinar sobre as normas e critérios atualmente usados na classificação de obras audiovisuais.

A intenção do MJ é coletar argumentos de pais, produtores e distribuidores de filmes, emissoras de televisão e qualquer interessado sobre o tema para atualizar os critérios da Classificação Indicativa e lançar, ainda em 2010, portaria única para regulamentar o tema. A discussão acontecerá sempre pela Internet e o debate ficará aberto pelo período de 30 dias.
Os participantes poderão opinar sobre o texto vigente, sugerir nova redação, novos artigos, novos critérios, poderão publicar cenas para exemplificar seus argumentos e comentar os argumentos publicados pelos demais. A atual portaria está vigente desde 2007.

Para mais informações acerca do processo de classificação indicativa, reproduzimos, abaixo, um texto enviado por um amigo , extraído de um site de noticias. Um pouco longo, mas bastante elucidativo para os interessados em conhecer melhor como se dá a avaliação da produção audiovisual que nos chega cotidianamente e que por vezes, revelam conteúdos e imagens para lá de inapropriadas para a faixa-etária indicadao e horário de exibição. Vejamos:


AVALIAÇÃO
“Depois de quatro anos em aplicação, queremos conhecer o que a sociedade pensa sobre a classificação indicativa. Não queremos uma votação, nem maniqueísmos. Queremos conhecer os argumentos da sociedade, de diretores, produtores, artistas, pais, juristas, em uma discussão ampla, pública e transparente, para que todos conheçam as opiniões e argumentos de todos”, afirmou o Secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay.

O Ministério colocará em discussão toda a atual regulamentação do processo de Classificação Indicativa, que envolve cinco portarias que definem desde os critérios-chave (sexo, violência e drogas) até as faixas etárias (livre, 10 anos, 12 anos, 14 anos, 16 anos, 18 anos) e horárias (20h, 21h, 22h e 23h), além do entendimento sobre como esses critérios devem ser combinados para chegar à classificação final.

Segundo Abramovay, quando o MJ começou a aplicar a Classificação Indicativa, houve muitas queixas e temores sobre possíveis restrições de conteúdos e cerceamento da liberdade de expressão. Mas, com a norma em vigor, o que se viu foi o contrário. “Atualmente, coincidimos em 95% dos casos com a autoclassificação feita pelas emissoras de TV, por exemplo. É uma média muito alta e, quando não há coincidência, os casos são resolvidos rapidamente”, explicou o Secretário.

NORMAS
Cinco portarias regulam hoje a Classificação Indicativa. A idéia do MJ, uma vez concluído o debate público, é elaborar uma única portaria, simplificando o acesso e o conhecimento sobre o tema. “Queremos submeter a norma a um teste público para referendar e melhorar os procedimentos, chegando ao final com critérios mais claros e objetivos”, explicou o diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do MJ, Davi Pires.
Tanto Abramovay quanto Pires destacam que, no Brasil, não existe proibição de qualquer tipo de conteúdo e que a norma foi desenvolvida para orientar as famílias e proteger crianças e adolescentes de conteúdos inadequados para as faixas etárias. “Temos certeza de que é possível conciliar liberdade de expressão à proteção da criança e do adolescente”, afirmou Abramovay.

TECNOLOGIA
Atualmente, o Ministério avalia, em média, 10 mil obras por ano. Filmes, DVDs, jogos eletrÃ?nicos e de interpretação (RPG) são classificados previamente à exibição. Já a programação de TV é autoclassificada pelas emissoras e monitorada pelo MJ por 60 dias para validar a Classificação Indicativa. O monitoramento permanece constante. Em caso da ocorrência de inadequações na obra, as emissoras são comunicadas e têm a opção de adequar o programa ao público a que se destina e manter a classificação atribuída ou solicitar a reclassificação da obra para outros públicos. “Houve casos de discordâncias, mas as alterações foram feitas prontamente”, elogia Abramovay.

O formato de construção colaborativa por trás da iniciativa foi desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do MJ, à época do debate público sobre o Marco Civil da Internet. “Essa iniciativa está dentro do contexto de política pública de democratização do processo de elaboração normativa. O Marco Civil da Internet foi uma experiência exitosa e queremos tornar essa prática de debates públicos sobre temas relevantes para a sociedade uma política permanente”, afirmou o Secretário de Assuntos Legislativos do MJ, Felipe de Paula.
Para participar: http://culturadigital.br/classind/debate_normas

wikileak e os vazamentos na net

Continua com grande repercussão na imprensa mundial, os efeitos do vazamento dos documentos - em sua maioria, telegramas diplomáticos - dos EUA, através do site Wikileaks. A última troca de informações polemizada na mídia dá conta do receio do Governo brasileiro em relação a ataques terrositas nas próximas olímpiadas em que o país sediará.

Sem querer entrar em detalhes nos temas diversos vazados e que a imprensa tem, por motivos óbvios, enfatizado por meio dos diversos veículos de comunicação, fazendo cumprir um de seus papéis que é o de fomentar a polêmica através da produção de citações aspeadas, mais vale um olhar mais atencioso, ao meio em si gerador de toda essa celeuma que tem se valido a imprensa. Ou seja, a internet que, fazendo valer uma das máxima de McLuhan, o meio é a mensagem.

Nesse caso, se trata de mais um exemplo indiscutível e nítido dessa verdade que tem, cada vez mais, trazido à tona o pensador canadense, cujos esforços para entender a mídia há cinco décadas atrás tem sido válido para os tempos atuais.

Nesse sentido, como estamos todos assistindo, ninguém pode imaginar, de longe, os efeitos e transformações a serem provocados pela rede mundial de computadores, a começar pelos vazamentos e revelações diversas que há de vir nesse século que está apenas começando e sob a égide da virtualização do mundo real...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jornalista: um permanente militante em causa própria

Como se não bastassem os inúmeros desafios e percalços com que o jornalista costuma enfrentar no dia a dia no cumprimento de sua função, muitas vezes, pra lá de espinhosa, paralelo a isso, esse abnegado profissional continua tendo de enfrentar outros desafios em prol da garantia de seus direitos básicos. Dentre esses estão o direito a um salário mais justo e a altura de sua competência e à garantia pela liberdade plena de expressão. Tratam-se, vale salientar, de bandeiras de lutas antigas e que, mais recentemente, se ampliaram com a luta pelo retorno da exigência do diploma de jornalismo no exercício da profissão.

Ilustrando a situação constante e lastimável que diz respeito ao primeiro dos direitos mencionados acima, os jornalistas do Rio Grande do Norte realizaram recentemente, em Natal, uma nova manifestação contra os baixos salários e condições precárias de trabalho, realidade esta que, lamentavelmente, está longe de ser uma particularidade dos colegas potiguares. A situação se repete em praticamente todos os estados brasileiros produzindo como um dos efeitos, a migração de muitos jornalistas para outros campos profissionais em busca de melhores condições de vida.

Um quadro real que se tornou ainda pior depois da vitória – até então – dos donos da mídia sobre a categoria no que diz respeito à queda do diploma acadêmico. Como não é mais novidade para ninguém, o achatamento salarial é uma das conseqüência danosas advindas dessa jogada artimanhosa da qual faz parte, vale ressaltar, os parlamentares e senhores juízes, muitos desses proprietários dos impérios de comunicação no país. Afinal de contas, mão de obra desqualificada é mão de obra mais barata.

O que tem amenizado essa que é uma das mais duras lutas já traçadas pelos jornalistas brasileiros, é a contra-partida advinda de alguns estados onde, a exemplo do que aconteceu no Rio Grande do Norte, as assembléias legislativas tem defendido a contratação de jornalistas exclusivamente diplomados. Foi assim que, no último dia 23 de novembro, a Assembleia Legislativa do RN aprovou um projeto de lei que regulamenta a contratação de jornalistas no âmbito da administração estadual apenas para aquelas pessoas que comprovem a formação superior em Jornalismo. O projeto, de autoria do deputado Fernando Mineiro (PT), foi aprovado por unanimidade pelos 19 deputados presentes.Paralelo a esses confrontamentos, a FENAJ iniciou neste mesmo mês, os preparativos para a produção de seu Relatório Anual da Violência contra Jornalistas, particularmente quanto aos direitos às liberdades de expressão e de imprensa. A entidade também pretende fazer uma parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para levantamento de outros indicadores de violações de direitos básicos da cidadania praticados contra a categoria, conforme está publicado no site oficial da entidade.

Só em 2009 foram registrados 58 agressões contra jornalistas. Não obstante, é bom ressaltar que, dentre os casos registrados não faz parte aquela que, sem sombra de dúvidas, é a pior de todas as agressões e que fere em cheio os direitos básicos e essenciais ao ser humano e cidadão que exerce a profissão de jornalista que é a conquista de um salário decente. Até quando essa bandeira permanecerá hasteada nos quartéis de resistência desta, cada vez mais está enfraquecida categoria, é um pergunta a espera de resposta...