Vista em geral como uma das mais fascinantes invenções da modernidade que influencia negativamente a vida em sociedade, contribuindo quase sempre para a difusão de valores de caráter mercantilista e efêmero, a mídia também apresenta um lado positivo que precisamos enxergar para tirar melhor proveito dele. Se explorarmos a fundo o campo midiático descobriremos exemplos de iniciativas que fogem a esta que parece ser a lógica predominante dos meios de comunicação de massa.
Um deles trata-se do trabalho desenvolvido e propagado pela Fundação para uma Vida Melhor, uma instituição sem fins lucrativos e que se apóia na crença de que todos os indivíduos têm direito à dignidade e ao amor-próprio, e de que a maioria deles estão dispostos a assumir responsabilidade pelas suas ações e o seu bem-estar, quando as oportunidades lhes são oferecidas.
Para isso, a ONG trabalha produzindo peças publicitárias e propagandas veiculadas nos meios de comunicação de vários paises baseadas em valores morais e humanitários. Você com certeza já viu alguma propaganda da Fundação Para Uma Vida Melhor na televisão ou nos cinemas. Uma das mais conhecidas retrata a relação construtiva e de bom exemplo envolvendo um pai e um filho. Na propaganda, o filho aparece sempre segurando uma lanterna enquanto o pai conserta alguma coisa. Para quem não lembra, o vídeo pode ser visto no site da ONG:(http://www.umavidamelhor.org.br/ ).
De acordo com dados fornecidos pelo site da instituição, trata-se de uma tarefa nada fácil, uma vez que trabalhar valores dessa natureza parece algo paradoxo no mundo atual, mas sua campanha já foi premiada mundo afora e é vista, em média, 2 milhões de vezes por dia em sete redes e mais de 900 canais de televisão. Os programas e projetos constituem-se exclusivamente em esforços beneficentes. Dentre os valores morais trabalhados pela fundação estão a honestidade, acreditar nos outros, gentileza e a determinação.
Vale a pena conferir e assistir aos vídeos produzidos por esta iniciativa beneficente que, vale ressaltar, não está atrelada a nenhuma instituição religiosa ou política, numa clara demonstração de que os valores éticos e de interesse público não são exclusividade dessas instâncias sociais.
Trata-se de mais uma demonstração de que, como afirmam diversos estudiosos, as novas tecnologias em si são neutras, e que o aspecto positivo e negativo advém do uso que o homem faz delas. Portanto, na condição de receptores midiáticos, temos mesmo é que prestigiar iniciativas como essas, reforçando em nós o papel da mídia na transformação desse mundo para uma vida melhor e mais digna.
Sejam Bem Vindo (a)!
Mostre que você não apenas é observado, mas também um observador da mídia...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A mídia na proposta de uma vida melhor
Vista em geral como uma das mais fascinantes invenções da modernidade que influencia negativamente a vida em sociedade, contribuindo para a difusão de valores de caráter mercantilista e efêmeros, a mídia também apresenta um lado positivo que precisamos enxergar para tirar melhor proveito. Se explorarmos a fundo o campo midiático descobriremos exemplos de iniciativas que fogem a esta que parece ser a lógica predominante dos meios de comunicação de massa.
Um deles trata-se do trabalho desenvolvido e propagado pela Fundação para uma Vida Melhor, uma instituição sem fins lucrativos e que se apóia na crença de que todos os indivíduos têm direito à dignidade e ao amor-próprio, e de que a maioria deles estão dispostos a assumir responsabilidade pelas suas ações e o seu bem-estar, quando as oportunidades lhes são oferecidas.
Para isso, a ONG trabalha produzindo peças publicitárias e propagandas veiculadas na mídia de vários paises baseada em valores morais e humanitários. Você com certeza já viu alguma propaganda da Fundação Para Uma Vida Melhor na televisão ou nos cinemas. Uma das mais conhecidas retrata a relação de bom exemplo que um pai passa para o filho, o qual sempre o acompanha segurando uma lanterna enquanto este conserta alguma coisa.
De acordo com dados fornecidos pelo site da instituição (http://www.umavidamelhor.org.br ), trata-se de uma tarefa nada fácil, mas sua campanha já foi premiada mundo afora e é vista, em média, 2 milhões de vezes por dia em sete redes e mais de 900 canais de televisão. Os programas e projetos constituem-se exclusivamente em esforços beneficentes. Dentre os valores morais trabalhados pela fundação estão a honestidade, acreditar nos outros, gentileza e a determinação.
Vale a pena conferir e assistir aos vídeos produzidos por esta iniciativa beneficente que, vale ressaltar, não está atrelada a nenhuma instituição religiosa ou política, numa clara demonstração de que os valores éticos e de interesse público não são exclusividade dessas instâncias sociais.
Trata-se de mais uma demonstração de que, como afirmam diversos estudiosos, as novas tecnologias em si são neutras, e que o aspecto positivo e negativo advém do uso que o homem faz delas. Portanto, na condição de receptores midiáticos, temos mesmo é que prestigiar iniciativas como essas, reforçando em nós o papel da mídia na transformação desse mundo para uma vida melhor e mais digna.
Um deles trata-se do trabalho desenvolvido e propagado pela Fundação para uma Vida Melhor, uma instituição sem fins lucrativos e que se apóia na crença de que todos os indivíduos têm direito à dignidade e ao amor-próprio, e de que a maioria deles estão dispostos a assumir responsabilidade pelas suas ações e o seu bem-estar, quando as oportunidades lhes são oferecidas.
Para isso, a ONG trabalha produzindo peças publicitárias e propagandas veiculadas na mídia de vários paises baseada em valores morais e humanitários. Você com certeza já viu alguma propaganda da Fundação Para Uma Vida Melhor na televisão ou nos cinemas. Uma das mais conhecidas retrata a relação de bom exemplo que um pai passa para o filho, o qual sempre o acompanha segurando uma lanterna enquanto este conserta alguma coisa.
De acordo com dados fornecidos pelo site da instituição (http://www.umavidamelhor.org.br ), trata-se de uma tarefa nada fácil, mas sua campanha já foi premiada mundo afora e é vista, em média, 2 milhões de vezes por dia em sete redes e mais de 900 canais de televisão. Os programas e projetos constituem-se exclusivamente em esforços beneficentes. Dentre os valores morais trabalhados pela fundação estão a honestidade, acreditar nos outros, gentileza e a determinação.
Vale a pena conferir e assistir aos vídeos produzidos por esta iniciativa beneficente que, vale ressaltar, não está atrelada a nenhuma instituição religiosa ou política, numa clara demonstração de que os valores éticos e de interesse público não são exclusividade dessas instâncias sociais.
Trata-se de mais uma demonstração de que, como afirmam diversos estudiosos, as novas tecnologias em si são neutras, e que o aspecto positivo e negativo advém do uso que o homem faz delas. Portanto, na condição de receptores midiáticos, temos mesmo é que prestigiar iniciativas como essas, reforçando em nós o papel da mídia na transformação desse mundo para uma vida melhor e mais digna.
domingo, 22 de novembro de 2009
Paulo Coelho e a 'magia' do blog
Considerada uma das invenções mais bem sucedidas da internet, utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo, a blogosfera continua se revelando uma ferramenta estratégica fabulosa detro do promissor universo da comunicação midiática. Algo que, apesar da ampla popularização, ainda se revela mal explorado pela maioria, dado a diversidades de fins para os quais esse aponta. Dentre esses está o efeito de cunho analítico mercadológico e persuasivo disfarçado, cujo objetivo de uso implícito é o de fomentar a venda de objetos ou propagação de idéias.
Um dos últimos casos que apontam para situações desse tipo é a estratégia midiática desenvolvida pelo célebre escritor brasileiro Paulo Coelho que recentemente, num súbito ataque de 'espírito democrático', resolveu publicar críticas feitas ao seu trabalho no seu próprio blog. Utilizando-se de um discurso pouco convincente, pelo menos para muitos, o mago - cuja história de vida vem sendo debulhada por leitores de todo o mundo através da sua biografia lançada por Fernando Moraes - argumentou que se tratava de uma medida contrária à parcialidade apresentada por seu blog. Uma argumentação, no mímino, esdrúxula, uma vez que como todos sabemos contraria a própria natureza desse tipo de instrumento midiático criado com fins explicitamente pessoais. Um instrumento de comunicação subjetivo por excelência e, portanto, parcial.
O que o ambicioso escritor se esquivou de explicar, por motivos óbvios, é que tudo não passa de uma estratégia com a finalidade de estudar melhor o nicho de mercado em que explora e, diga-se de passagem, muito bem, há anos. Uma estratégia de conquista com o objetivo de trazer para dentro do seu blog e, assim, conhecer melhor os leitores mais críticos e os não admiradores de seu estilo narrativo esotérico. A razão mais óbvia para tal conclusão está na queda de vendagem de sua última obra, Zahir, que comparada com as demais lançadas anteriormente, apresenta um índice de aceitação fruto, ao que tudo indica, da avassaladora concorrência de novos escritores que vêm explorando esse nicho de mercado, lançando no mercado editorial um número cada vez maior de títulos de livros esotéricos, de auto-ajuda, ou coisa parecida. Que o digam os autores de livros como “Crepúsculo”; “Lua Nova”, “ A Cabana” e tantos outros que despontam entre os mais vendidos no mundo.
É, pelo jeito, como manda o bom manual de sobrevivência de marketing de venda dos tempos moderno, o mago já se conscientizou de que navegar é muito mais preciso e, mais do que isso, que em tempos de internet, para conquistar a massa de leitores é preciso ir além dos velhos truques de magia negra, bruxaria etc e tal. Que mais simples que antes, ao invés de ler as mentes das pessoas e lançar sobre elas um apelo místico, basta ler o que elas pensam a respeito de seu trabalho. E só!.
Um dos últimos casos que apontam para situações desse tipo é a estratégia midiática desenvolvida pelo célebre escritor brasileiro Paulo Coelho que recentemente, num súbito ataque de 'espírito democrático', resolveu publicar críticas feitas ao seu trabalho no seu próprio blog. Utilizando-se de um discurso pouco convincente, pelo menos para muitos, o mago - cuja história de vida vem sendo debulhada por leitores de todo o mundo através da sua biografia lançada por Fernando Moraes - argumentou que se tratava de uma medida contrária à parcialidade apresentada por seu blog. Uma argumentação, no mímino, esdrúxula, uma vez que como todos sabemos contraria a própria natureza desse tipo de instrumento midiático criado com fins explicitamente pessoais. Um instrumento de comunicação subjetivo por excelência e, portanto, parcial.
O que o ambicioso escritor se esquivou de explicar, por motivos óbvios, é que tudo não passa de uma estratégia com a finalidade de estudar melhor o nicho de mercado em que explora e, diga-se de passagem, muito bem, há anos. Uma estratégia de conquista com o objetivo de trazer para dentro do seu blog e, assim, conhecer melhor os leitores mais críticos e os não admiradores de seu estilo narrativo esotérico. A razão mais óbvia para tal conclusão está na queda de vendagem de sua última obra, Zahir, que comparada com as demais lançadas anteriormente, apresenta um índice de aceitação fruto, ao que tudo indica, da avassaladora concorrência de novos escritores que vêm explorando esse nicho de mercado, lançando no mercado editorial um número cada vez maior de títulos de livros esotéricos, de auto-ajuda, ou coisa parecida. Que o digam os autores de livros como “Crepúsculo”; “Lua Nova”, “ A Cabana” e tantos outros que despontam entre os mais vendidos no mundo.
É, pelo jeito, como manda o bom manual de sobrevivência de marketing de venda dos tempos moderno, o mago já se conscientizou de que navegar é muito mais preciso e, mais do que isso, que em tempos de internet, para conquistar a massa de leitores é preciso ir além dos velhos truques de magia negra, bruxaria etc e tal. Que mais simples que antes, ao invés de ler as mentes das pessoas e lançar sobre elas um apelo místico, basta ler o que elas pensam a respeito de seu trabalho. E só!.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Confecom e o destino da mídia no Brasil
Pessoas de diversos segmentos da sociedade civil organizada se reunem em todo o Brasil através das reuniões preparatórias para a Conferencia Nacional de Comunicação, a Confecom, que se realizará em Brasília no período de 14 a 17 de dezembro. As conferências estaduais estão chegando ao fim neste mês com as propostas de políticas de comunicação que deverão ser apresentadas no encontro final no Distrito Federal.
Doze conferências estaduais serão realizadas até a próxima semana. Na Paraíba, a reunião acontecerá neste final de semana, nos dias 20 e 21, no auditório da FIEP e reunirá representantes de diversas entidades, órgãos e instituições da esfera pública e privada, os quais discutirão as propostas levantadas pelas conferencias realizadas em nível local em alguns municípios paraibanos. A estimativa é de que pelo menos 200 pessoas participem do evento, para discutir as diversas propostas de políticas de comunicação de cunho democrático, já que o número de participantes das plenárias locais foi em geral, muito baixo.
Recentemente, houve uma audiência pública proposta e presidida pelo deputado estadual Rodrigo Soares. O evento reuniu representantes do Governo do Estado, Arimatéia de França; e de entidades civis, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (Maria da Penha Araújo); do Intecab (Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afrobrasileira), Maria Marques Maciel; e da Associação Paraibana de Imprensa (API), através de sua presidente, a jornalista Marcela Sitônio. A Empresa Brasileira de Telecomunicação (Imbratel) também enviou representante: a executiva Eliane Barbosa de Silva, segundo dados extrapido do endereço eletrônico: http://proconferenciacomunicapb.wordpress.com/.
De acordo com o site oficial da Confecom (http://www.confecom.com.br/), o objetivo da Conferência é Formular propostas orientadoras de uma Política Nacional de Comunicação a partir de um debate amplo, democrático e plural com a sociedade brasileira, garantindo a participação social em todas as suas etapas. Uma relevante e histórica oportunidade de se discutir o futuro da política midiática no país. Daí, porque a necessidade da participação de toda a sociedade, seja de forma direta, ou indireta, acompanhando o desenrolar desta que promete ser um dos acontecimentos mais importantes realizados no Governo de Lula e como diz o seu mais conhecido jargão: “ da história do país”.
para isso, é importante ressaltar que esse acompanhamento jamais se dará através da mídia tradicional cujos interesses defendidos são totalmente antagônicos aos que sustentam a Confecom, razão pela qual - conforme já o dissemos em outras oportunidades neste espaço -, os proprietários dos grandes grupos de comunicação de todo o país, estão se afugentando de participar da discussão.
Quem sabe, se trata apenas de mais uma utopia daquelas que precisamos nos agarrar para assim, assim acreditamos numa mudança melhor dessa nação em que vivemos. Contudo, só teremos a certeza dos efeitos reais dessa promoessa, se de fato, fizemos a nossa parte, enquant
Doze conferências estaduais serão realizadas até a próxima semana. Na Paraíba, a reunião acontecerá neste final de semana, nos dias 20 e 21, no auditório da FIEP e reunirá representantes de diversas entidades, órgãos e instituições da esfera pública e privada, os quais discutirão as propostas levantadas pelas conferencias realizadas em nível local em alguns municípios paraibanos. A estimativa é de que pelo menos 200 pessoas participem do evento, para discutir as diversas propostas de políticas de comunicação de cunho democrático, já que o número de participantes das plenárias locais foi em geral, muito baixo.
Recentemente, houve uma audiência pública proposta e presidida pelo deputado estadual Rodrigo Soares. O evento reuniu representantes do Governo do Estado, Arimatéia de França; e de entidades civis, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (Maria da Penha Araújo); do Intecab (Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afrobrasileira), Maria Marques Maciel; e da Associação Paraibana de Imprensa (API), através de sua presidente, a jornalista Marcela Sitônio. A Empresa Brasileira de Telecomunicação (Imbratel) também enviou representante: a executiva Eliane Barbosa de Silva, segundo dados extrapido do endereço eletrônico: http://proconferenciacomunicapb.wordpress.com/.
De acordo com o site oficial da Confecom (http://www.confecom.com.br/), o objetivo da Conferência é Formular propostas orientadoras de uma Política Nacional de Comunicação a partir de um debate amplo, democrático e plural com a sociedade brasileira, garantindo a participação social em todas as suas etapas. Uma relevante e histórica oportunidade de se discutir o futuro da política midiática no país. Daí, porque a necessidade da participação de toda a sociedade, seja de forma direta, ou indireta, acompanhando o desenrolar desta que promete ser um dos acontecimentos mais importantes realizados no Governo de Lula e como diz o seu mais conhecido jargão: “ da história do país”.
para isso, é importante ressaltar que esse acompanhamento jamais se dará através da mídia tradicional cujos interesses defendidos são totalmente antagônicos aos que sustentam a Confecom, razão pela qual - conforme já o dissemos em outras oportunidades neste espaço -, os proprietários dos grandes grupos de comunicação de todo o país, estão se afugentando de participar da discussão.
Quem sabe, se trata apenas de mais uma utopia daquelas que precisamos nos agarrar para assim, assim acreditamos numa mudança melhor dessa nação em que vivemos. Contudo, só teremos a certeza dos efeitos reais dessa promoessa, se de fato, fizemos a nossa parte, enquant
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O caso Geyse: vestido curto e mídia longa
O episódio envolvendo a estudante Geyse Arruda, hostilizada pelos colegas universitários da Uniban, no último dia 22 de outubro, por adentrar na instituição comum vestido curto, vem deixando uma série de lições aos olhos dos mais atentos às mudanças impressas no cotidiano através dos holofotes midiáticos.
A primeira e mais óbvia de todas é a gerência da cultura midiática sobre o cotidiano, selecionando os fatos e temas que se sugerem ser de maior relevância para o conhecimento de todos os cidadãos. Nesse sentido, fica cada vez mais patente a banalização que hoje impera na indústria da informação, fato notório por meio do amplo espaço que continua sendo dado ao caso mencionado.
Diferentemente do que acontece com fatos de interesse público e de grande impacto nos rumos da sociedade, como alguns problemas sociais já evidenciados neste espaço, os noticiários optam pelo desdobramento de fatos pitorescos, exóticos e de cunho particular.
Por outro lado, o caso Geyse vem se revelando uma janela por meio da qual é possível aferir o grau de significância do poder da esfera midiática na sociedade moderna que, como já foi dito aqui por várias vezes, vem moldando num ritmo cada vez mais acelerado e intenso, o cotidiano.
Não é a toa que a relação entre cotidiano e mídia, vem se tornando um dos principais objetos de estudo nos mais variados campos de estudo das ciências humanas. Os estudos trazem a tona, várias das teorias desenvolvidas nos últimos dois séculos quando a indústria da comunicação, ou indústria cultural como muito bem denominou a Escola de Frankfurt, passou a ser vista como algo muito além de uma mera fábrica de entretenimento.
Entre essas, está a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Moscovici em 1961, a qual se respalda nas contribuições do eminente sociólogo Émile Durkheim. Nesse sentido, é indiscutível a necessidade de reestudarmos muitas das noções apresentadas por este autor para quem representações sociais equivalem a fenômenos específicos que estão relacionados com um modo particular de compreender e de se comunicar. Assim, não é preciso irmos muito longe para identificarmos quem ou o que ocupa esse papel de produção de sentido nas relações sociais vigentes. Mais importante ainda: refletirmos acerca do estratégico processo de banalização do cotidiano. Ou seja, nos dizeres sociológicos: o processo de simplificação do cotidiano socializado pelas mídias.
Enfim, todos os fenômenos de audiência gerados pela mídia espetacular, a exemplo do último deles que é caso Geyse, parem estar ressuscitando muitos dos teóricos do passado que, apesar de sofrerem diversos tipos de críticas – algumas delas com razão – estavam corretos em muitas de suas previsões, firmando-se como verdadeiros profetas. Que o digam Marshal McLuhan, Martín-Barbero, Michel Certeau e o próprio Karl Marx e duas inquietudes para com esse novo estilo de vida emergente já no século XIX.
Retomando o objeto inspirador para este comentário que foi o caso Geyse e finalizandoo de forma um tanto satírica, podemos afirmar que o vestido da 'célebre' estudante pode ter sido curto, mas a repercussão produzida pela mídia é para lá de longa....
A primeira e mais óbvia de todas é a gerência da cultura midiática sobre o cotidiano, selecionando os fatos e temas que se sugerem ser de maior relevância para o conhecimento de todos os cidadãos. Nesse sentido, fica cada vez mais patente a banalização que hoje impera na indústria da informação, fato notório por meio do amplo espaço que continua sendo dado ao caso mencionado.
Diferentemente do que acontece com fatos de interesse público e de grande impacto nos rumos da sociedade, como alguns problemas sociais já evidenciados neste espaço, os noticiários optam pelo desdobramento de fatos pitorescos, exóticos e de cunho particular.
Por outro lado, o caso Geyse vem se revelando uma janela por meio da qual é possível aferir o grau de significância do poder da esfera midiática na sociedade moderna que, como já foi dito aqui por várias vezes, vem moldando num ritmo cada vez mais acelerado e intenso, o cotidiano.
Não é a toa que a relação entre cotidiano e mídia, vem se tornando um dos principais objetos de estudo nos mais variados campos de estudo das ciências humanas. Os estudos trazem a tona, várias das teorias desenvolvidas nos últimos dois séculos quando a indústria da comunicação, ou indústria cultural como muito bem denominou a Escola de Frankfurt, passou a ser vista como algo muito além de uma mera fábrica de entretenimento.
Entre essas, está a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Moscovici em 1961, a qual se respalda nas contribuições do eminente sociólogo Émile Durkheim. Nesse sentido, é indiscutível a necessidade de reestudarmos muitas das noções apresentadas por este autor para quem representações sociais equivalem a fenômenos específicos que estão relacionados com um modo particular de compreender e de se comunicar. Assim, não é preciso irmos muito longe para identificarmos quem ou o que ocupa esse papel de produção de sentido nas relações sociais vigentes. Mais importante ainda: refletirmos acerca do estratégico processo de banalização do cotidiano. Ou seja, nos dizeres sociológicos: o processo de simplificação do cotidiano socializado pelas mídias.
Enfim, todos os fenômenos de audiência gerados pela mídia espetacular, a exemplo do último deles que é caso Geyse, parem estar ressuscitando muitos dos teóricos do passado que, apesar de sofrerem diversos tipos de críticas – algumas delas com razão – estavam corretos em muitas de suas previsões, firmando-se como verdadeiros profetas. Que o digam Marshal McLuhan, Martín-Barbero, Michel Certeau e o próprio Karl Marx e duas inquietudes para com esse novo estilo de vida emergente já no século XIX.
Retomando o objeto inspirador para este comentário que foi o caso Geyse e finalizandoo de forma um tanto satírica, podemos afirmar que o vestido da 'célebre' estudante pode ter sido curto, mas a repercussão produzida pela mídia é para lá de longa....
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O especatular cotidiano videográfico
A veiculação de vídeos gravados através das mais diversas parafernálias tecnológicas digitais que compõem as chamadas novas tecnologias da comunicação está se tornando uma rotina na imprensa brasileira e de todo o mundo. Gravados, em sua maioria, por aparelhos de celular, os arquivos audiovisuais vem fazendo parte da pauta diária da grande mídia jornalística abrindo um espaço cada vez maior para o chamado segmento do jornalismo participativo, no qual, o uso das mídias sociais, têm revolucionando o universo informacional.
Por outro lado, a freqüência e intensidade da veiculação de vídeos em veículos de comunicaçaõ de massa reforça cada vez a sensação de todos estarmos vivendo sob constante vigilância eletrônica, perdendo a cada dia, a privacidade. É a transformação do mundo comum e ordinário para o fantástico e espetacular mundo da publicização, onde cada espaço que ocupamos - não importa se nos lares ou nas ruas- se torna um pedaço do incomensurável palco rodeado de platéia por todos os lados. O fenômeno ressalta algo já demasiadamente apontado por diversos estudiosos da sociedade moderna que são os múltiplos e paradoxos efeitos das novas mídias no cotidiano dos cidadãos.
Se de um lado, muitas das gravações – como as que assistimos diariamente nos telejornais – trazem a tona denúncias de abusos, infrações e atos moralmente condenáveis, de outro, revela a falta de limites éticos e morais que o uso das novas tecnologias tem imposto nas relações sociais no mundo contemporâneo. Mundo esse, aliás, como se pode observar, está avançando a passos largos na banalização do espetáculo, conforme, aliás, já previam diversos estudiosos.
Trata-se do desdobramento da suplantação das imagens de que nos alertava no século passado, Guy Debord, um dos primeiros a chamar-nos a atenção para as idiossincrasias da chamada sociedade do espetáculo. Sociedade esta regida sob a égide do olhar do 'grande irmão' de que nos falava George Orwell. Olhar este que a cada instante cobre a todos, transformando a vida cotidiana dos cidadãos comuns, numa espeteacular experiência videografiados.
Fenômeno este que, certamente, ainda renderá centenas de milhares de comentários e discussões dentro e fora do universo cibernético e sobre o qual, ainda voltaremos a abordar aqui, neste espaço - também espetacular - certamente, por diversas vezes...
Por outro lado, a freqüência e intensidade da veiculação de vídeos em veículos de comunicaçaõ de massa reforça cada vez a sensação de todos estarmos vivendo sob constante vigilância eletrônica, perdendo a cada dia, a privacidade. É a transformação do mundo comum e ordinário para o fantástico e espetacular mundo da publicização, onde cada espaço que ocupamos - não importa se nos lares ou nas ruas- se torna um pedaço do incomensurável palco rodeado de platéia por todos os lados. O fenômeno ressalta algo já demasiadamente apontado por diversos estudiosos da sociedade moderna que são os múltiplos e paradoxos efeitos das novas mídias no cotidiano dos cidadãos.
Se de um lado, muitas das gravações – como as que assistimos diariamente nos telejornais – trazem a tona denúncias de abusos, infrações e atos moralmente condenáveis, de outro, revela a falta de limites éticos e morais que o uso das novas tecnologias tem imposto nas relações sociais no mundo contemporâneo. Mundo esse, aliás, como se pode observar, está avançando a passos largos na banalização do espetáculo, conforme, aliás, já previam diversos estudiosos.
Trata-se do desdobramento da suplantação das imagens de que nos alertava no século passado, Guy Debord, um dos primeiros a chamar-nos a atenção para as idiossincrasias da chamada sociedade do espetáculo. Sociedade esta regida sob a égide do olhar do 'grande irmão' de que nos falava George Orwell. Olhar este que a cada instante cobre a todos, transformando a vida cotidiana dos cidadãos comuns, numa espeteacular experiência videografiados.
Fenômeno este que, certamente, ainda renderá centenas de milhares de comentários e discussões dentro e fora do universo cibernético e sobre o qual, ainda voltaremos a abordar aqui, neste espaço - também espetacular - certamente, por diversas vezes...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A peleja dos jornalistas com os donos da mídia
A luta dos jornalistas para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restitui a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão está demonstrando, de forma clara e transparente, a quebra de braços da categoria com os donos dos grupos oligopólios da mídia no país e, o interesse destes em derrubar a tentativa dos profissionais de imprensa de rever um direito garantido por lei e que foi derrubado este ano, de forma surpreendente.
A votação da PEC dos jornalistas – como está sendo chamada – agendada para outubro, foi adiada já por duas vezes, deixando patente a influência dos donos da mídia junto aos poderes constituídos, como, aliá, ficou evidente na votação do STF, em junho. A última data, agendada para o dia 21 de outubro, foi adiada, de última hora.
Conforme o texto extraído do site na FENAJ, ao contrário do que se esperava a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados não apreciou a PEC 386/09. Numa iniciativa protelatória, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto contrário a PEC dos Jornalistas no dia anterior. Apoiadores da proposta concentrarão esforços para que a proposta seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.Diz ainda o texto que “Identificado com os interesses dos empresários de comunicação, na justificativa de seu voto em separado Zenaldo Coutinho usou os mesmos argumentos das entidades patronais para se posicionar contra a PEC dos Jornalistas. Sua iniciativa se coaduna com a estratégia empresarial que, na semana passada, através da publicação de artigo da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, em veículos de comunicação de todo o país, buscou influenciar o posicionamento dos membros da CCJC”.
É preciso muita reflexão para concluirmos o final dessa história, ou mesmo, desvelarmos os reais interesses que estão por trás de tantas adiações. Vale lembrar que a votação contra o diploma também havia sido adiada por diversas vezes, culminando com o resultado lastimável que toda a sociedade brasileira foi testemunha e também vítima.
Aguardemos os próximos capítulos!.
A votação da PEC dos jornalistas – como está sendo chamada – agendada para outubro, foi adiada já por duas vezes, deixando patente a influência dos donos da mídia junto aos poderes constituídos, como, aliá, ficou evidente na votação do STF, em junho. A última data, agendada para o dia 21 de outubro, foi adiada, de última hora.
Conforme o texto extraído do site na FENAJ, ao contrário do que se esperava a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados não apreciou a PEC 386/09. Numa iniciativa protelatória, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto contrário a PEC dos Jornalistas no dia anterior. Apoiadores da proposta concentrarão esforços para que a proposta seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.Diz ainda o texto que “Identificado com os interesses dos empresários de comunicação, na justificativa de seu voto em separado Zenaldo Coutinho usou os mesmos argumentos das entidades patronais para se posicionar contra a PEC dos Jornalistas. Sua iniciativa se coaduna com a estratégia empresarial que, na semana passada, através da publicação de artigo da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, em veículos de comunicação de todo o país, buscou influenciar o posicionamento dos membros da CCJC”.
É preciso muita reflexão para concluirmos o final dessa história, ou mesmo, desvelarmos os reais interesses que estão por trás de tantas adiações. Vale lembrar que a votação contra o diploma também havia sido adiada por diversas vezes, culminando com o resultado lastimável que toda a sociedade brasileira foi testemunha e também vítima.
Aguardemos os próximos capítulos!.
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