A crise conjuntural do atual modelo de jornalismo praticado no Brasil e fora dele foi a principal temática discutida no 34º Congressos dos Jornalistas, realizado no período de 18 a 21 de agosto em Porto Alegre e contou com a presença de diversas autoridades e personalidades de vários segmentos da sociedade, além da representatividade de 15 países, por meio de delegações.
Em sua fala , na ocasião da abertura do congresso, o presidente da FENAJ, Sérgio Murilo criticou a postura dos empresários de comunicação que insistem em um modelo mercantilista e falido de jornalismo e na postura empresarial de promover demissões em massa a cada indício de dificuldades financeiras. “A culpa dessas crises não é dos trabalhadores e dos jornalistas, mas sim dos que sacrificam a função pública do jornalismo em detrimento de seus lucros”, disse ele, conforme trecho publicado no site da entidade.
Além desse, vários outros assuntos de interesse da categoria foram tratados no evento, cujas discussões continuarame, alguns momentos de forma apimentada. Uma das finalidades das discussões mantidas era a de, claramente, provocar uma reflexão em torno do processo de mudança porque passa o jornalismo em todo o mundo, chamando a atenção das diversas categorias que constituem esse importante campo de atuação social, com ênfase para os donos dos conglomerados de comunicação e os profissionais da imprensa, os quais, como foi colocado por diversos palestrantes, estão cada vez mais, sofrendo perdas em vários aspectos no exercício da profissão.
Como não poderia ser diferente, um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi a suspensão da obrigatoriedade do diploma em Jornalismo que, separa essas duas categorias, colocando-as em pontos extremos na luta em defesa dos interesses que imperam por motivos pra lá de óbvios, em cada uma delas. Sérgio Murilo enfatizou o fortalecimento da luta dos jornalistas em torno do retorno da exigência do diploma, ressaltando que a esperança está nas duas PEC´s que tramitam na Câmara dos Senado a espera de votação.
Enfim, sem sombra de dúvida, o congresso se constituiu como, se não um momento de tomadas de decisões significativas para ambas as partes interessadas, ao menos, como um relevante termômetro acerca do cenário atual do jornalismo brasileiro e internacional que, como foi colocado no início da abertura do evento, atravessa por um momento de crise conjuntural para o qual se faz necessário uma atenção especial, correndo-se o risco de ambas as partes sairem prejudicadas em meio às transformações radicais porque atravessa o mundo das comunicações na contemporaneidade.
Aguardemos, portanto, a repercussão e os resultados concretos das discussões levantadas pelos donos e empregados dos meios de comunicação, cujo conflito de interesses, no momento atual, parece exigir um entendimento em nome da própria sobrevivência da instituição jornalística dentro da sociedade contemporânea, cujo processo de produção e consumo da informaçaõ- produto básico do jornalismo, obedece a um novo paradigma em curso.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Globo, eleição e você: tudo a ver!
As entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão aos candidatos à Presidência da República e que foram ao ar recentemente, continuam repercutindo no universo da imprensa e na sociedade civil. A exemplo do que sempre acontece a cada período de campanha eleitoral dessa natureza, a atuação do departamento de jornalismo da TV Globo é acompanhada atentamente por jornalistas, telespectadores e, sobretudo, candidados e militantes dos partidos políticos, se tornando alvo de uma série de críticas.
Trata-se de um exercício de certa forma até natural, não fosse a desigualdade da forma como isso acontece em relação às demais emissoras de TV do país. Além de se tratar da emissora com maior índice de audiência e, portanto, maior poder de influência junto aos telespectadores, diversos outros fatores contribuem para essa vigilância acirrada em relação à "Vênus Platinada". Dentre esses está a postura politico-ideológica no mínimo suspeita que essa vem adotando na prática da cobertura das campanhas político-eleitorais, cujo episódio mais emblemático e que manchou para todo sempre a imagem da emissora dos Marinho, continua sendo a polêmica exibição do debate entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989.
Por outro lado, não se pode ignorar o fato de que, boa parte das críticas e levante de 'teorias de conspiração' contra a Globo advém do fato dessa se tratar da maior e principal vitrine do telejornalismo Brasileiro, e consequentemente, inspira uma gama de olhares e interpretações, nem sempre sustentáveis. O que não se pode perder de vista também são as demais concorrentes, sobretudo, a sua principal concorrente, a Rede Record cuja representação junto aos poderes legislativos constituídos na esfera estadual e federal continua crescendo. Vale lembrar que tanto essas como as demais emissoras de TV são fruto de um conflituoso jogos de interesses que configuram o contrastante e nem um pouco democrático processo de concessão pública que rege o nascimento e funcionamentos dos grandes grupos de emissoras de TV´s comerciais.
Por tanto, o ideal é manter o olho na TV dos MArinho, mas o olhar expandido para todas as demais, afinal não é só com a Globo que o telespectador tem a ver, como tenta convencer o slogan dessa, e sim, com todas as demais!
Trata-se de um exercício de certa forma até natural, não fosse a desigualdade da forma como isso acontece em relação às demais emissoras de TV do país. Além de se tratar da emissora com maior índice de audiência e, portanto, maior poder de influência junto aos telespectadores, diversos outros fatores contribuem para essa vigilância acirrada em relação à "Vênus Platinada". Dentre esses está a postura politico-ideológica no mínimo suspeita que essa vem adotando na prática da cobertura das campanhas político-eleitorais, cujo episódio mais emblemático e que manchou para todo sempre a imagem da emissora dos Marinho, continua sendo a polêmica exibição do debate entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989.
Por outro lado, não se pode ignorar o fato de que, boa parte das críticas e levante de 'teorias de conspiração' contra a Globo advém do fato dessa se tratar da maior e principal vitrine do telejornalismo Brasileiro, e consequentemente, inspira uma gama de olhares e interpretações, nem sempre sustentáveis. O que não se pode perder de vista também são as demais concorrentes, sobretudo, a sua principal concorrente, a Rede Record cuja representação junto aos poderes legislativos constituídos na esfera estadual e federal continua crescendo. Vale lembrar que tanto essas como as demais emissoras de TV são fruto de um conflituoso jogos de interesses que configuram o contrastante e nem um pouco democrático processo de concessão pública que rege o nascimento e funcionamentos dos grandes grupos de emissoras de TV´s comerciais.
Por tanto, o ideal é manter o olho na TV dos MArinho, mas o olhar expandido para todas as demais, afinal não é só com a Globo que o telespectador tem a ver, como tenta convencer o slogan dessa, e sim, com todas as demais!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A Cultura em crise!
Em crise financeira há vários anos, a TV Cultura vem passando atualmente, por um dos momentos mais nefrálgicos de sua existência e que acarreta na demissão em massa de funcionários, mudança radical da grade de programação e ameaça de a estatal ser vendida a grupos privados.
A situação caótica em que se encontra a, diga-se de passagem, melhor TV pública brasileira, está descrita no blog do jornalista Daniel Castro. Segundo ele, em nota divulgada recentemente, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, afirma que a TV “precisa se renovar”, pois “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente”. Palavras do presidente da entidade, João Sayad que, conforme nos informa o jornalista em seu blog, pretende transformar a emissora da atual produtora de conteúdo em uma co-produtora, enchendo a grade com programas comprados.
Também cita mudanças que seriam implementadas no jornalismo, que deixaria a cobertura do factual para investir em debates. As propostas estão sendo discutidas pelo Conselho da Fundação Padre Anchieta e em breve, deveremos ter uma posição dos membros acerca do futuro da TV que, indiscutivelmente, é a única emissora de TV em que os pais podem confiar de deixar seus filhos de todas as idades, conectados a ela, sem maiores prejuízos morais e ideológicos.
Trata-se de mais um nítido espelho de como funciona o mercado que rege os meios de comunicação de massa no Brasil e no mundo, em que prevalece, o poder comercial e os interesses meramente mercantis. Conteúdo e forma de conteúdo, fica para o segundo plano!. Trata-se da crise da cultura em todos os aspectos em nosso pobre país. Lastimável!.
A situação caótica em que se encontra a, diga-se de passagem, melhor TV pública brasileira, está descrita no blog do jornalista Daniel Castro. Segundo ele, em nota divulgada recentemente, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, afirma que a TV “precisa se renovar”, pois “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente”. Palavras do presidente da entidade, João Sayad que, conforme nos informa o jornalista em seu blog, pretende transformar a emissora da atual produtora de conteúdo em uma co-produtora, enchendo a grade com programas comprados.
Também cita mudanças que seriam implementadas no jornalismo, que deixaria a cobertura do factual para investir em debates. As propostas estão sendo discutidas pelo Conselho da Fundação Padre Anchieta e em breve, deveremos ter uma posição dos membros acerca do futuro da TV que, indiscutivelmente, é a única emissora de TV em que os pais podem confiar de deixar seus filhos de todas as idades, conectados a ela, sem maiores prejuízos morais e ideológicos.
Trata-se de mais um nítido espelho de como funciona o mercado que rege os meios de comunicação de massa no Brasil e no mundo, em que prevalece, o poder comercial e os interesses meramente mercantis. Conteúdo e forma de conteúdo, fica para o segundo plano!. Trata-se da crise da cultura em todos os aspectos em nosso pobre país. Lastimável!.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A PEC dos jornalistas: a luta continua!
Em andamento no Brasil há pouco mais de um ano, a luta da classe dos jornalistas pela restituição à obrigatoriedade do diploma acadêmico como exigência para o exercício da profissão alcança um dos momentos mais aguardados. Conforme texto divulgado no site da FEderação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, "As atenções dos jornalistas brasileiros se voltam para o Congresso Nacional nesta semana, quando serão retomadas as atividades legislativas após o recesso parlamentar de julho".
Trata-se da decisão em cima da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), uma das matérias que podem ir à votação em plenário neste período de esforço concentrado. Tramitando em regime especial de votações, a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão é uma das matérias apontadas como prioritárias por acordo entre as lideranças partidárias antes do início do recesso. Mas não foi à votação no esforço concentrado realizado no dia 7 de julho.
Não obstante, é bom lembrar que a pedra, no caso, poderíamos chamar de verdadeira 'rocha' que se encontra travada no caminho dos jornalistas para a vitória no Senado, é o seu próprio representante maior, o senador José Sarney, proprietários de um dos maiores grupos de comunicação do país e cujo cargo exercido no SEnado, certamente, está longe de qualquer isenção, ou mesmo, 'boas intenções' para com os 'proletariados da indústria da informação'.
Contudo, como a esperança é a última que morre e o brasileiro não desiste nunca. Confiemos na força credível dos jargões e aguardemos o próximo capítulo dessa novela que, a julgar pelos trâmites até aqui registrados, está mais para uma mini-série com um número de episódios indeterminado...
Trata-se da decisão em cima da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), uma das matérias que podem ir à votação em plenário neste período de esforço concentrado. Tramitando em regime especial de votações, a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão é uma das matérias apontadas como prioritárias por acordo entre as lideranças partidárias antes do início do recesso. Mas não foi à votação no esforço concentrado realizado no dia 7 de julho.
Não obstante, é bom lembrar que a pedra, no caso, poderíamos chamar de verdadeira 'rocha' que se encontra travada no caminho dos jornalistas para a vitória no Senado, é o seu próprio representante maior, o senador José Sarney, proprietários de um dos maiores grupos de comunicação do país e cujo cargo exercido no SEnado, certamente, está longe de qualquer isenção, ou mesmo, 'boas intenções' para com os 'proletariados da indústria da informação'.
Contudo, como a esperança é a última que morre e o brasileiro não desiste nunca. Confiemos na força credível dos jargões e aguardemos o próximo capítulo dessa novela que, a julgar pelos trâmites até aqui registrados, está mais para uma mini-série com um número de episódios indeterminado...
domingo, 1 de agosto de 2010
Jornalismo, Internet e a era da opinião....
Pesquisas realizadas em várias partes do mundo continuam revelando uma mudança significativa no modo de produção e recepção do principal produto jornalístico que é a notícia, com o advento do avanço das chamadas midias sociais. Nesse sentido, o blog continua sendo o principal canal responsável por esse fenômeno, já visto por muitos como a última maior revolução no mundo da comunicação e de transformação no jornalismo. Os últimos dados mais curiosos estão numa pesquisa norte-americana divulgada a pouco mais de um mês e que derrubou uma série de mitos e preconceitos sobre a polêmica relação entre jornalistas profissionais e blogueiros na produção de noticias. Realizado pelo Project for Excellence in Journalism (Projeto pela Excelência no Jornalismo - PEJ), o trabalho assegura que os blogs e os twitters lideram folgadamente a produção de noticias sobre ciência e tecnologia. é bom dizer que não é lá novidade, uma vez que há tres anos, já foi divulgada uma outra análise, segundo a qual, a imprensa tradicional norte-americana passou a se pautar pelos blogs mais difundidos no país do tio Sam.
Os resultados dessa última pesquisa vão ao encontro de diversas outras já divulgadas, segundo as quais, mais da metade dos norte-americanos já se informam mais na internet do que nos meios jornalísticos convencionais como jornais, revistas, rádio e televisão. Em contra-partida, segundo a pesquisa aqui mencionada, quase 99% das informações publicadas online ainda tem origem em veículos convencionais. Um dado também significativo. Mais que a resistência e permanência da existência da mídia tradicional no mundo contemporâneo dominado pelas midias virtuais, os números reforçam para um outro fenômeno ainda pouco discutido e até mesmo ignorado por muitos.
Trata-se do crescimento avassalador do gênero opinativo na chamada sociedade da informação, na qual, cresce a cada dia, a sede por explicações e interpretações acerca de muitos dos fatos e temas proliferados nos noticiários dos diversos tipos de veículos de comunicação. Pelo cenário já exposto, já se pode constatar que, mais que uma democratização e pluralização de fontes de informação, a popularização de mídias como o blog aponta para um fortalecimento de pulverização e sedimentação do mercado de consumo de opiniões. Não nos admiremos se, em breve, surgir no mercado editorial, o livro "Opinião - um produto á venda", parafraseando uma das obras clássicas do jornalismo brasileiro, de autoria da pesquisadora Cremilda Medina.
Não obstante, é bom ressaltar, que estamos falando aqui de um produto ainda mais poderoso e com sequelas mais duradoras. Referimo-nos à opinião balizada, bem fundamentada e advinda de emissores com capacidade para emitir juízos de valores sobre os fatos e temas divulgados no espaço midiático e consumidos por milhões de pessoas.
E, nesse caso, o jornalista, por motivos óbvios, pode e deve apresentar vantagens nesse conflito que põe de um lado, a figura do profissional de imprensa como ainda o arauto da informação sólida e contextualizada, de outro, o blogueiro, esse novo ser informante e opinante que, em geral, navega ao sabor dos ventos da pluralidade comunicacional, sem o domínio da técnica de apuração e desenvolvimento dos dados de interesse público.
Uma coisa é certa, seja jornalista ou mesmo blogueiro, o fato é que a qualidade e sustentabilidade da versão dos fatos, continuará fazendo a diferença nesse mundo cada vez mais caótico e complicado em que, do contrário do que já defendia, há décadas, a dupla de ‘gurús’:Raul Seixas e Paulo Coelho, melhor seria ter uma opinião formada sobre tudo, do que ser uma metamorfose ambulante....
Os resultados dessa última pesquisa vão ao encontro de diversas outras já divulgadas, segundo as quais, mais da metade dos norte-americanos já se informam mais na internet do que nos meios jornalísticos convencionais como jornais, revistas, rádio e televisão. Em contra-partida, segundo a pesquisa aqui mencionada, quase 99% das informações publicadas online ainda tem origem em veículos convencionais. Um dado também significativo. Mais que a resistência e permanência da existência da mídia tradicional no mundo contemporâneo dominado pelas midias virtuais, os números reforçam para um outro fenômeno ainda pouco discutido e até mesmo ignorado por muitos.
Trata-se do crescimento avassalador do gênero opinativo na chamada sociedade da informação, na qual, cresce a cada dia, a sede por explicações e interpretações acerca de muitos dos fatos e temas proliferados nos noticiários dos diversos tipos de veículos de comunicação. Pelo cenário já exposto, já se pode constatar que, mais que uma democratização e pluralização de fontes de informação, a popularização de mídias como o blog aponta para um fortalecimento de pulverização e sedimentação do mercado de consumo de opiniões. Não nos admiremos se, em breve, surgir no mercado editorial, o livro "Opinião - um produto á venda", parafraseando uma das obras clássicas do jornalismo brasileiro, de autoria da pesquisadora Cremilda Medina.
Não obstante, é bom ressaltar, que estamos falando aqui de um produto ainda mais poderoso e com sequelas mais duradoras. Referimo-nos à opinião balizada, bem fundamentada e advinda de emissores com capacidade para emitir juízos de valores sobre os fatos e temas divulgados no espaço midiático e consumidos por milhões de pessoas.
E, nesse caso, o jornalista, por motivos óbvios, pode e deve apresentar vantagens nesse conflito que põe de um lado, a figura do profissional de imprensa como ainda o arauto da informação sólida e contextualizada, de outro, o blogueiro, esse novo ser informante e opinante que, em geral, navega ao sabor dos ventos da pluralidade comunicacional, sem o domínio da técnica de apuração e desenvolvimento dos dados de interesse público.
Uma coisa é certa, seja jornalista ou mesmo blogueiro, o fato é que a qualidade e sustentabilidade da versão dos fatos, continuará fazendo a diferença nesse mundo cada vez mais caótico e complicado em que, do contrário do que já defendia, há décadas, a dupla de ‘gurús’:Raul Seixas e Paulo Coelho, melhor seria ter uma opinião formada sobre tudo, do que ser uma metamorfose ambulante....
sexta-feira, 23 de julho de 2010
futebol, mídia e educação
Recebi recentemente de um amigo, um e-mail com uma mensagem curta mas de profunda reflexão. Nele, o mesmo trazia o seguinte enunciado: No futebol, o Brasil ficou entre os oito melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama...
Como sabemos, não se trata de nenhum grande absurdo em se tratando do país que ainda se auto intitula o 'pais do futebol' e onde mais da metade da população sofre do total descaso de falta de política educacionais. Mas nem por isso mesmo devemos deixar de lado tal afirmativa e menosprezar as consequencias que essa verdade acarreta para o futuro da nação.
Menos ainda, ignorar, ou fazer vistas grossas para as causas que justificam essa situação calamitosa em que a mídia, por meio de sua ambição desenfreada pelo altos lucros, vale ressaltar, tem uma grande parte de culpa. Um problema cada vez mais alimentado pela omissão dos poderes políticos constituídos que, de mãos dada com a negligência dos meios de comunicação de massa, continuam por traçar o mapa da miserabilidade social do povo brasileiro.
Nesse sentido, nunca é demais ressaltar e relembrar que a educação por parte dos meios de comunicação faz parte dos deveres legais contidos na Lei Magna da Nação. Um dever que vem sendo barganhado e sufocado pela indústria de entretenimento midiático.
Como sabemos, não se trata de nenhum grande absurdo em se tratando do país que ainda se auto intitula o 'pais do futebol' e onde mais da metade da população sofre do total descaso de falta de política educacionais. Mas nem por isso mesmo devemos deixar de lado tal afirmativa e menosprezar as consequencias que essa verdade acarreta para o futuro da nação.
Menos ainda, ignorar, ou fazer vistas grossas para as causas que justificam essa situação calamitosa em que a mídia, por meio de sua ambição desenfreada pelo altos lucros, vale ressaltar, tem uma grande parte de culpa. Um problema cada vez mais alimentado pela omissão dos poderes políticos constituídos que, de mãos dada com a negligência dos meios de comunicação de massa, continuam por traçar o mapa da miserabilidade social do povo brasileiro.
Nesse sentido, nunca é demais ressaltar e relembrar que a educação por parte dos meios de comunicação faz parte dos deveres legais contidos na Lei Magna da Nação. Um dever que vem sendo barganhado e sufocado pela indústria de entretenimento midiático.
terça-feira, 13 de julho de 2010
As lições que emergiram da Copa 2010....
Depois de longos e intensos 30 dias, chega ao fim mais uma edição daquele que continua, em detrimento dos jogos olímpicos, sendo o maior e mais apoteótico espetáculo esportivo do mundo. Aquela que para alguns, se trata da última Copa do planeta, uma vez que 2012 vem ai, frustando as expectativas do povo brasileiro de sobreviver até 2014...
Contudo, de concreto mesmo temos a certeza de que, mais que um evento esportivo internacional, o Campeonato Mundial de Futebol continua demonstrando a força da bola em fazer a população mundial praticamente parar, de quatro em quatro anos, reforçando a metáfora de que o mundo é uma bola. E de que assim como o orbe terrestre, são muitos e divergentes os interesses que giram em torno desta...
Mas foi nesse contexto de adoração ao asteróide mais ilustre do planeta, neste período do calendário, a majestade bola, que nações do mundo inteiro compartilharam, sob o domínio, desta feita, do continente mãe sul-africano, dos mesmos sentimentos e reações emotivas. Das mesmas expectativas e frustações. Das mesmas alegrias e tristezas.
E, em como toda grande experiência vivida coletivamente, ficaram algumas lições a serem refletidas por todos os milhões de espectadores que acompanharam o big evento futebolístico. Nesse sentido, dentre algumas das verdades universais reforçadas pela Copa 2010, podemos destacar as seguintes:'
1 – A verdade de que, em mais uma demonstração inequívoca, somos todos de uma mesma raça e que tem na terra sul-africana o berço original;
2 - A realizada imperial da majestade bola que, como muito bem descreveu certa vez o maior cronista esportivo brasileiro de todos os tempos Armando Nogueira: "se bem soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé...";
2 – O fato de que o futebol é e sempre será uma ‘caixinha’ de surpresa indefinível, contrariando as diversas vozes técnicas que emergem do povo e calando os 'sabios' comentaristas esportivos;
3 – Que, além da zebra – simbolicamente presente nos resultados pra lá de inesperados -, e dos diversos mascotes animais já figurados até aqui– o novo ícone da Copa é um polvo;
4 – E que, através da repercussão criada em torno do tal animal marítmo, constatou-se mais uma vez o pleno domínio e poder midiático na configuração do espetáculo futebolístico, desviando, inclusive, o glamour dos jogadores para um animal qualquer.
5 – Que, futebol é de fato um negócio milionário (ou seria melhor bilionário? ) e de que, neste sentido, de um lado estão os que mandam ( e quem dá mais...), de outro, os que devem obedecer. Dunga que o diga!
6 - De que, como todo apoteótico e megalomaníaco evento, maior ainda são as ambições e estratégias que lhes servem de sustentáculo de manutenção;
Se você caro amigo internauta, porventura, tiver interesse, favor acrescentar nessa relação, outras lições apreendidas e aprendidas pela Copa 2010. O espaço está aberto!
Contudo, de concreto mesmo temos a certeza de que, mais que um evento esportivo internacional, o Campeonato Mundial de Futebol continua demonstrando a força da bola em fazer a população mundial praticamente parar, de quatro em quatro anos, reforçando a metáfora de que o mundo é uma bola. E de que assim como o orbe terrestre, são muitos e divergentes os interesses que giram em torno desta...
Mas foi nesse contexto de adoração ao asteróide mais ilustre do planeta, neste período do calendário, a majestade bola, que nações do mundo inteiro compartilharam, sob o domínio, desta feita, do continente mãe sul-africano, dos mesmos sentimentos e reações emotivas. Das mesmas expectativas e frustações. Das mesmas alegrias e tristezas.
E, em como toda grande experiência vivida coletivamente, ficaram algumas lições a serem refletidas por todos os milhões de espectadores que acompanharam o big evento futebolístico. Nesse sentido, dentre algumas das verdades universais reforçadas pela Copa 2010, podemos destacar as seguintes:'
1 – A verdade de que, em mais uma demonstração inequívoca, somos todos de uma mesma raça e que tem na terra sul-africana o berço original;
2 - A realizada imperial da majestade bola que, como muito bem descreveu certa vez o maior cronista esportivo brasileiro de todos os tempos Armando Nogueira: "se bem soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé...";
2 – O fato de que o futebol é e sempre será uma ‘caixinha’ de surpresa indefinível, contrariando as diversas vozes técnicas que emergem do povo e calando os 'sabios' comentaristas esportivos;
3 – Que, além da zebra – simbolicamente presente nos resultados pra lá de inesperados -, e dos diversos mascotes animais já figurados até aqui– o novo ícone da Copa é um polvo;
4 – E que, através da repercussão criada em torno do tal animal marítmo, constatou-se mais uma vez o pleno domínio e poder midiático na configuração do espetáculo futebolístico, desviando, inclusive, o glamour dos jogadores para um animal qualquer.
5 – Que, futebol é de fato um negócio milionário (ou seria melhor bilionário? ) e de que, neste sentido, de um lado estão os que mandam ( e quem dá mais...), de outro, os que devem obedecer. Dunga que o diga!
6 - De que, como todo apoteótico e megalomaníaco evento, maior ainda são as ambições e estratégias que lhes servem de sustentáculo de manutenção;
Se você caro amigo internauta, porventura, tiver interesse, favor acrescentar nessa relação, outras lições apreendidas e aprendidas pela Copa 2010. O espaço está aberto!
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